Torneio de combate medieval

Combate Medieval, anúncio, agosto 2015, Argentina

Foi-se o tempo em que a máxima desqualificação de algo consistia em dizer que era “medieval”. Essa visualização mudou 180º.

Por isso, escritores e ativistas que ficaram esclerosados no antigo padrão protagonizam engraçados episódios.

Foi o que aconteceu com a jovem jornalista argentina Diana Fernández Irusta, de “La Nación”, galardoada com o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha.

Certo dia a jornalista, que estava tratando do joelho e andava com dificuldade, foi gentilmente auxiliada por uma nova vizinha do prédio em que mora. É Cecília, uma jovem professora de música e cantora, mãe de três filhos, que lhe deu apoio durante o tratamento. Diana ficou com uma alta imagem de Cecília.

Combate Medieval2Um dia o filho pequeno de Diana, que é fascinado por castelos e heróis, tanto insistiu em ir ver uma das feiras medievais que estão acontecendo em Buenos Aires, que a mãe decidiu levá-lo, imaginando encontrar uma encenação para crianças.

Sua surpresa foi total: nada de festinha, mas um evento que se destacava pelo nível cultural.

E enquanto ela girava pelas ruas da cidade medieval erigida para a ocasião, foi dar com Cecília, sua amável vizinha, ataviada com um belo vestido palaciano e ensinando às moças passos de uma dança medieval.

Cecilia lhe contou todos os livros que tinha lido. Ela sabia bem o que estava fazendo. Diana custou a acreditar, mas ainda não tinha se dado conta de tudo.

Os alto-falantes anunciaram o momento da batalha. Diana estava convencida de que assistiria a uma coreografia com espadas e escudos de plástico e levou seu filho. Leia mais deste post

Os cinco remédios de Santo Tomás de Aquino contra a tristeza

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Carlo de Marchi, vicario de la región de Italia Centro-Sur, recopiló estas ideas de Santo Tomás en lenguaje informal en un congreso en Florencia.

Cada uno de nosotros ha atravesado días tristes, días en los cuales no se logra superar una cierta pesadez interior que contamina el ánimo y dificulta las relaciones con los demás. 

¿Existe algún truco para superar el malhumor y recuperar la sonrisa? Santo Tomás de Aquino propone cinco remedios de sorprendente eficacia contra la tristeza

1. El primer remedio es concederse un placer.
Es como si el famoso teólogo hubiese intuido ya hace siete siglos la idea, tan difundida hoy, de que el chocolate es antidepresivo. Quizá parezca una idea materialista, pero es evidente que una jornada llena de amarguras puede terminar bien con una buena cerveza.

Que algo así sea contrario al Evangelio es difícilmente demostrable: sabemos que el Señor participaba con gusto en banquetes y fiestas, y tanto antes como después de la Resurrección disfrutó con gusto de las cosas bellas de la vida.

Incluso un Salmo afirma que el vino alegra el corazón del hombre (aunque es preciso aclarar que la Biblia condena claramente las borracheras).

2. El segundo remedio es el llanto.
A menudo, un momento de melancolía es más duro si no se logra encontrar una vía de escape, y parece como si la amargura se acumulase hasta impedir llevar a cabo la tarea más pequeña. El llanto es un lenguaje, un modo de expresar y deshacer el nudo de un dolor que a veces nos puede asfixiar. También Jesús lloró.

El Papa Francisco señala que «ciertas realidades de la vida se ven solamente con ojos que han sido limpiados por las lágrimas. Invito a cada uno de vosotros a preguntarse: ¿Yo he aprendido a llorar?»

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O machista feminista

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Fonte: Textos do Yuri Vieira

Tempos atrás participei de um encontro literário na Casa Mário de Andrade, em São Paulo, onde, ao longo de uma semana, debati com outros autores as perspectivas da literatura brasileira neste novo milênio. Foi lá que, entre outros, conheci pessoalmente Elisa Andrade Buzzo, Luis Eduardo Matta, Miguel Sanches Neto, André de Leones, Fabrício Carpinejar e Antonio Prata, com quem, na última noite, dividi uma carona oferecida pela esposa de Julio Daio Borges, organizador do evento. Embora o encontro tenha sido muito interessante — principalmente porque pela primeira vez eu participava de algo do gênero enquanto escritor convidado, e não como leitor —, este relato nada tem a ver com o evento em si, com os demais colegas ali presentes ou sequer com literatura — ao menos não diretamente. O fato é que, justamente no dia em que Daniela Rede, minha bela e auto-proclamada assessora de imprensa, não pôde comparecer, fui abordado ao final do debate daquela noite por um sujeito de ar simultaneamente astuto e simpático.

— Li seu livro — revelou ele, após apertar-me a mão e me cumprimentar pelas intervenções daquela noite.

— ¿Foste tu? — repliquei, sorrindo.

Ele riu: — Escritores brasileiros estão sempre achando que não são lidos.

— Deve ser por causa do xerox das faculdades e dos ebooks piratas — retruquei. — O que o bolso não vê, o coração não sente.

Alto, metido num elegante paletó escuro feito sob medida, em lustrosos sapatos Oxford, exibindo um reluzente Cartier dourado no pulso, óculos de Clark Kent, o cachecol posto à la “forca”, tal como agora se usa — em vez de à la “estrangulamento”, se é que me entendem —, esse cara bem vestido parecia um desses freqüentadores de vernissages que vemos em filmes alemães ou franceses. Com isso, quero dizer que se tratava de alguém que, a despeito de sua aparência de intelectual, também tinha um quê de empresário de sucesso, e nitidamente atraía a atenção feminina circundante. No fundo, ele parecia alguém montado para a ocasião — ou seja, se aquela fosse uma reunião de navegadores, ele teria aparecido em trajes de marinheiro de revista de moda.

— Também acompanho seu blog — tornou ele.

— ¿Você? Pensei que apenas um punhado de universitários lia meu blog.

— Bom, fiquei sabendo desses debates por causa dele.

O sujeito, que se apresentou como Nathan, após tratar por alto de alguns temas sobre os quais eu havia escrito naquela semana, talvez para me provar que realmente era meu leitor, ofereceu-me uma carona até a Vila Madalena, onde residia o amigo com quem eu estava hospedado, e também me perguntou se eu não queria aproveitar os bares da região para beber alguma coisa. ¿Carona e drinques ofertados por alguém que comprou meu livro? Claro que aceitei.

— ¿Sua mulher não veio com você hoje? — perguntou quando nos dirigimos à porta da frente.

— Não, não veio. E ela, infelizmente, não é minha mulher.

— Uma linda garota. Eu a vi aqui ontem à noite.

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Ideologia de gênero: a votação para a implantação nos municípios é este mês!!!

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Como foram derrotados na tentativa de implantar a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, a tática passou a ser a implantação, por baixo dos panos, nos planos municipais. A grande maioria da população ignora o que está acontecendo, e em muitos municípios os vereadores aprovam o plano sem sequer saber o que estão aprovando. Leia artigo da Zenit abaixo.

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Brasil: A ideologia de gênero ressurge
 Tal ideologia visa agora entrar na vida de nossas crianças e adolescentes não mais pela esfera federal, mas, sim, municipal: cada município fica responsável por implantar ou recusar esse sistema de idéias nefasto e antinatural em seu plano de ensino

Por Vanderlei de Lima

São Paulo, Região Sudeste, Brasil, 01 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

A ideologia de gênero, varrida do Plano Nacional de Educação (PNE), no ano passado, não descansa em paz como algumas pessoas menos avisadas possam pensar. Ao contrário, “diabólica” como é – para usar as palavras do Papa Francisco –, ela visa agora entrar na vida de nossas crianças e adolescentes não mais pela esfera federal, mas, sim, municipal: cada município fica responsável por implantar ou recusar esse sistema de idéias nefasto e antinatural em seu plano de ensino.

Importa, pois, relembrar que se isso se der em sua totalidade será a destruição do ser humano, conforme já apontamos aqui nos oportuníssimos espaços oferecidos por Zenit em outras ocasiões..

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Com efeito, a tese mestra da ideologia de gênero é a seguinte: nós nascemos com um sexo biológico definido (homem ou mulher), mas, além dele, existiria o sexo psicológico ou o gênero que poderia ser construído livremente pela sociedade na qual o indivíduo está inserido. Em outras palavras, não existiria mais uma mulher ou um homem naturais. Ao contrário, o ser humano nasceria sexualmente neutro, do ponto de vista psíquico, e seria constituído socialmente homem ou mulher.

Ora, em seu discurso de 21 de dezembro de 2012 à Cúria Romana, o Papa Bento XVI já lançava uma ampla advertência quanto ao uso do “termo ‘gênero’ como nova filosofia da sexualidade”. Dizia ele que “o homem contesta o fato de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: ‘Ele os criou homem e mulher’ (Gn 1,27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza”.

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O Papa Bento abordou a ideologia de gênero outra vez, um mês mais tarde, em 19 de janeiro de 2013, dizendo que “os Pastores da Igreja – a qual é ‘coluna e sustentáculo da verdade’ (1Tm 3,15) – têm o dever de alertar contra estas derivas tanto os fiéis católicos como qualquer pessoa de boa vontade e de razão reta”.

Vale a pena, a título de conclusão, notar três coisas na fala papal: a) a teoria de gênero é, no fundo, um grave pecado, pois visa subverter ou revolucionar, no pior sentido do termo, a ordem natural criada por Deus. É um brado de total revolta contra o Criador; b) O Papa usa o vocábulo dualidade, ou seja, duas realidades distintas (homem e mulher) que se complementam harmoniosamente, mas não se opõem. Isso já seria dualismo; c) Pede aos Bispos que não deixem de alertar o povo católico e demais pessoas de boa vontade sobre a maldade da ideologia de gênero que vem tentando se implantar em nossa sociedade, particularmente por meio do sistema de ensino.

Ao fiel católico leigo – demais cristãos e pessoas de boa vontade em geral – cabe colocar em alerta os mais próximos e, sobretudo, perguntar aos políticos profissionais que conhece (especialmente aos vereadores) qual é a postura deles sobre a ideologia de gênero. Se disserem que estão desinformados, indique-lhes o livro Ideologia de gênero: o neototalitarismo e a morte da família, de Jorge Scala (Katechesis/Artpress, 2011), ou, mais fácil, o artigoReflexões sobre a ideologia de gênero, do Cardeal Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, publicado no site da CNBB, em 28/03/14, a fim de que esses representantes do povo se posicionem ante a subversão dos planos do Criador. Afinal, diante de Deus, todos somos responsáveis – em maior ou menor grau – pela delicadíssima questão em foco.

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O Santo Concílio Vaticano II

Vaticano II

Ao canonizar João XXIII e João Paulo II, e ao beatificar Paulo VI, Francisco homologou o concílio

Por Edson Sampel

SãO PAULO, 10 de Novembro de 2014 (Zenit.org) – Quem, por infelicidade, não aceita o Concílio Vaticano II geralmente não leu direito os documentos emanados da referida assembleia e se ateve a um vago “espírito do concílio”. Os tradicionalistas permanecem ancorados no passado e não conseguem dar um passo à frente.  De outra banda, encontram-se os progressistas, os quais  também não leram profundamente os textos conciliares e, igualmente embasados nesse fluido “espírito do concílio”, forjaram teologias da libertação de viés marxista. Asseveram que o Concílio Vaticano II propiciou o surgimento de uma “nova Igreja”. Em suma, os tradicionalistas e os progressistas de variegados matizes creem numa “ruptura” eclesial. Os primeiros advogam que a ruptura ou cisão constituiu algo catastrófico; os segundos postulam que com a ruptura se deu uma coisa ótima, um “novo pentecostes”.

O vigário de Cristo acaba de homologar o Concílio Vaticano II! Com efeito, sua santidade canonizou o papa que deflagrou o concílio, são João XXIII e o papa que executou o concílio, são João Paulo II. Só faltava mesmo o papa que coordenou os trabalhos do Concílio Vaticano II, declarado beato em outubro, Paulo VI (Reflexões de um Católico, Edson Luiz Sampel).

Na esteira do ensinamento de Bento XVI, corroborado por Francisco, a hermenêutica ou a interpretação do concílio deve ser na linha da reforma ou da continuidade, ou seja, temos de levar em conta os textos do Concílio Vaticano II e não qualquer espírito ideológico. Quem lê, com olhos de ver, as constituições, os decretos e as declarações conciliares logo verifica que o Concílio Vaticano II não causou nenhuma ruptura, muito pelo contrário, ele está em plena sintonia com os outros 20 concílios ecumênicos.  Além disso, percebe-se que o Concílio Vaticano II deve ser interpretado em estreito liame com o Concílio Vaticano I, do qual é continuidade e com o Concílio de Trento, donde hauriu toda substância teológica.

Terroristas sírios crucificam cristãos. O Papa chora.

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Pesssoas observam homem crucificado em Raqqa, na Síria, por terroristas islâmicos

O papa Francisco confessou ter chorado ao saber da notícia de que alguns cristãos tinham sido crucificados na Síria nos últimos dias, disse nesta sexta-feira durante a homilia da missa que realiza a cada manhã em sua residência no Vaticano. “Eu chorei quando vi nos meios de comunicação a notícia de que cristãos tinham sido foram crucificados em certo país não cristão”, explicou o papa em referência ao acontecimento durante a guerra civil síria.

Citando passagens da Bíblia e a perseguição dos primeiros cristãos, o papa acrescentou que “hoje também há gente assim, que, em nome de Deus, mata e persegue”. Em relação à perseguição, Francisco lembrou que “existem países em que você pode ser preso apenas por levar o Evangelho”. Há poucos dias, o site da Rádio Vaticano publicou as declarações de uma freira, a irmã Raghida, que tinha estado na Síria e denunciou que cristãos estavam sendo crucificados em povoados ocupados por grupos de muçulmanos extremistas.

Crucificados
Nesta quarta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, entidade civil sediada em Londres, divulgou imagens que seriam de cristãos crucificados publicamente na cidade de Raqqa, no norte da Síria. A imprensa internacional não conseguiu provar a autenticidade das fotos nem quando teriam ocorrido as crucificações. Também não está claro se os homens foram mortos antes ou durante a crucificação.

Segundo a entidade, as mortes teriam sido obra do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), um grupo extremamente radical que sofre ataques inclusive de outras milícias muçulmanas que não concordam com suas ações. Ainda segundo o Observatório Sírio, os homens crucificados teriam realizado ataques com granada contra um dos militantes do grupo no início deste mês. Em uma faixa amarrada em torno de um dos homens mortos há a mensagem em árabe: “Este homem lutou contra os muçulmanos e jogou uma granada neste lugar”.

No início deste ano, os cristãos de Raqqa foram informados pelos rebeldes extremistas de que eles teriam de começar a pagar um “imposto de proteção”. Sua liberdade de culto também foi controlada drasticamente pelos membros do EIIL, que proibiram os cristãos de exibir símbolos religiosos fora das igrejas, orar em público, badalar sinos em templos, entre outras restrições.

Por Reinaldo Azevedo

O (mau) exemplo da Suécia

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O exemplo da Suécia, um país totalmente contaminado pela ideologia de gênero

Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.

BRASíLIA, 22 de Abril de 2014 (Zenit.org) – O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica. De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas. O relator Angelo Vanhoni (PT/PR) emitiu em 09/04/2014 um parecer pela rejeição do inciso III do artigo 2º do Substitutivo do Senado Federal (sem “gênero”) e pelo retorno, em seu lugar, do inciso III do artigo 2º do texto da Câmara dos Deputados (com “gênero”).

Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.

Alguns Bispos já alertaram a população para o perigo: Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)[1], Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG), Dom José Benedito Simão, Bispo de Assis (SP) e Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianey.

Se quisermos, porém, ver o que é um país dominado pela ideologia de gênero, basta olharmos para a Suécia.

 

Pais isolados das crianças

Os dados a seguir foram extraídos de uma entrevista feita em 2011 pelo portal LifeSiteNews a Jonas Himmelstrand[2], um experiente educador sueco, autor do livro “Seguindo seu coração: na utopia social da Suécia”[3], publicado em 2007 e ainda pendente de tradução.

Na Suécia, as crianças de um ano de idade são enviadas para as creches subsidiadas pelo Estado, onde permanecem desde a manhã até o entardecer. Enquanto isso, os pais ficam trabalhando fora do lar (a fim de arcarem com os elevados impostos cobrados), inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão”, conforme uma expressão sueca. Num país de aproximadamente 100.000 nascimentos anuais, as estatísticas mostram que das crianças suecas entre 18 meses e 5 anos de idade, 92% estão nas creches. Leia mais deste post

Cientista japonesa é punida por mostrar que não há necessidade de utilização de células-tronco embrionárias

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A jovem cientista japonesa Haruko Obokata chorou ao defender, nesta quarta-feira (9), a existência das células STAP, em sua primeira aparição ante as câmeras desde que foi acusada de irregularidades em sua pesquisa sobre essa descoberta potencialmente revolucionária.

As células STAP (cuja sigla, em inglês, se refere ao método de Aquisição de Pluripotência Desencadeada por Estímulo) têm características parecidas com as células-tronco embrionárias. Por ter a capacidade de se transformar em diversos tecidos do corpo humano, as aplicações terapêuticas desse tipo de célula são intensamente estudadas na atualidade.

“Talvez tenha ultrapassado minha competência ao assinar um artigo na revista ‘Nature'”, admitiu a cientista, que dirige uma unidade de pesquisas no instituto público japonês Riken.

No entanto, apesar de reconhecer os erros na forma em que seus trabalhos foram apresentados na publicação britânica no final de janeiro, Obokata rejeitou as acusações de falsificação e imitação.

 Com lágrimas nos olhos, Haruko Obokata fala à imprensa japonesa nesta quarta-feira (9)  (Foto: AFP Photo/Jiji Press)Com lágrimas nos olhos, Haruko Obokata fala à
imprensa japonesa nesta quarta-feira (9)
(Foto: AFP Photo/Jiji Press)

“O fenômeno das células STAP é uma realidade que eu verifiquei em mais de 200 oportunidades”, assegurou. “Fiz essas pesquisas para que algum dia as STAP sejam úteis para alguém. Eu fiz experiências todos os dias”, insistiu.

Esta foi a primeira vez que a cientista se manifestou diretamente para os meios de comunicação desde que explodiu a polêmica. Obokata, suposta criadora das promissoras células pluripotentes denominadas STAP, foi acusada no início do mês de de irregularidades e ameaçada com punições.

Em janeiro, ela publicou, em duas partes, na revista científica britânica “Nature” uma tese que apresenta um método de criação de células pluripotentes a partir de células maduras.

Se, antes, se acreditava que essa conversão só era possível por meio de complexos processos de manipulação genética do núcleo celular, a pesquisa concluiu que a simples exposição dessas células a fatores ambientais específicos, como um pH mais ácido, é capaz de converter uma célula madura em um tipo de célula pluripotente.

Os trabalhos de Obokata eram considerados muito promissores para a medicina regenerativa por terem conseguido despertar o caráter pluripotente das células através de um processo relativamente simples.

“Ao misturar imagens procedentes de experiências diferentes e utilizar dados anteriores, a professora Obokata atuou de uma forma que não pode ser permitida”, afirmou o comitê de investigação de seu trabalho depois de detalhar os problemas detectados nos resultados da pesquisa desta mulher de 30 anos em um ambiente científico dominado por homens maduros.

“Isto não pode ser explicado apenas por sua imaturidade”, acrescentou. “A atuação de Obokata e a forma desleixada como geriu seus dados nos levam a crer que carece não apenas de ética, mas também de humildade e integridade”, ressaltou.

“Mas, levando em consideração a pobreza das notas de seu laboratório, é absolutamente evidente que vai ser muito difícil para outra pessoa seguir e entender seus experimentos, o que representa um sério obstáculo para uma troca saudável de informações”, destacou o comitê.

“Se forem confirmadas as irregularidades destacadas pelo comitê investigador depois de eventuais procedimentos de apelação, eu recomendarei que a publicação seja retirada. Então serão adotadas sanções firmes, mas justas, em conformidade com as recomendações de uma comissão disciplinar”, advertiu na semana passada o presidente do Riken, o prêmio Nobel Ryoji Noyori.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/04/cientista-japonesa-acusada-de-fraude-chora-ao-defender-pesquisa.html

São José de Anchieta, rogai por nós!

Dom Orani

Reflexões do Cardeal Dom Orani João Tempesta, O. Cist., Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Por Card. Dom Orani Tempesta, O.Cist.

RIO DE JANEIRO, 02 de Abril de 2014 (Zenit.org) – No dia 2 abril, o apóstolo do Brasil será canonizado! Um homem de Deus que soube acolher o chamado vocacional e viver nos inícios do Brasil protagonizando a fundação de colégios, cidades, entre as quais a do Rio de Janeiro. O Papa Francisco nos dá esse belo presente!

São dias de alegria indizível estes em que, de corações agradecidos, vivemos a canonização do Beato José de Anchieta (1534-1597), sacerdote jesuíta que, tanto no campo material quanto no espiritual, muito trabalhou pelo Brasil e, por esta razão, recebeu com carinho e justiça o codinome de “Apóstolo do Brasil”.

Antes de penetrarmos diretamente na vida desse grande homem de Deus, atentemo-nos para o rico significado catequético do momento em que estamos celebrando: uma canonização. Daí a questão: qual é, na Igreja, o real significado dos verbos beatificar e canonizar?

Beatificar é celebrar, em Roma ou fora dela, um ato solene no qual o Papa, pessoalmente ou através de um legado seu, declara que o (a) Servo(a) de Deus pode ser venerado(a) como Bem-Aventurado(a) ou Beato(a) por meio de uma festa em lugares delimitados como, por exemplo, as cidades em que viveu, atuou, morreu.

Canonizar é a ação pela qual o Papa declara que o(a) Bem-Aventurado(a) é Santo(a) ao inscrevê-lo no cânon (catálogo) dos santos, por isso se fala em canonização, termo utilizado pela primeira vez no século XII, em uma carta de Udalrico, Bispo de Constança, ao Papa Calixto II (1119-1124).

Tanto a beatificação quanto a canonização são funções reservadas ao Santo Padre – especialmente, de modo formal, a partir do século XII, com o Papa Alexandre III (1159-1181) –, embora as cerimônias correspondentes possam ser oficiadas por um delegado papal. Requer-se, para se declarar que alguém é beato(a) ou santo(a), a comprovação das virtudes heróicas do(a) candidato(a) nesta vida, de modo que ele(ela) mereça, por graça divina, gozar, atualmente, da visão de Deus face a face no céu. De lá, pode ser invocado oficialmente para interceder por nós e nos servir de modelo enquanto caminhamos nesta Terra rumo à Pátria definitiva.

Via de regra, são exigidos dois milagres – geralmente de recuperação completa da saúde –, como sinais comprobatórios da santidade do(a) Servo(a) de Deus em questão: um para a beatificação e outro para a canonização. Todavia, pode acontecer – como é o caso de Anchieta – o que chamamos de “canonização equipolente ou equivalente” e, para que ela ocorra, devem ser preenchidos três requisitos básicos: 1) a prova do culto antigo ao candidato a santo; 2) o atestado histórico incontestável da fé católica e das virtudes do candidato; 3)  a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo candidato.

Isto posto, resta-nos regozijarmos, enquanto católicos e brasileiros, pela inscrição do nosso querido José de Anchieta no catálogo dos Santos por determinação do Santo Padre, o Papa Francisco, 34 anos depois de ser declarado Beato pelo Papa João Paulo II, em 22 de junho de 1980, ainda que o processo de beatificação tenha sido iniciado no já distante século XVII.

José de Anchieta nasceu em São Cristóvão, Tenerife, uma das ilhas espanholas do Arquipélago das Canárias, em 19 de março de 1534, dia dedicado, no calendário litúrgico, a São José, patrono da Igreja. Daí o seu nome de Batismo ser José de Anchieta.

Após estudar no famoso Colégio de Artes de Coimbra, ingressou, aos 17 anos, na Companhia de Jesus, dos Jesuítas, Ordem fundada por Santo Inácio de Loyola, em 1539 e aprovada pelo Papa Paulo III, em 1540. Recebeu aí boa formação em filologia e literatura e, sobretudo, aprendeu que vivemos neste mundo para “conhecer, amar e servir a Deus e, mediante isso, salvar nossa alma”. Aqui, tudo o que fizermos deve ser “Para a maior glória de Deus”.

Contudo, tão logo se fizera jesuíta foi provado com uma grave doença ósteo-articular, com fraqueza e dores em todo o corpo, durante dois anos, razão pela qual os superiores, após ouvirem os médicos, decidiram enviá-lo ao Brasil na esperança de que o bom clima da terra lhe fizesse bem. Era a ação providencial de Deus em sua vida e na dos brasileiros, daqueles e dos nossos tempos.

Chegou à Bahia de Todos os Santos, Salvador, em 13 de julho de 1553, com apenas 19 anos de idade, como irmão jesuíta, com um único objetivo: salvar almas para Cristo. De lá, deveria ir, junto com o Pe. Manuel da Nóbrega, seu superior, para a Capitania de São Vicente, litoral de São Paulo, a fim de catequizar indígenas e colonos. Como a viagem era também por mar, um fato inesperado aconteceu: no Sul da Bahia uma forte tempestade surpreendeu as duas embarcações e o barco em que estava Anchieta acabou ficando encalhado nos recifes.

Enquanto o veículo de viagem era consertado, conta-se que Anchieta, consciente de que depois da vinda de Cristo “o tempo se fez breve” (1Cor 7,29), foi à procura dos silvícolas da região e começou a lhes falar de Deus. Em uma dessas caminhadas, levaram-no até uma indiazinha que, doente, se encontrava em seus últimos dias nesta Terra. O padre a instruiu na fé e a batizou, dando-lhe o nome de Cecília. Era o primeiro sacramento que “o Apóstolo do Brasil” ministrava em seu tão vasto território de missão.

Chegando, finalmente, a São Vicente, Anchieta não parava um só instante: fazia contato com os habitantes do lugar para falar-lhes de Deus e, ao mesmo tempo, plantar as bases de uma vida mais digna e justa para todos. Não se limitou, porém, apenas à região praiana, mas, ao contrário, subiu a Serra do Mar, chegou ao Planalto de Piratininga e, no dia 25 de janeiro de 1554, festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, participou da fundação do colégio da vila de São Paulo de Piratininga, onde também lecionou. Ao lado do colégio, construiu-se uma capela na qual foi celebrada a primeira Missa, em 25 de agosto daquele mesmo ano. Estava, assim, nascendo o núcleo da cidade que, com o passar dos anos, se tornaria uma das maiores metrópoles do mundo: São Paulo.

Foi superior da Capitania de São Vicente e também provincial dos jesuítas por 10 anos, ou seja, de1577 a1587. Logo aprendeu a língua tupi, falada pelos indígenas, e elaborou a primeira gramática tupi-guarani, traduzida para o alemão e o latim. Nosso santo criou, desse modo, uma língua-geral, que foi usada no Brasil até 1750, ano em que foi imposta a língua portuguesa. Compôs músicas, versos, danças e teatros em linguagem indígena. É chamado o “pai do teatro brasileiro” e grande nome da cultura nacional. Dentre seus dez livros está o que leva o título de “Poemas à Virgem Maria”, cuja maior parte foi redigida nas areias de Iperoig (hoje Ubatuba, SP), no período em que ficou refém dos índios tamoios. Escrevia em português, espanhol, latim e tupi-guarani.

Parecia arder em Anchieta as palavras de São Paulo, o Apóstolo das gentes: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 9,16). Daí ele valorizar a espontaneidade dos silvícolas que buscavam conhecer e praticar a fé católica, segundo se depreende das correspondências que o religioso mantinha com seus superiores na Europa. Em carta ao Padre Diogo Laínes, geral dos jesuítas, datada de 1565, Anchieta, ainda refém dos índios em Iperoig, relata que todas as manhãs, Pindobuçu, o chefe da tribo, ia visitá-lo para perguntar coisas sobre Deus. O religioso lhe mostrava, então, imagens de uma Bíblia ilustrada que possuía e isso causava muita admiração no índio que, na manhã seguinte, voltava para aprender mais (cf. Cartas. São Paulo: P.H.A Viotti, 1984, p. 222, vol. 6 das Obras Completas). Ao se referir aos tupis de São Paulo, o religioso jesuíta diz que eles “voluntariamente (…) vivem como cristãos, correspondendo plenamente ao esforço de seus catequistas” (Cartas, Jes. III, 316-317).

Nota-se, por esses dados, que poderíamos multiplicar o quanto Anchieta, agora nosso santo, viveu o ardor missionário que motivava os religiosos europeus a rumarem para as Américas, segundo se lê, com muita clareza, nesta constatação: “A única conversão que os evangelizadores pretendiam (e, em boa parte, conseguiram) era a conversão no plano sobrenatural: aceitação interna, sustentada pela graça de Deus, da fé na revelação divina, seguida da mudança de vida no intuito de ajustá-la aos preceitos divinos, como preparação para a vida eterna. Esta foi a suprema missão que Cristo confiou à sua Igreja: ‘Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a todas as criaturas. Quem crer e for batizado será salvo, quem não crer, será condenado’ (Mc 16,15s)” (João E. M. Terra. Catequese de índios e negros no Brasil colonial. Aparecida: Santuário, 2000, p. 38).

Esse ideal voltado ao sobrenatural não fez, no entanto, de Anchieta um alienado das coisas deste mundo. Ele bem parecia antever aquilo que, cerca de 410 anos depois, o Concílio Vaticano II (1962-65) ressaltaria na Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para comunicá-la a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história.” (n. 1). Daí, em 1555, por ocasião das invasões francesas ao Rio de Janeiro, ele esteve ao lado de Estácio de Sá, então governador, ajudando a conscientizar o povo de que não deviam aceitar os intrusos, pois eles planejavam dividir nossa gente.

Segundo o Postulador da causa, Padre César Augusto dos Santos, SJ: “Em 1º de novembro de 1566, Mem de Sá, o visitador, padre Inácio de Azevedo, o provincial, padre Luís da Grã, o segundo bispo do Brasil, Dom Pedro Leitão, José de Anchieta e outros jesuítas partem para o Rio de Janeiro, chegando à cidade no dia 19 de janeiro de 1567. Eles partiram na armada enviada pelo rei de Portugal, comandada pelo capitão Cristóvão de Barros. Imediatamente no dia seguinte à sua chegada, Mem de Sá, confiante na intercessão do padroeiro da cidade, São Sebastião, cuja festa litúrgica era naquele dia, desfechou um assalto ao forte que estava no atual Outeiro da Glória, o forte de Ibiraguaçu-mirim. Conta Anchieta, em sua “Informação do Brasil e suas Capitanias”, que depois de destruir dois fortes, Ibiraguaçu-mirim, na foz do rio da Carioca e Paranapucuí, na Ilha de Maracajá, atual Ilha do Governador, Mem de Sá mudou a cidade para o Morro de São Januário, depois chamado Morro do Castelo, de onde se tinha uma visão privilegiada da entrada da barra. No início do século 20, o morro foi demolido e o local ficou conhecido como Castelo ou Esplanada do Castelo. No ataque a Ibiraguaçu-mirim, Estácio de Sá, verdadeiro baluarte durante os dois anos da cidade, foi mortalmente ferido, vindo a falecer no dia 20 de fevereiro. Anchieta, que o acompanhou muito de perto, assim escreveu sobre esse capitão: “tão amigo de Deus, tão manso e afável, que nunca descansa de noite e de dia, acudindo a uns e a outros, sendo o primeiro nos trabalhos…”  

Contudo, como já vimos nesta reflexão, o que mais se destacava em Anchieta era o seu zeloso sacerdócio ministerial. Queria ele consumir-se como a chama de uma vela para o bem de todos, ministrando os Sacramentos, lecionando – aos índios pequenos ensinava latim e aos jesuítas europeus dava aulas de tupi – ajudando na edificação de vilas onde o povo pudesse viver dignamente. Morreu com 63 anos, no povoado que ele mesmo havia ajudado a edificar em 1569, Iritiba (hoje Anchieta, ES), na Capitania do Espírito Santo. Era o dia 9 de junho de 1597.

A partir daí, muitas pessoas passaram a recorrer ao “Apóstolo do Brasil” a fim de que ele intercedesse junto a Deus por elas. Nasceram disso muitos relatos de graças alcançadas pela intercessão de Anchieta entre nós, especialmente no campo da restituição da saúde, bem como a narração de fatos lendários e pitorescos como este: “Durante a vida do Pe. Anchieta (1534-1597), um barqueiro garantia a quantos quisessem ouvir. A barca em que viajava o Pe. Anchieta afundou. O padre ficou retido no fundo pela barca virada. E o barqueiro, até uma hora depois, viu o Pe. Anchieta tranquilamente lendo seu breviário lá, embaixo da água. Quando o retiraram, nem o padre, nem o livro haviam se molhado” (Oscar G. Quevedo. Milagres, a ciência confirma a fé. S. Paulo: Loyola, 2000, p. 296).

Não importa debater aqui se tal fato ocorreu ou não, o que nos interessa é frisar o quanto o povo tinha Anchieta na conta de santo. Tão santo que Deus como que o “plastificara” contra os acidentes naturais… Contudo, importa frisar que a santidade nem sempre vem acompanhada de grandes portentos. Ela pode ser fruto de uma vida simples, escondida em Cristo, mas que faz, cotidianamente, a vontade do Pai. Mais: a narrativa nos traz uma lição: ainda que debaixo das águas do mar da vida que querem nos afogar, não percamos a serenidade, seguremos firmes nas mãos de Deus e sigamos adiante, certos de que Ele não chama ninguém à mediocridade, mas, sim, a ser santo como Ele mesmo é santo (cf. Lv 19,2; Mt 5,48).

Para atingir esta tão ousada meta é que, agora, pedimos confiantes: São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, rogai por nós!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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Canonização de Anchieta adiada

A canonização do beato José de Anchieta, conhecido como Padre Anchieta, que estava inicialmente marcada para esta quarta-feira (2), foi adiada para esta quinta-feira (3), segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Informamos que a assinatura do Decreto de canonização do missionário padre José de Anchieta foi transferida para esta quinta-feira, 3 de abril, por volta do meio-dia (horário de Roma).”

A CNBB havia divulgado anteriormente que o Papa Francisco assinaria um decreto nesta quarta-feira, no qual proclamaria santo o jesuíta, que viveu no Brasil no século 16. A Arquidiocese de São Paulo preparou uma série de atividades para celebrar o dia.

De acordo com o Vaticano, para esta quinta-feira está marcado um encontro entre o pontífice e o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação das Causas dos Santos, responsável por todos os processos de beatificação e canonização existentes na Santa Sé.

Canonização do padre José de Anchieta

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O Papa Francisco o declarará santo por meio da firma de um decreto. Todos os sinos tocarão na arquidiocese de São Paulo e em Tenerife em sinal de júbilo

 

BRASíLIA, 01 de Abril de 2014 (Zenit.org) – Amanha, quarta-feira, 2 de abril de 2014o Papa Francisco vai proclamar santo o Padre José de Anchieta, Apóstolo do Brasil.

A canonização será feita por meio de um decreto que o Santo Padre vai assinar durante audiência com o Cardeal Ângelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos – departamento da Cúria Romana que acompanha os processos de Beatificação e Canonização.

Para celebrar a Canonização do Padre Anchieta, o Cardeal Odilo Scherer solicitou aos padres da Arquidiocese de São Paulo que toquem os sinos de suas igrejas no próprio dia 2, às 14h, durante 5 minutos. Na Catedral da Sé e no Pateo do Collegio (local em que o Padre Anchieta, com outros missionários jesuítas, iniciou a vila que se transformaria na maior capital do país), além do toque dos sinos, serão expostos dois banners grandes com a imagem do novo santo.

Segue a progração da Canonização do Padre José de Anchieta

2 de abril – Dia da Canonização do Padre Anchieta

14h – Repicar dos sinos em todas as igrejas da Arquidiocese de São Paulo, durante 5 minutos

14h30 – Entrevista coletiva à imprensa com o Cardeal Scherer (Pateo do Collegio)

18h – Celebração de louvor e ação de graças, presidida pelo Cardeal Scherer (Catedral da Sé)

19h30 – Celebração de louvor e ação de graças, presidida pelo Cardeal Scherer (Pateo do Collegio)

6 de abril

9h30 – concentração no Pateo do Collegio, com orações, cantos e apresentação de trecho de musical sobre a biografia do Padre Anchieta

10h15 – Saída da procissão, com a relíquia do Padre Anchieta, em direção à Catedral da Sé

11h – Missa solene em ação de graças pela Canonização, na Catedral da Sé, presidida pelo Cardeal Scherer e com presença do Prefeito e do Governador de São Paulo

24 de abril

18h (horário de Roma) – missa em ação de graças pela Canonização, na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma, presidida pelo Papa Francisco

Sobre a Canonização

Não foi reconhecido oficialmente o 2º milagre para que o Padre Anchieta fosse canonizado conforme as regras ordinárias. Neste caso, o Santo Padre usou de um dispositivo chamado “Canonizzazione Equipollente” (Canonização equivalente), em que o Papa, após atestar que o candidato responde a alguns requisitos, estende seu culto à Igreja no mundo todo (enquanto o culto do Beato é limitado aos locais em que ele atuou).

Para que a Canonização do Padre Anchieta fosse possível, os responsáveis pelo Processo – um deles o brasileiro padre Cesar Augusto dos Santos, vice-postulador da Causa de Anchieta – escreveram um relatório em que se procura demonstrar que o Padre Anchieta preenche os três requisitos exigidos para esse tipo de canonização:

– Culto antigo;

– Testemunho confiável ao longo da história em relação às suas virtudes;

– Fama ininterrupta de graças

Ou seja, mesmo sem um milagre oficialmente reconhecido, Padre Anchieta conta com uma lista grande de pessoas que testemunham graças atribuídas à sua intercessão. Mesmo sem ter condições de reconhecer tais relatos como milagres (uma vez que faltam atestados médicos, por exemplo), a Igreja tem grande atenção e carinho por esses relatos e os levou em consideração para canonizar o Apóstolo do Brasil.

Padre José de Anchieta

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Nos primeiros dias de abril deste ano, o papa Francisco proclamará “santo” o padre José de Anchieta, um missionário que marcou profundamente o Brasil nos seus inícios.

 Anchieta nasceu em San Cristobal de la Laguna (Canárias), em 19.03.1534; seu pai, Juan López de Anchieta, vinha de importante família basca, onde foi opositor político de Carlos V. Juan López, encontrando refúgio nas Canárias para escapar das perseguições sofridas; a mãe foi Mencía Díaz de Calvijo e Llerena, natural das Canárias.

José foi enviado para estudar em Coimbra quando tinha 14 ou 15 anos de idade; durante seus estudos de filosofia na universidade de Coimbra, teve contato com os jesuítas, apenas fundados como Ordem religiosa; em 1º de maio de 1551, José entrou na Companhia de Jesus. Enquanto na comunidade local eram lidas as cartas dos primeiros missionários jesuítas no Oriente, entre os quais, S.Francisco Xavier, nasceu em Anchieta o desejo de também seguir o mesmo caminho missionário; mas foi enviado ao Brasil pelo próprio Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus; em Salvador, de fato, já estavam em ação, o padre. Manuel da Nóbrega e alguns companheiros.

Partiu de Lisboa em 8 de maio de 1553 e desembarcou em Salvador no dia 13 de julho seguinte, ainda noviço e com apenas 19 anos de idade. Após um breve período de adaptação, acompanhou o Padre Nóbrega para a nova missão de Piratininga, onde chegaram em 24 de janeiro de 1554; no dia seguinte, festa litúrgica da Conversão do apóstolo São Paulo, foi celebrada a primeira missa nesta missão, que recebeu o nome de São Paulo, em homenagem ao Apóstolo-missionário. Esta data é reconhecida oficialmente como marco histórico da fundação da cidade de São Paulo.

Anchieta desempenhou ali um intenso trabalho no colégio, o primeiro dos jesuítas na América; ensinou a língua portuguesa aos filhos de índios e portugueses; mas também estudou a língua dos indígenas e compôs a primeira gramática da língua tupi; no mesmo idioma dos índios escreveu um catecismo, várias peças de teatro e hinos; compôs poemas e escreveu obras em português, latim e tupi e guarani. Leia mais deste post

Religión: leer, elegir, ligar

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Cuando Tomás de Aquino aborda la cuestión de la religión, comienza notando las tres posibles etimologías del término. En primer lugar, religión es una palabra derivada de “re-leer”. La persona religiosa continuamente lee lo concerniente a Dios. Santo Tomás dice que “a estas materias hay que darles muchas vueltas en nuestro interior”, y cita el libro de los Proverbios: “en todos tus caminos piensa en Él”. Efectivamente, por mucho que busquemos y pensemos, nunca acabamos de entender la maravilla y la grandeza del misterio de Dios. Más aún, al que busca y ama al Dios que en Jesucristo se revela, le ocurre una extraña sensación: parece que cuanto más le conoce y más se acerca a él, más ganas siente de conocerle. Es un conocimiento que se retroalimenta y que cada vez tiene más hambre. Por este motivo, la persona religiosa nunca se cansa de leer; al contrario, cuanto más lee, más ganas tiene de seguir. ¿Qué es lo que lee? Lee su historia y la historia de la humanidad como conducida por la mano de Dios, en todo descubre la huella de lo divino, por todas partes encuentra signos de su presencia.

 En segundo lugar, religión podría provenir de re-elegir. La persona religiosa continuamente está eligiendo a Dios. Si no lo hacemos, corremos el riesgo de perderle. Son muchas las seducciones que quieren alejarnos de él. Por eso, la mujer y el varón religiosos están siempre optando por Dios. Al hacerlo, Dios se les presenta como una continua novedad, pues con él nunca se acaba. Y con él siempre hay nuevas cosas que descubrir. Por otra parte, optar por Dios supone estar muy atento a todo aquello que puede apartarnos de él. Para la persona religiosa Dios es la opción fundamental de vida, a la que se subordina cualquier otro deseo. Hacia Dios debe tender sin cesar nuestra elección porque él es la meta y el sentido de nuestra vida.

 Finalmente, el de Aquino conoce una tercera etimología. Religión procede de re-ligar. Por medio de los actos religiosos nos unimos con Dios, lo temporal se une con el Eterno, lo criatura con su Creador. “Pues a Él es a quién principalmente debemos ligarnos como a principio indeficiente”, dice santo Tomás. Dicho de otra manera: unidos a Dios vivimos unidos a la fuente de la vida, a la suma felicidad, al amor más pleno, al que nunca falla y todo lo sostiene, pues es el origen, el fundamento y la plenitud de Dios lo que existe. Por eso, pretender desligarse de Él es pretender lo imposible, es vivir en la más absurda de las contradicciones. Lejos de Dios solo hay nada y vacío. Lejos de Dios no hay vida.

 En suma, la religión, la unión con Dios, es una clave para leer la historia y los acontecimientos, para vivir adecuadamente, eligiendo lo mejor, y para conocer el sentido de todo lo que existe.

Deus e o índio de Mackenzie

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Reproduzimos a seguir as palavras de Grouard, citadas por Foulquié, expressivas e de grandes sugestões. Pertencem ao livro “Souvenirs de mes soixant ans d’apostolat”:

« Um índio de Mackenzie disse-me um dia:

— Padre, antes de te ter visto, eu sabia que Deus existe.

— Como o sabias? Creio que fui o primeiro a te falar de Deus.

— Na verdade — retrucou — antes de ti, ninguém me havia falado nele, e contudo, eu sabia que há um Deus. Um dia, quando tinha catorze ou quinze anos, fui à caça com o meu arco e minhas flechas. Conhecia os bosques, os rios, os lagos por onde havia passado, buscando matar alguma caça. Nesse dia, no verão, cheguei à borda de um lago cercado de belas árvores. Patos desciam sobre a água, o sol brilhava no céu sem nuvens; lá longe, montanhas elevavam-se, em variadas alturas. Detendo-me, contemplei tudo isso com um imenso prazer. Subitamente, a idéia me veio: “Quem fez tudo isso? Não fomos nós, nem tampouco os ingleses, pois são homens semelhantes a nós. É preciso que haja alguém mais forte que todos os homens que tenha feito isso”. Vês — acrescentou o índio — eu sabia que essas florestas, esses lagos, esse sol, não haviam sido feitos por si sós. Eu não podia explicar-me mais corretamente. Mas, quando tu nos ensinaste: “Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra”, eu compreendi logo e disse a mim mesmo: “Ei-lo; eu sabia que ele existia”.»

Trecho de “O Homem Perante o Infinito (Teologia)”, de Mário Ferreira dos Santos.

Fonte: Blog do Yuri

As três árvores

Josefa_Obidos_natividadeJosefa de Óbidos (1630-1684), Natividade

Era uma vez, no topo de uma montanha, três arvorezinhas que estavam juntas e sonhavam sobre o que chegariam a ser quando crescessem.

A primeira arvorezinha olhou para as estrelas e disse: “Eu quero guardar tesouros, quero estar repleta de ouro e pedras preciosas. Serei o baú de tesouros mais bonito do mundo”.

A segunda arvorezinha olhou para um pequeno arroio realizando seu caminho rumo ao mar, e disse: “Eu quero viajar por águas temíveis e levar reis poderosos sobre mim. Serei o barco mais importante do mundo”.

A terceira arvorezinha olhou para o vale que estava abaixo da montanha e viu homens e mulheres trabalhando em um povoado: “Eu não quero sair nunca de cima da montanha. Quero crescer tão alto que quando os habitantes do povoado pararem para me contemplar, eles levantarão seu olhar para o céu e pensarão em Deus. Serei a árvore mais alta do mundo”.

Os anos se passaram… Choveu, brilhou o sol, e as três arvorezinhas ficaram grandes.
Um dia, três lenhadores subiram ao topo da montanha.

O primeiro lenhador olhou para a primeira árvore e disse: “Que árvore bonita!”, e com uma machadada a primeira árvore caiu.

“Agora me transformarão em um baú bonito, que deverá conter tesouros maravilhosos”, disse a primeira árvore.

O segundo lenhador olhou para a segunda árvore e disse: “Esta árvore é bem forte, é perfeita para mim. E com uma machadada, a segunda árvore caiu.

“Agora deverei navegar por águas temíveis”, pensou a segunda árvore. “Serei um barco importante, para reis temidos e poderosos”.

A terceira árvore sentiu seu coração sofrer quando o último lenhador olhou para ela. A árvore se manteve firme e alta e apontando ferozmente para o céu. Mas o lenhador nem sequer olhou para cima, e disse: “Qualquer árvore é boa para mim”. E com uma machadada, a terceira árvore caiu.

A primeira árvore se emocionou quando o lenhador a levou para uma carpintaria, mas o carpinteiro a transformou em um cocho para animais. Aquela árvore bonita não foi Leia mais deste post

O papa, o aborto e as coisas estúpidas que se escreveram e se escrevem a respeito

Aborto-não

Fonte: Reinaldo Azevedo

A  imprensa mundial, a brasileira também, pôs na cabeça que Jorge Bergoglio se transformou no papa Francisco com o objetivo de destruir os valores da Igreja Católica e transformá-la, quem sabe?, numa dessas ONGs consideradas “progressistas”. E, como todos sabemos, as pessoas só são progressistas hoje em dia se defenderem o casamento gay, a descriminação das drogas e, acima de todas essas causas, o aborto. Por que é tão importante para as esquerdas de hoje transformar o feto num dente que se pode arrancar quando incomoda (para lembrar uma imagem a que recorreu Dilma Rousseff ainda antes de ser candidata)? Não sei. Essa obsessão desafia a minha capacidade de entendimento dos desvãos da alma humana. Só certo feminismo — que pretende que o feto seja uma mera extensão do corpo da mulher — parece-me insuficiente para explicar a determinação com que se faz a defesa desabrida da morte. Adiante.

Nesta segunda, na mensagem tradicional de início de ano aos embaixadores de seus respectivos países junto ao Vaticano, Francisco fez uma dura condenação do aborto, que chamou de parte da “cultura do descarte”. Afirmou ainda: “Causa horror o simples pensamento de que existam crianças que jamais poderão ver a luz do dia, vítimas do aborto”.

E, acreditem, a declaração está gerando barulho. Estão entendendo a sua fala como uma concessão aos “conservadores da Igreja Católica”, o que é, para dizer pouco, uma leitura boçal. O surpreendente, aí sim, seria se Francisco tivesse condescendido com o aborto. Nessa matéria, não existe “igreja progressista” e “igreja tradicionalista”. Existem o compromisso com a morte e o compromisso com a vida.

Por que essa leitura cretina da fala do papa? Porque, infelizmente, essa mesma imprensa, em matéria religiosa, tem mais compromisso com os seus erros e com os seus preconceitos do que com os fatos.

Em setembro, o papa concedeu uma longa entrevista à revista jesuíta “Civiltà Cattolica”. Trechos de sua fala, retirados do contexto, levaram alguns intérpretes mundo afora à suposição de que o papa estava condescendendo com o aborto e admitindo a possibilidade de a Igreja vir a flertar com tal prática. Escrevi a respeito Apontei a distorção, sem deixar de apontar o que me desagradava na sua resposta. Chamei a atenção dos leitores para a distorção estúpida. Fui acusado de tentar negar o óbvio. Transcrevo, em português, a afirmação do Sumo Pontífice a respeito (em azul).
(…)
“Esta é também a grandeza da confissão: o facto de avaliar caso a caso e de poder discernir qual é a melhor coisa a fazer por uma pessoa que procura Deus e a sua graça. O confessionário não é uma sala de tortura, mas lugar de misericórdia, no qual o Senhor nos estimula a fazer o melhor que pudermos. Penso também na situação de uma mulher que carregou consigo um matrimónio fracassado, no qual chegou a abortar. Depois esta mulher voltou a casar e agora está serena, com cinco filhos. O aborto pesa-lhe muito e está sinceramente arrependida. Gostaria de avançar na vida cristã. O que faz o confessor?”

“Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente”.
(…)

Volto
Reproduzo aqui a crítica que fiz (em azul) e volto em seguida.
Acho, sim, que a fala do papa está transitando por terrenos perigosos, e minha crítica está mantida, mas considerar que o que vai acima significa condescender com o aborto é de uma falsidade escandalosa. A matéria de que se cuida acima é outra. O papa está a falar de arrependimento e de perdão. E, a rigor, não há novidade nenhuma nisso.

“Mas por que você mantém a crítica?” Porque ele não deve ignorar o ambiente em que faz considerações dessa natureza e porque as palavras não são duras o bastante em relação à questão em si. Espera-se do pastor por excelência da Igreja que seja mais preciso ao acolher a mulher que abortou e ao repudiar o aborto em si.

Assim, é fato que Francisco, em alguma medida, criou condições favoráveis à distorção intelectualmente dolosa do que disse. O lobby em favor da legalização do aborto é um dos mais organizados do mundo. E demonstra, uma vez mais, a sua força. Entender por que alguém se dedica a essa causa com tanto afinco, como se estivesse a propugnar por um novo iluminismo, é um dos grandes enigmas morais do nosso tempo.

Retomo
Ao deixar clara, de forma inequívoca, a condenação ao aborto, o papa não Leia mais deste post

Tolkien e o matrimônio

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De uma carta para seu filho Michael Tolkien

6-8 de março de 1941

Os relacionamentos de um homem com as mulheres podem ser puramente físicos (na verdade eles não podem, é claro, mas quero dizer que ele pode recusar-se a levar outras coisas em consideração, para o grande dano de sua alma (e corpo) e das delas); ou “amigáveis”; ou ele pode ser um “amante” (empenhando e combinando todos os seus afetos e poderes de mente e corpo em uma emoção complexa poderosamente colorida e energizada pelo “sexo”). Este é um mundo decaído. A desarticulação do instinto sexual é um dos principais sintomas da Queda. O mundo tem “ido de mal a pior” ao longo das eras. As várias formas sociais mudam, e cada novo modo tem seus perigos especiais: mas o “duro espírito da concupiscência” vem caminhando por todas as ruas, e se instalou em todas as casas, desde que Adão caiu. Deixaremos de lado os resultados “imorais”. Para esses você não deseja ser arrastado. À renúncia você não tem nenhum chamado. “Amizade”, então? Neste mundo decaído, a “amizade” que deveria ser possível entre todos os seres humanos é praticamente impossível entre um homem e uma mulher. O diabo é incessantemente engenhoso, e o sexo é seu assunto favorito. Ele é da mesma forma bom tanto em cativá-lo através de generosos motivos românticos, ou ternos, quanto através daqueles mais vis ou mais animais. Essa “amizade” tem sido tentada com freqüência: um dos dois lados quase sempre falha. Mais tarde na vida, quando o sexo esfria, tal amizade pode ser possível. Ela pode ocorrer entre santos. Para as pessoas comuns ela só pode ocorrer raramente: duas almas que realmente possuam uma afinidade essencialmente espiritual e mental podem acidentalmente residir em um corpo masculino e em um feminino e ainda assim podem desejar e alcançar uma “amizade” totalmente independente de sexo. Porém, ninguém pode contar com isso. O outro parceiro(a) irá desapontá-la(-lo), é quase certo, ao se “apaixonar”. Mas um rapaz realmente não quer (via de regra) “amizade”, mesmo que ele diga que queira. Existem muitos rapazes (via de regra). Ele quer amor inocente, e talvez ainda irresponsável. Ail Ail que sempre o amor foi pecado!, como diz Chaucer. Então, se ele for cristão e estiver ciente de que há tal coisa como o pecado, ele desejará saber o que fazer a respeito disso.

Há, na nossa cultura ocidental, a romântica tradição cavalheiresca ainda forte, apesar de que, como um produto da cristandade (porém de modo algum o mesmo que a ética cristã), os tempos são hostis a ela. Tal tradição idealiza o “amor” — e, ademais, ele pode ser muito bom, uma vez que ele abrange muito mais do que prazer físico e desfruta, se não de pureza, pelo menos de fidelidade, e abnegação, “serviço”, cortesia, honra e coragem. Sua fraqueza, sem dúvida, é que ele começou como um jogo artificial de cortejo, uma maneira de desfrutar o amor por si só sem referência (e, de fato, contrário) ao matrimônio. Seu centro não era Deus, mas Divindades imaginárias, o Amor e a Dama. Ele tende ainda a tornar a Dama uma espécie de divindade ou estrela guia — do antiquado “sua divindade” = a mulher que ele ama — o objeto ou a razão de uma conduta nobre. Isso é falso, é claro, e na melhor das hipóteses fictício. A mulher é outro ser humano decaído com uma alma em perigo. Mas, combinado e harmonizado com a religião (como o era há muito tempo, quando produziu boa parte daquela bela devoção à Nossa Senhora, que foi o modo de Deus de refinar em muito nossas grosseiras naturezas e emoções masculinas, e também de aquecer e colorir nossa dura e amarga religião), tal amor pode ser muito nobre. Ele produz então o que suponho que ainda seja sentido, entre aqueles que mantêm ainda que um vestígio de cristianismo, como o ideal mais alto de amor entre um homem e uma mulher. Porém, eu ainda acho que ele possui perigos. Ele não é completamente verdadeiro e não é perfeitamente “teocêntrico”. Leva (ou, de qualquer maneira, levou no passado) o rapaz a não ver as mulheres como elas realmente são, como companheiras em um naufrágio, e não como estrelas guias. (Um resultado observado é que na verdade ele faz com que o rapaz torne-se cínico.) Leva-o a esquecer os desejos, necessidades e tentações delas. Impõe noções exageradas de “amor verdadeiro”, como um fogo vindo de fora, uma exaltação permanente, não-relacionado à idade, à gestação e à vida simples, e não-relacionado à vontade e ao propósito. (Um resultado disso é fazer com que os jovens — homens e mulheres — procurem por um “amor” que os manterá sempre bem e aquecidos em um mundo frio, sem qualquer esforço da parte deles; e o romântico incurável continua procurando até mesmo na sordidez das cortes de divórcio).

As mulheres realmente não têm parte em tudo isso, embora possam usar a linguagem do amor romântico, visto que ela está tão entrelaçada em todas as nossas expressões idiomáticas. O impulso sexual torna as mulheres (naturalmente, quando não-mimadas, mais altruístas) muito Leia mais deste post

O argumento “científico” do ateu

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Ex-campeão do aborto se converte após sonho com Santo Tomás de Aquino

Stojan_AdasevicMadrid, Espanha, (CNA) -. O jornal espanhol “La Razón” publicou um artigo sobre a conversão ao movimento pró-vida de um ex-”campeão do aborto.” Stojan Adasevic, que realizou 48,000 abortos, às vezes chegando ao número de até 35 abortos por dia, é agora o mais importante líder pró-vida na Sérvia, após 26 anos como o médico mais renomado do aborto no país.

Segundo Adasevic “Os manuais de medicina do regime Comunista diziam que o aborto era apenas a remoção de uma mancha de tecido”, e “a chegada dos aparelhos de ultra-som que permitiam a visão da vida fetal chegaram apenas depois dos anos 80, mas mesmo depois eles se recusaram a mudar aquela opinião histórica. Contudo, eu comecei a ter pesadelos”.

Ao descrever sua conversão histórica,o artigo relata o sonho de Adasevic:

“Sonhei com um belo campo cheio de crianças e jovens que estavam brincando e rindo, de 4 a 24 anos de idade, mas que fugiam de mim com medo. Foi então quando um homem vestido com um hábito preto e branco começou a olhar pra mim, em silêncio. Este sonho foi se repetindo a cada noite, ao que eu acordava suando frio. Uma noite, eu perguntei ao homem de preto e branco quem ele era. “Meu nome é Tomás de Aquino”.

Adasevic, educado em escolas comunistas, nunca tinha ouvido falar do santo e gênio Dominicano. “Eu não reconheci o nome”.

“Por que você não me pergunta quem são essas crianças?”, questionou o santo a Adasevic em seu sonho.

“Eles são aqueles que você matou com seus abortamentos”, São Tomás afirmou a ele.

“Então Adasevic acordou impressionado e decidiu não realizar abortos nunca mais”.

“Naquele mesmo dia um primo veio até o hospital com sua namorada, grávida de 4 meses, que gostaria de realizar nela o seu nono aborto – um hábito bem frequente nos países do bloco soviético. O médico concordou. Ao invés de remover o feto pedaço por pedaço, ele decidiu desmontá-lo e removê-lo como uma massa única. Contudo, no momento em que o feto foi totalmente destruído e retirado, seu coração pequeno ainda batia. Adasevic percebeu isso, e se deu conta de que tinha acabado de matar um ser humano”.

Após essa experiência, Adasevic “disse ao hospital que ele deixaria de fazer abortos. Nunca antes um médico na Iugoslávia comunista havia se recusado a fazer abortos. Então eles cortaram seu salário pela metade, demitiram sua filha de seu emprego, e impediram seu filho de ingressar na universidade”.

Depois de anos de pressão e sofrimento, e quase a ponto de voltar ao antigo hábito de fazer abortos, ele teve um outro sonho com Santo Tomás.

“Você é um bom amigo, não desista”, lhe disse o homem de preto e branco. Adasevic buscou se envolver com o movimento pró-vida e por fim acabou conseguindo o feito de exibir na TV da Iugoslávia o filme “O Grito Silencioso” do Dr. Bernard Nathanson, duas vezes.

Adasevic já contou a sua história em diversos jornais e revistas do leste europeu. Ele voltou a fé ortodoxa, que viveu durante sua infância, voltou sua atenção aos escritos de São Tomás de Aquino.

“Influenciado por Aristóteles,e devido o pouco conhecimento científico da época, Tomás chegou a acreditar que a vida humana começava quarenta dias após a fertilização”, escreveu Adasevic em um artigo. O jornal La Razon comentou que Adasevic “sugere que talvez o santo lhe apareceu em sonho porque queria fazer as pazes para esse equívoco.” Hoje o médico sérvio continua a lutar pela vida dos nascituros.

Fonte: O Camponês

Martin Richard

Rezemos pelo nosso irmãozinho Martin Richard e por sua família

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O rosto da tragédia de Boston: Martin Richard, um menino católico de apenas 8 anos

BOSTON, 16 Abr. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- A imprensa identificou um dos três falecidos nos atentados de ontem em Boston. Trata-se de Martin Richard, um menino católico de apenas 8 anos de idade.

Em poucas horas, Martin deu rosto à tragédia de Boston. Depois da notícia de sua morte, uma tia de Martin publicou a fotografia do menino no dia da sua Primeira Comunhão em maio do ano passado.

martin_1_comunhaoMartin no dia de sua Primeira Comunhão

Enquanto as autoridades continuam procurando os responsáveis, sua mãe Denise luta por recuperar-se dos ferimentos que teve na cabeça e a sua irmã Jane de 7 anos de idade teve que amputar uma perna. Seu pai não teve nenhum ferimento.

Conforme informou o Dorchester Reporter, a família Richard estava perto da linha de chegada em Copley Square quando ocorreram as explosões.

Os vizinhos dos Richards depositaram flores e velas em sua casa localizada em Dorchester. Na entrada da casa se lê a palavra “peace” (paz) escrita no chão.

Em declarações ao grupo ACI, Russ Wilson, diretor regional da escola Pope John Paul II Catholic Academy onde Martin estudou, explicou que os Richard são uma família católica muito querida e ativa em sua comunidade.

A escola publicou um comunicado oficial no que oferece “todas suas orações pela família Richard durante este tempo dilacerador. Martin era um ex-aluno da Academia e foi um menino amável, carinhoso e amoroso com grande entusiasmo pela aprendizagem. Estamos profundamente entristecidos por esta tragédia”.

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