O segredo do sucesso

Récord de ordenados y boom vocacional en Fort Wayne: 4 factores y un hecho impresionante lo explican

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La pequeña Diócesis estadounidense de Fort-Wayne está de enhorabuena pues el pasado sábado 2 de junio se ordenaron sacerdotes cinco jóvenes, lo que supone la mayor ordenación en 43 años, cifra que seguirá manteniendo y mejorando en los próximos años.

Al igual que está ocurriendo en otras diócesis de EEUU se está produciendo un boom vocacional importante tras décadas en las que el desplome fue tremendo. Muchos de estos lugares que están viendo un renacer destacan por ser los católicos una minoría, pero también por cuidar la fidelidad evangélica, lo que ha provocado frutos evidentes en el presente.

Una diócesis pequeña pero con mucha vitalidad
La Diócesis de Fort Wayne, en el Estado de Indiana, tiene una población de más de 1,2 millones de personas pero los católicos apenas llegan al 13%, es decir, unos 160.000. Así, de las 191 diócesis estadounidenses, aparece en el puesto 97 en el número de católicos y en el 120 en porcentaje de católicos.

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Eu, de fato, discordo, mas apóio a iniciativa

O canal mágico

Catequese judaica: os espiões

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Retirado do livro Más allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum

Os espiões: Uma atitude pessimista em relação ao futuro do povo judeu.
E disse o Eterno a Moisés: “Envia homens para explorarem a terra de Canaã que dei aos filhos de Israel. (…) De cada tribo mandarás um homem, o principal de cada tribo” (…) E enviou Moisés os seus emissários para explorarem a terra de Canaã (…) Foram, pois, reconhecer a terra, e voltaram dessa busca no fim de quarenta dias. E apresentaram-se perante Moisés, Aarão e toda a congregação dos filhos de Israel… e disseram a Moisés: “Fomos à terra onde nos enviaste e é verdade que emana leite e mel, mas o povo que mora ali é poderoso. As suas cidades são fortificadas e muito grandes…” E Caleb mandou calar o povo e disse “Havemos de subir para herdar a terra, porque podemos fazê-lo.” Mas quem o acompanhou retorquiu: “Não podemos subir contra esse povo, porque é mais forte que nós…” (Números, 18, 1-32)

A parashá Shlach dá-nos a conhecer um dos episódios mais dramáticos e decisivos que aconteceram aos nossos patriarcas no deserto, no seu caminho do Egito até à Terra Prometida. O trajeto entre o Monte Sinai e Eretz Israel devia ter demorado apenas uns dias. O povo tinha saído do Egito acompanhado pela nuvem divina, e, através de grandes milagres, encaminhava-se para Eretz Israel.
No entanto, pouco antes de entrarem na Terra, De’s ordena a Moisés:
Envia homens para explorarem a terra de Canaã que dei aos filhos de Israel… Porquê era necessário enviar espiões para percorrer o país antes de o povo entrar nele? Para quê era necessário ter essa informação estratégica? Não tinham saído do Egito confiando só no Criador e sem informação nenhuma baseada no trabalho de espiões?
Não há dúvida de que o Criador conhecia perfeitamente a situação de Eretz Israel e podia perfeitamente ter informado o povo acerca dela. Também Moisés, que tinha crescido na casa do faraó, devia ter informação acerca da terra de Canaã, tão próxima do Egito. Devemos supor, então, que o envio desta delegação tinha propósitos muito especiais. A Torá diz “Envia homens”. Não diz “espiões”, diz “homens”. A Torá não propõe a Moisés o envio de espiões “profissionais”, mas simplesmente de homens do povo. Dá-nos a sensação de que a Torá não deseja estudar as características da terra, mas sim analisar o comportamento dos homens. Conhecer os homens e os seus costumes, reveladores da situação espiritual e psicológica do povo.
Moisés envia doze homens. Um homem de cada tribo, com o objetivo de que todas as tribos se sentissem representadas de maneira adequada, e também para que o fracasso ou o sucesso da missão não recaísse somente sobre membros de uma determinada tribo. Eretz Israel pertence de modo igual a todas as tribos do povo. Por tanto, representantes de todo o povo deviam estudar a terra e emitir posteriormente o seu juízo de valores relativamente à mesma. Os enviados não eram pessoas comuns mas sim os chefes de cada tribo, a fim de que a sua opinião fosse aceite sem discussões por toda a tribo.
Dá-nos a entender que o objetivo desta delegação era fortalecer a relação com a terra de Eretz Israel, ainda antes de o povo entrar nela. O destino do povo judeu está ligado de forma indissolúvel com o desta terra. É possível comparar o contrato que existe entre o povo de Israel e Eretz Israel com um contrato de casamento. Cria-se uma relação profunda para enfrentar as alegrias e as desgraças, e a relação é eterna. Moisés ordenou aos homens percorrer a terra. Não se tratava de reunir informação, mas sim de dar aos chefes das tribos a oportunidade de percorrer o país e avaliar as suas características tão especiais. As instruções que Moisés deu a conhecer aos homens definiram o caráter da sua missão: fortalecer o país, fortalecer a ligação com ele, ainda antes da entrada de todo o povo. No entanto, os chefes das diferentes tribos não compreenderam a sua missão nem a levaram a cabo. Levaram-na a cabo de forma limitada, apenas no que diz respeito à sua missão de reconhecimento, sem assumir a sua condição de líderes das diferentes tribos do povo de Israel.

Moisés não se relacionava com a terra só no seu aspeto de entidade política ou física; ele considerava que entrar nela representava também um encontro carregado de significado. No entanto, os chefes estudaram a terra da mesma forma que uma pessoa avalia as perspetivas de um negócio que vai empreender. Analisaram as possibilidades de ganhos e eventuais perdas, e por fim concluíram que a empresa não tinha nenhuma possibilidade de êxito.
Se olharmos para as instruções que Moshé Rabeinu transmitiu aos espiões, vemos que lhes pediu informação sobre a situação demográfica e a agricultura. Não lhes pediu para analisar a situação militar. Na realidade, a expedição parece ter objetivos “turísticos” e não militares.
Os representantes das tribos são enviados a Eretz Israel numa missão que não tem conotações profissionais, e cujo objetivo é estimular o povo e conscientizá-lo da sua próxima redenção.
Logo após o seu regresso, os membros da delegação dividem-se em dois grupos: Dez homens relatam factos negativos e predizem que a conquista daquela terra por parte do povo de Israel não seria possível. Dois homens expressam opiniões otimistas sobre as possibilidades de estabelecimento na terra. Na verdade, não havia diferença alguma entre os factos que os doze homens tinham observado, mas sim entre os modos como cada um dos grupos tinha avaliado a situação. Não se trata de que os espiões tivessem mentido; até podem ter descrito uma situação real, mas a sua atitude perante a mesma era negativa.
É possível contemplar todos os factos da realidade desde diferentes ângulos. Assim, os espiões descreveram os factos como estes pareciam a seus olhos. A discussão entre os dois grupos não se centrava em torno das características geográficas e políticas da terra, mas sim sobre a atitude do povo perante ela; na possibilidade de a conquistar e a força com a que o povo contava para entrar nela, depois de um período tão prolongado de escravidão. Os espiões não foram enviados para descobrir o verdadeiro carácter da terra, mas sim o verdadeiro carácter do povo que havia de entrar nela. Os chefes das tribos prestaram atenção somente às características objetivas, aos gigantes, às cidades amuralhadas, e não viram mais além, não empregaram a visão e a esperança, a perspetiva e a fé. Através da fé, é possível ver mais além do horizonte, do aqui e do agora. Mas os chefes das tribos não empregaram a fé. O pecado dos espiões foi a impossibilidade de olharem para o futuro.
A reação de Moisés perante o pecado dos espiões foi, de certo modo, estranha. Moisés rende-se. A sua reação não é de modo algum severa. Na realidade, ele quase não reage. O líder não consegue dar uma resposta perante o pecado dos espiões. Está vencido. Como não pode destruir o povo que tanto ama, em nome desse amor dirige-se ao Criador para solicitar o seu perdão. No entanto, desta vez De’s não está disposto a mudar a sua decisão e por isso responde a Moisés de forma verdadeira: “O povo há de permanecer no deserto até que morram todos aqueles que não foram capazes de ter fé e esperança na chegada à Terra.
A geração dos patriarcas, a geração dos que saíram do Egito, há de permanecer no deserto. Esta geração que cresceu, por um lado, oprimida pela escravidão, e, por outro, rodeada de milagres, habituando-se assim à passividade, não há de entrar na Terra Prometida. É necessário aguardar pelo desaparecimento da geração do sofrimento, da geração que deseja voltar para o Egito, da geração do choro, até que surja uma nova geração que saiba viver na fé, na esperança e na visão. É necessário deixar de confiar nesta geração de escravos, e continuar a confiar no futuro do povo e na realização do seu destino.

 

 

 

A Receita Comunista Para a Destruição da Família

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Parte I.

Em nosso último artigo, tratamos de investigar as raízes do ódio comunista à família ao menos no plano de sua fundamentação teórica e de demonstrar, na medida do possível, as fragilidades dessa mesma sustentação. No presente trabalho, ocupar-nos-emos acerca do avanço de tal ideologia sobre o direito pátrio.

A visão que Engels (repitamos mais uma vez, apoiando-se quase que inteiramente no antropólogo americano Lewis Morgan) tem da história humana revela muito do que viria a ser o movimento comunista. Uma vez que a propriedade privada e a família foram se formando aos poucos à medida que a evolução darwinista empurrava os agrupamentos humanos rumo à civilização, a conclusão óbvia é que, sendo uma construção da sociedade (e, acrescento eu: da sociedade opressora), então é possível que nos livremos de ambas. Se nem uma nem outra são naturais ao homem, então, podem ser descartadas. E, na visão do…

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Gigante com Pés de Barro

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Quando Marx e Engels lançaram seu “Manifesto Comunista”, no Ano da Graça de 1.848, havia nele algo que parece ter chamado pouco a atenção do, digamos, “militante comum”, mas que, bem captado pelos líderes e pensadores do movimento, tornou-se uma verdadeira bomba destinada a remodelar toda a sociedade ocidental no século e meio seguinte, ainda que o modelo de comunismo lá proposto viesse a se revelar uma espantosa sucessão de fracassos e de tragédias. Falo, aqui, do ódio (a palavra não é um exagero) de ambos à família tradicional. Eles o dizem abertamente e com um certo ar de arrogância: seu desejo é o de destruir a família “burguesa”, vista como célula de exploração da mulher e dos filhos pelo homem. Para os que não o creem, abro aqui um espaço para que eles mesmos o digam:

A supressão da família! Mesmo os mais radicais exaltam-se com esse infame desígnio…

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A existência do “ser-eterno-não-físico-imaterial-não-contingente-não-causado-extremamente-poderoso-de-existência-necessária-que-criou-todo-o-universo-e-tudo-o-mais-nele”

Ou “O argumento da contingência de Leibniz”.

O Deus das lacunas

John Lennox: ciência e religião

A Tutela da Revolta e a Ascenção do Estado Totalitário

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leviata-demonio Fonte da imagem: https://www.esbocandoideias.com/2017/03/leviata-na-biblia-e-um-demonio.html

Parte I: E Sereis Como Deus.

Parte II: A Revolta Metafísica em Ato.

Como dito nos dois posts anteriores, há no homem uma revolta metafísica, uma ruptura imaginária entre o ser e o dever ser, sendo que a ideologia de gênero aproveita-se exatamente desta nossa fraqueza para lançar seu apelo. Tal apelo encontrará eco naqueles indivíduos mais suscetíveis de abandonar a realidade e aderir ao seu dever ser imaginário.

Assim, os ideólogos de gênero conseguiram, por meio de muita propaganda midiática, criar uma demanda no corpo da sociedade. E, criada ela, era necessário, então, que, na outra ponta do processo, alguém fosse escalado para supri-la: os legisladores e os juízes. Para convencê-los, o apelo feito foi de outra natureza, mas que, igualmente, faz eco numa fraqueza ínsita a todo ser humano: apelou-se para o desejo que há em todo filho de Eva de ser como Deus…

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A Revolta Metafísica Em Ato

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Parte I: https://mmjusblog.wordpress.com/2017/07/28/e-sereis-como-deus/

Como visto em nosso artigo anterior, a narrativa da criação e da queda de nossos primeiros pais (especialmente de nossa primeira mãe) revela-nos coisas essenciais acerca da natureza que nos cerca e, especialmente, diz muito sobre nós mesmos. Deus, sendo o Bem absoluto, nada podia criar que não fosse bom, razão pela qual a criação é boa. O ser e o dever ser das coisas coincidem. As  proibições, os mandamentos e as permissões divinas enraízam-se na natureza dos seres das coisas e não num capricho voluntarista do Criador. Contudo, a partir da aceitação por Eva do engano da serpente, passou a haver, no ser humano, uma dúvida acerca da bondade de Deus e de toda criação; com frequência, cremos que as coisas não são como deveriam ser e pensamos que os imperativos morais são fruto de um voluntarismo divino; e, sobretudo, há em nós o desejo de sermos…

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E Sereis Como Deus.

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Já há algum tempo, escrevi um artigo intitulado “Como Loucos no Hospício”, no qual tive a intenção de expor, sucintamente, como a mente do homem ocidental moderno funciona: exatamente como a de um louco, vivendo alheio à realidade e apegando-se a ideias sem a menor preocupação de confrontá-las com o mundo em sua volta. Ao final do texto, prometi uma continuação, visto que a loucura do mundo moderno é tal que, de fato, muitos há que pensam ser como Deus, julgando-se capazes mesmo de alterar a realidade que os cerca.

A continuação prometida, contudo, foi adiada por algum tempo. E, dado o avanço cada vez mais avassalador da chamada ideologia de gênero, entendi por bem abordar o assunto sob esta ótica, mesmo porque, até o presente momento, o ser humano não conseguiu criar nada que seja mais flagrantemente contrário à realidade; nada, portanto, que seja mais louco.

Para…

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Tomás responde: A mentira é sempre pecado?

La caida de Luzbel

Antonio Maria Esquivel (1806-1857), La caída de Luzbel, Museo del Prado

“Vós sois do diabo, vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade: quando ele mente, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44)

Parece que nem toda mentira é pecado:

1. Com efeito, é evidente que os evangelistas não pecaram ao escrever o Evangelho. Ora, eles parecem ter dito algo falso, porque as palavras de Cristo, e até mesmo de outros personagens, são registradas de maneira diferente por eles. E daí se pode concluir que um deles há de ter dito uma coisa falsa. Logo, nem toda mentira é pecado.

2. Além disso, ninguém é recompensado por Deus pelo pecado. Ora, as parteiras do Egito foram recompensadas por Deus, por terem mentido, pois a escritura diz que Deus lhes concedeu uma posteridade. Logo, a mentira nem sempre é pecado.

3. Ademais, a Sagrada Escritura narra os feitos dos santos para a edificação da vida humana. Ora, de alguns grandes santos se diz que mentiram. No Gênesis se lê que Abraão disse que sua esposa era sua irmã. Jacó mentiu dizendo que era Esaú, e, apesar disso recebeu a bênção. E Judith, que mentiu para Holofernes, até hoje recebe louvor. Logo, nem toda mentira é pecado.

4. Ademais, às vezes convém escolher um mal menor para evitar um mal maior; é o caso do médico que se vê obrigado a cortar um membro para evitar a infecção do corpo inteiro. Ora, causa menor dano ao próximo quem lhe comunica uma informação falsa do que assassinar ou ser assassinado. Logo, pode ser lícito mentir para impedir alguém de cometer homicídio para preservar alguém da morte.

5. Ademais, quem não cumpre uma promessa, mente. Ora, nem todas as promessas devem ser cumpridas, pois Isidoro diz: se prometeste algo mau, rompe teu compromisso. Logo, nem toda mentira é pecado.

6. Ademais, a mentira é considerada pecado porque a pessoa engana o próximo; o que faz Agostinho dizer: “Quem imagina que pode haver um gênero de mentira sem pecado, está torpemente equivocado ao se estimar como honesto enganador dos outros”. Ora, nem toda mentira é causa de engodo porque a mentira jocosa não engana ninguém. Na realidade, ninguém conta estas mentiras para que sejam cridas, mas simplesmente para a diversão. E assim de vez em quando se encontram locuções hiperbólicas na Sagrada Escritura. Logo, nem toda mentira é pecado.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, o livro do Eclesiástico diz: Recusa-te a proferir qualquer mentira (7, 14).

tomas_respondo Aquilo que é mau por sua própria natureza não pode de maneira nenhuma ser bom ou lícito; porque, para algo ser bom, é preciso que todos os seus elementos o sejam. De onde a célebre sentença de Dionísio: o bem resulta da perfeição total da causa, enquanto que o mal resulta de qualquer defeito. Ora, a mentira é um mal por sua própria natureza porque é um ato cuja matéria
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Como Loucos no Hospício

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Em seu monumental livro “Ortodoxia”, G. K. Chesterton narra um episódio interessante a partir do qual faz toda uma crítica à filosofia e ao mundo moderno. Entendo que tal crítica é essencial para conhecermos o porquê de tantas e tantas loucuras que nos cercam. Para que o leitor possa, ele mesmo, ter acesso a essa pérola, entendo por bem colacionar a íntegra do texto a que me referi:

Se você discutir com um louco, é extremamente provável que leve a pior; pois sob muitos aspectos a mente dele se move muito mais rápido por não se atrapalhar com coisas que costumam acompanhar o bom juízo. Ele não é embaraçado pelo senso de humor ou pela caridade, ou pelas tolas certezas da experiência. Ele é muito mais lógico por perder certos afetos da sanidade. De fato, a explicação comum para a insanidade nesse respeito é enganadora. O louco não é…

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A Cruz e a Justiça

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Como se sabe, a Cruz é o símbolo do cristianismo e sintetiza toda uma doutrina e mesmo a totalidade de uma cosmovisão. Chesterton dizia que ela traz em si um paradoxo: um braço estende-se na horizontal, como que querendo abraçar este mundo, enquanto que outro estende-se de baixo para cima, como que querendo transcendê-lo. No centro, o choque de ambos, e, apesar do choque, cada braço segue em seu próprio caminho, apontando para a mais estranha das soluções do paradoxo: é possível e necessário preocupar-se com o mundo em que estamos ao mesmo tempo em que é possível e necessário que se tente transcendê-lo. É possível desejar-se apenas o céu sem deixar de se atentar ao mundo; é possível amar os homens e amar apenas a Deus. Digo mais: na realidade, somente é possível amarem-se os homens caso se ame exclusivamente a Deus.

O Cristianismo (e, portanto, a civilização ocidental…

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Chestertoninas – Deus e as crianças: “Vamos de novo!”

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“Ora, para expressar o caso numa linguagem popular, poderia ser verdade que o sol se levante regularmente por nunca se cansar de levantar-se. Sua rotina talvez se deva não à ausência de vida, mas a uma vida exuberante. O que quero dizer pode ser observado, por exemplo, nas crianças, quando elas descobrem algum jogo ou brincadeira com que se divertem de modo especial. Uma criança balança as pernas ritmicamente por excesso de vida, não pela ausência dela. Pelo fato de as crianças terem uma vitalidade abundante, elas são espiritualmente impetuosas e livres; por isso querem coisas repetidas, inalteradas. Elas sempre dizem: “Vamos de novo”; e o adulto faz de novo até quase morrer de cansaço. Pois os adultos não são fortes o suficiente para exultar na monotonia.

Mas talvez Deus seja forte o suficiente para exultar na monotonia. É possível que Deus todas as manhãs diga ao sol: “Vamos de novo”; e todas as noites à lua: “Vamos de novo”. Talvez não seja uma necessidade automática que torna todas as margaridas iguais; pode ser que Deus crie todas as margaridas separadamente, mas nunca se canse de criá-las. Pode ser que ele tenha um eterno apetite de criança; pois nós pecamos e ficamos velhos, e nosso Pai é mais jovem do que nós. A repetição na natureza pode não ser mera recorrência; pode ser um bis teatral.”

G. K. Chesterton, Ortodoxia

TODA A VIDA EUROPÉIA MORREU EM AUSCHWITZ

Auschwitz

Por Sebastian Vilar Rodriguez

Desci uma rua em Barcelona, e descobri repentinamente uma verdade terrível. A Europa morreu em Auschwitz.
Matamos seis milhões de Judeus e substituímo-los por 20 milhões de muçulmanos.
Em Auschwitz queimamos uma cultura, pensamento, criatividade e talento.
Destruímos o povo escolhido, verdadeiramente escolhido, porque era um povo grande e maravilhoso que mudara o mundo.
A contribuição deste povo sente-se em todas as áreas da vida: ciência, arte, comércio internacional, e, acima de tudo, como a consciência do mundo.
Este é o povo que queimamos.
E debaixo de uma pretensa tolerância, e porque queríamos provar a nós mesmos que estávamos curados da doença do racismo, abrimos as nossas portas a 20 milhões de muçulmanos que nos trouxeram estupidez e ignorância, extremismo religioso e falta de tolerância, crime e pobreza, devido ao pouco desejo de trabalhar e de sustentar as suas famílias com orgulho.
Eles fizeram explodir os nossos comboios, transformaram as nossas lindas cidades espanholas num terceiro mundo, afogando-as em sujeira e crime.
Fechados nos seus apartamentos eles recebem, gratuitamente, do governo, e planejam o assassinato e a destruição dos seus ingênuos hospedeiros.
E assim, na nossa miséria, trocamos a cultura por ódio fanático, a habilidade criativa por habilidade destrutiva, a inteligência por subdesenvolvimento e superstição.
Trocamos a procura de paz dos judeus da Europa e o seu talento, para um futuro melhor para os seus filhos, a sua determinação, o seu  apego à vida, porque a vida é santa, por aqueles que prosseguem na morte, um povo consumido pelo desejo de morte para eles e para os outros, para os nossos filhos e para os deles.
Que terrível erro cometido pela miserável Europa.

Chestertoninas: Como discutir com um oponente

“Aqui, neste momento, encontra-se talvez seu [de Santo Tomás de Aquino] único momento de paixão pessoal, com exceção daquela efusão solitária durante as dificuldades da sua juventude. E mais uma vez ele está lutando contra seus inimigos com uma tocha ardente. No entanto, mesmo neste isolado apocalipse de fúria, há uma frase que poderia ser recomendada às pessoas de todos os tempos que às vezes ficam irritadas por muito menos. Se há uma frase que poderia ser esculpida em mármore para representar a racionalidade mais calma e resistente, é a frase que surgiu juntamente com todo o resto desta lava derretida. Se há uma frase que passou para a história como típica de Tomás de Aquino, é a frase sobre o seu próprio argumento: “Não se baseia em documentos da fé, mas nas razões e nas afirmações dos próprios filósofos”. Que bom teria sido se todos os doutores ortodoxos da Igreja, quando enraivecidos, tivessem sido tão razoáveis quanto Aquino! Que bom seria se todos os apologistas cristãos se lembrassem daquela máxima e a escrevessem em letras grandes na parede antes de pregar ali suas teses. No auge da sua fúria Tomás de Aquino entende o que muitos defensores da ortodoxia não conseguem entender. É inútil dizer a um ateu que é ateu; ou atirar contra um negador da imortalidade a infâmia da sua negação; ou imaginar que alguém pode forçar um adversário a admitir que está equivocado demonstrando que está equivocado segundo os princípios de outra pessoa e não de acordo com seus próprios princípios. Após o grande exemplo de Santo Tomás, foi estabelecido o princípio — ou deveria ter sido estabelecido para sempre — de que, ou não devemos discutir com uma pessoa de forma alguma, ou devemos fazê-lo em seu próprio terreno e não no nosso. Podemos fazer outras coisas em vez de discutir, de acordo com nossa concepção de ações moralmente admissíveis; mas, se nós discutimos, devemos fazê-lo “com as razões e as afirmações dos próprios filósofos”. Este é o senso comum contido em uma frase atribuída a um amigo de Tomás, o grande São Luis, rei de França, que as pessoas superficiais citam como exemplo de fanatismo e cujo significado é: ou te dedicas a discutir com um infiel como somente um verdadeiro filósofo pode discutir, ou então “crava-lhe uma espada no corpo o mais profundamente possível”. Um verdadeiro filósofo (mesmo um da escola contrária) seria o primeiro a concordar que São Luis foi inteiramente filosófico neste assunto.”

G. K. Chesterton, Santo Tomás de Aquino

Novo livro para baixar: São Tomás de Aquino em 90 minutos

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Chesterton X Nietzsche (legendado)

“Nietzsche, como todos sabem, pregou uma doutrina que ele e seus seguidores aparentemente consideravam muito revolucionária; sustentaram que a moral altruísta simplesmente havia sido uma invenção de uma classe escrava para evitar que, em tempos posteriores, alguém surgisse para combatê-la e dominá-la. Os modernos, concordando ou não com Nietzsche, sempre se referem a essa idéia como algo novo e jamais visto. Com tranqüilidade e insistência, se supõe que os grandes escritores, digamos Shakespeare, por exemplo, não sustentou essa idéia porque jamais havia pensado nela. Recorramos ao último ato de Ricardo III de Shakespeare e encontraremos não só tudo o que Nietzsche tinha a dizer, resumido em duas linhas, mas também as mesmas palavras de Nietzsche. Ricardo o corcunda, disse:

Consciência é só uma palavra que usam os covardes,

Criada, a princípio, para infundir terror aos fortes.

 Como já falei, o fato é evidente. Shakespeare havia pensado na idéia de Nietzsche e na Moralidade Suprema; porém o deu seu próprio valor e pôs no lugar que lhe corresponde. Este lugar é a boca de um corcunda meio louco nas vésperas da derrota. Essa raiva contra os debilitados só é possível em um homem morbidamente admirável, mas profundamente enfermo; um homem como Ricardo; um homem como Nietzsche. Este caso deveria destruir a fantasia absurda de que estas filosofias modernas são modernas no sentido de que os grandes homens do passado não pensaram nelas. Não é que Shakespeare não tenha visto a idéia de Nietzsche; ela a viu, porém viu além dela.”

G. K. Chesterton, The Common Man

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