O efeito abortivo dos anticoncepcionais

Após uma breve análise moral da questão e considerações sobre a doutrina da Igreja, Ana Derosa passa aos aspectos técnicos e por fim responde a diversas situações práticas. Vale a pena assistir.

Abertura à vida: os filhos, dom do Senhor

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Renato e Rosa, catequistas do Caminho Neocatecumenal, com seus 13 filhos e Dom Pedro Luiz Stringhini

“Sim, os filhos são a herança de Iahweh,
é um salário o fruto do ventre!
Como flechas na mão de um guerreiro
são os filhos da juventude.” (Sl 127/126)

“A abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento. Quando uma sociedade começa a negar e a suprimir a vida, acaba por deixar de encontrar as motivações e energias necessárias para trabalhar ao serviço do verdadeiro bem do homem. Se se perde a sensibilidade pessoal e social ao acolhimento duma nova vida, definham também outras formas de acolhimento úteis à vida social. O acolhimento da vida revigora as energias morais e torna-nos capazes de ajuda recíproca. Os povos ricos, cultivando a abertura à vida, podem compreender melhor as necessidades dos países pobres, evitar o emprego de enormes recursos económicos e intelectuais para satisfazer desejos egoístas dos próprios cidadãos e promover, ao invés, acções virtuosas na perspectiva duma produção moralmente sadia e solidária, no respeito do direito fundamental de cada povo e de cada pessoa à vida.”

Carta Encíclica Caritas in veritate, do Sumo Pontífice Bento XVI, nº 28

“Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los semelhantes ao da Sagrada Família de Nazaré: nesta encontrarão uma grande luz que ilumina suas vidas, e os impele a seguir adiante cheios de ânimo, com otimismo, apesar das evidentes dificuldades por que atravessam atualmente. Junto a um consistente núcleo de famílias que se identifica com os ideais cristãos do Evangelho, encontram-se fissuras, cada vez mais amplas, no tecido societário provocadas pelo divórcio e pelas separações de fato – causa principal da juventude abandonada, para além das dificuldades sócio-econômicas – ; pelas uniões ilícitas, e o egoísmo que envilece o amor entre os cônjuges e atenta inclusive contra a vida dos não-nascidos.

Urge, caros Irmãos, restaurar o sentido cristão do matrimônio. Urge considerá-lo, especialmente dentro da Pastoral das Famílias, como uma vocação à santidade nas realidades ordinárias da vida conjugal; recordem os casais que é sinal revelador da autenticidade do amor conjugal a abertura à vida (Familiaris Consortio, 32), mesmo quando Deus não envia prole. Naturalmente as responsabilidades da procriação estendem-se também ao empenho de fazer crescer os filhos numa vida humana e cristã, através de uma sadia e contínua obra educadora. Por isso, dizia-o na Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, que “ baseada no amor e aberta ao dom da vida, a família leva em si o futuro mesmo da sociedade ” (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 1994, 2).”

Mensagem do Papa João Paulo II aos brasileiros por ocasião do lançamento da Campanha da Freternidade  de 1994

“É exatamente partindo da «visão integral do homem e da sua vocação, não só natural e terrena, mas também sobrenatural e eterna», que Paulo VI afirmou que a doutrina da Igreja «se funda na conexão inseparável, que Deus quis e que o homem não pode quebrar por sua iniciativa, entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado procriativo. E conclui reafirmando que é de excluir, como intrinsecamente desonesta, «toda a ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou na sua realização, ou no desenvolvimento das suas consequências naturais, se Leia mais deste post

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