A existência do “ser-eterno-não-físico-imaterial-não-contingente-não-causado-extremamente-poderoso-de-existência-necessária-que-criou-todo-o-universo-e-tudo-o-mais-nele”

Ou “O argumento da contingência de Leibniz”.

O Deus das lacunas

John Lennox: ciência e religião

Stephen Hawking existe?

John Lennox, matemático da Universidade de Oxford, demonstra em linguagem clara e objetiva as auto-contradições inerentes aos argumentos ateistas em favor de um universo sem Criador, sobretudo as idéias filosoficamente pueris apresentadas no livro “O Grande Projeto”, de Stephen Hawking e Leonard Mlodinow.

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A resposta cristã ao racionalismo

Beato John Henry Newman (1801-1890)

Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap.

3ª Pregação do Advento

“ESTAI SEMPRE PRONTOS A DAR A RAZÃO DA VOSSA ESPERANÇA.”

(1 Pe 3,15)

A resposta cristã ao racionalismo


1. A razão usurpadora

O terceiro obstáculo que faz parte da cultura moderna, “refratária” ao Evangelho, é o racionalismo. Sobre isso falaremos nesta última meditação do Advento.

O cardeal e, agora, Beato John Henry Newman, deixou-nos um discurso memorável, proferido em 11 de dezembro de 1831, na Universidade de Oxford, intitulado The Usurpation of Raison, a usurpação ou a prevaricação da razão. Neste título já está a definição do que entendemos como racionalismo1. Numa nota explicativa a este discurso, escrita no prefácio à sua terceira edição, de 1871, o autor explica o que quer dizer com esse termo. Por usurpação da razão – diz – se entende “certo abuso generalizado dessa faculdade quando se fala de religião sem um conhecimento íntimo ou sem o respeito devido aos princípios fundamentais desta. Essa ‘razão’ é chamada ‘sabedoria do mundo’ nas Escrituras é a compreensão de religião dos que têm a mentalidade secularista e se baseiam em máximas do mundo, que lhes são intrinsecamente alheias” 2.

Em outro de seus sermões na universidade, intitulado “Fé e Razão comparadas”, Newman ilustra por que a razão não pode ser o juiz supremo em matéria de religião e de fé, com a analogia da consciência:

“Ninguém – escreve – dirá que a consciência se opõe à razão, ou que seus preceitos não podem ser apresentados em forma de argumento; no entanto, quem, a partir disso, argumentará que a consciência não é um princípio original, mas que, para atuar, precisa atender o resultado de um processo lógico-racional? A razão analisa os fundamentos e os motivos da ação, sem ser ela mesma um destes Leia mais deste post

A Lei Moral 2: Lewis e a lei natural

Clive Staples Lewis
Leia também:
♦ A Lei Moral, ou “Como deixar um ateu em maus lençóis”
♦ A Lei Moral 3: O Esplendor da Verdade

O CERTO E O ERRADO COMO CHAVES PARA A COMPREENSÃO DO SENTIDO DO UNIVERSO

1. A LEI DA NATUREZA HUMANA

Todo o mundo já viu pessoas discutindo. Às vezes, a discussão soa engraçada; em outras, apenas desagradável. Como quer que soe, acredito que podemos aprender algo muito importante ouvindo os tipos de coisas que elas dizem. Dizem, por exemplo: “Você gostaria que fi­zessem o mesmo com você?”; “Desculpe, esse banco é meu, eu sentei aqui primeiro”; “Deixe-o em paz, que ele não lhe está fazendo nada de mal”; “Por que você teve de entrar na frente?”; “Dê-me um pedaço da sua laran­ja, pois eu lhe dei um pedaço da minha”; e “Poxa, você prometeu!” Essas coisas são ditas todos os dias por pes­soas cultas e incultas, por adultos e crianças.

O que me interessa em todos estes comentários é que o homem que os faz não está apenas expressando o quanto lhe desagrada o comportamento de seu interlocutor; está também fazendo apelo a um padrão de compor­tamento que o outro deveria conhecer. E esse outro rara­mente responde: “Ao inferno com o padrão!” Quase sem­pre tenta provar que Leia mais deste post

Deus e a Ciência (ou Cientistas x Metafísica)

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CalvinMath

“Não precisamos da ciência para nos dizer que o universo é de fato misterioso. Os homens sabem disso desde os primórdios da raça humana. A verdadeira e adequada função da ciência é, pelo contrário, fazer tanto quanto possível que o universo nos pareça cada vez menos misterioso. … O universo da ciência como ciência consiste exatamente naquela parte do universo total à qual, graças à razão humana, os mistérios foram retirados. … Então, como é possível que um cientista se possa sentir justificado ao designar este universo como “universo misterioso”?”
“Todos concordarão que tudo isso é muito misterioso, mas a questão permanece: será isto ciência?”
“Quando lhes perguntam por que existem tais seres organizados, os cientistas respondem: acaso. Qualquer pessoa pode executar por sorte uma jogada brilhante Leia mais deste post

Deus e a Filosofia

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Livro_Deus_e_a_Filosofia

Prefácio

Fui educado num colégio católico francês, de onde saí, depois de sete anos de estudos, sem ter ouvido uma só vez, pelo menos tanto quanto me posso lembrar, o nome de São Tomás de Aquino. Quando chegou a altura de estudar filosofia, fui para um liceu público, cujo professor de filosofia, um discípulo tardio de Victor Cousin, certamente também nunca havia lido Tomás de Aquino. Na Sorbonne, nenhum dos meus professores sabia coisa alguma sobre a sua doutrina. Tudo o que acabei por saber foi que, se alguém fosse suficientemente louco para o ler, descobriria aí uma expressão dessa escolástica que, desde Descartes, se tinha tornado em mera arqueologia mental. Contudo, para mim a filosofia não era Descartes nem mesmo Kant Leia mais deste post

Cadernos: “A Existência de Deus”

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Caderno_01

Voltando ao estudo da Suma Teológica, disponibilizo agora o primeiro “Caderno”, denominado “A Existência de Deus”. Trata-se de um projeto de publicar partes da Suma divididos por questões, temas ou tratados específicos. Este primeiro trata da segunda questão da primeira parte, que compreende três artigos:

1. A existência de Deus é evidente por si mesma?
2. É possível demonstrar a existência de Deus?
3. Deus existe? (onde se encontram as famosas cinco vias)

Cada artigo contém:

♦ Um pequeno resumo esquemático com as objeções seguidas das respectivas respostas para facilitar, o “sed contra” e o corpo do artigo com as notas da Suma editada pela Loyola.

♦ O texto integral.

O documento possui ainda um índice com links para as diversas partes que o compõem e também links dos diversos termos utilizados por Santo Tomás para o vocabulário.

Caderno_01
Clique para baixar em pdf

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Deus existe?

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Obs: O documento abaixo foi feito em Word. Para plena funcionalidade dos links e consulta ao Vocabulário de termos utilizados por Santo Tomás, clique aqui.


RESUMO ESQUEMÁTICO

ARTIGO

DIVERSOS


“Deus existe?”

• Pode-se provar a existência de Deus por cinco vias:

É possível demonstrar a existência de Deus?

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Obs: O documento abaixo foi feito em Word. Para plena funcionalidade dos links e consulta ao Vocabulário de termos utilizados por Santo Tomás, clique aqui.

“É possível demonstrar a existência de Deus?”

  • Existem dois tipos de demonstração:

1. Pela causa (propter quid): parte do que é anterior de modo absoluto.

2. Pelos efeitos (quia): parte do que é anterior para nós. Sempre que um efeito é mais manifesto do que sua causa, recorremos a ele para conhecer a causa. Leia mais deste post

A existência de Deus é evidente por si mesma?

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Obs: O documento abaixo foi feito em Word. Para plena funcionalidade dos links e consulta ao Vocabulário de termos utilizados por Santo Tomás, clique aqui.

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“A existência de Deus é evidente por si mesma?”

  • Uma proposição é evidente por si se o predicado está incluído na razão do sujeito.
    • Exemplo: o homem é um animal, porque animal faz parte da razão de homem.
  • Algo pode ser evidente por si de duas maneiras:
    • Evidente em si mesmo e para nós, quando a definição do sujeito e a do predicado são conhecidas de todos.
      • Exemplo: com relação aos primeiros princípios de demonstração, cujos termos são tão gerais que ninguém os ignora, como ente e não-ente, todo e parte, etc.
      • Se alguém ignorar a definição do predicado e a do sujeito, a proposição será evidente por si em si mesma, mas não para quem ignora o sujeito e o predicado da proposição: existem conceitos comuns do espírito evidentes por si apenas para os que as conhecem (as definições), como esta: “as coisas imateriais não ocupam lugar“.

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