Tomás responde: Beber vinho é pecado?

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(Spike Jones não é certamente a pessoa mais indicada para dar conselhos relativos à ingestão de bebidas alcoólicas, mas vale a diversão)

Há razões para crer que o uso do vinho é totalmente ilícito, a saber:

1. Com efeito, sem sabedoria ninguém pode estar em condições de salvação, como diz a Escritura: “… pois Deus ama só quem habita com a Sabedoria.” (Sab 7, 28) e ainda “Os homens que te agradaram desde o princípio foram salvos pela Sabedoria”. Ora, o uso do vinho impede a sabedoria, segundo o Livro do Eclesiastes: “Deliberei em meu coração arrancar do vinho a minha carne, para dedicar minha alma à sabedoria” (2, 3). Logo, é absolutamente ilícito beber vinho.

2. Além disso, declara o Apóstolo (S. Paulo): “É bom não comer carne nem beber vinho, e nada fazer que ofenda, escandalize ou enfraqueça teu irmão” (Rm 14, 21). Ora, deixar de praticar o bem da virtude é escandalizar os irmãos, é fazer o mal. Logo, o uso do vinho é ilícito.

3. Ademais, diz Jerônimo: “O uso do vinho com a carne começou após o dilúvio; Cristo, porém, veio no fim dos tempos e restabeleceu as coisas como eram no princípio”. Logo, na lei cristã, parece que é ilícito beber vinho.

Porém, a mesma Escritura nos diz, na carta de Paulo a Timóteo: “Não continues a beber somente água; toma um pouco de vinho por causa de teu estômago e de tuas freqüentes fraquezas” (I Tim 5, 23). Também o Livro do Eclesiástico diz: “O vinho bebido moderadamente é alegria da alma e do coração” (31, 36).

RESPONDO: Nenhuma comida ou bebida, considerada em si mesma, é ilícita, conforme a palavra do Senhor: “Não é o que entra na boca que torna o homem impuro”. Portanto, beber vinho não é, de si, ilícito. Pode, porém, tornar-se ilícito, acidentalmente, para quem se deixa alterar com facilidade por ele, ou para quem fez voto de não bebê-lo; outras vezes, pelo modo de beber, quando se passa das medidas; e outras vezes, ainda, por causa dos outros, pelo escândalo que se pode dar.

Portanto, quanto às objeções acima deve-se dizer que:

1. Há duas formas de possuir a sabedoria. Primeiramente, na acepção comum, enquanto suficiente para a salvação e, nesse nível, não é preciso abster-se inteiramente de vinho, mas apenas do seu uso exagerado. Pode-se, porém, possuir a sabedoria em certo nível de perfeição e, nesse sentido, há os que, para atingir a sabedoria perfeita, se abstêm totalmente de vinho, segundo as condições das pessoas e dos lugares.

2. O Apóstolo não diz simplesmente que é bom não beber vinho. Ele apenas aconselha que se evite escândalo no uso dele.

3. Cristo nos proíbe algumas coisas como absolutamente ilícitas e outras como impedimentos da perfeição. É nesse sentido que ele veta o vinho, como também as riquezas e outras coisas semelhantes aos que buscam a perfeição.

(Suma Teológica, II-II, q. 149, a. 3)

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Tomás responde: Peca o advogado que defende uma causa injusta?

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Pode um advogado defender uma causa sabendo de antemão que é injusta? Afinal não têm todos direito a um advogado de defesa, mesmo os criminosos mais notórios? E se assim não fosse, não seriam prejudicados os advogados cristãos? Vejamos o que nos diz Tomás.

Parece que o advogado não peca defendendo causa injusta, visto que:

1. Revela-se a perícia do médico ao curar um doente em estado desesperador. Da mesma maneira se mostra a habilidade do advogado se consegue defender uma causa injusta. O médico que realiza tal cura é exaltado, logo, também o advogado, longe de pecar, merece antes louvor defendendo uma causa injusta.

2. Além disso, é permitido renunciar a qualquer pecado. Ora, é punido o advogado que trair a sua causa. Logo, não peca o advogado defendendo uma causa injusta, uma vez que a tenha assumido.

3. Ademais, recorrer a meios injustos para defender uma causa justa, por exemplo apresentando testemunhas falsas ou alegar leis inexistentes, parece ser pecado mais grave do que defender uma causa injusta, porque o primeiro pecado está na forma, o segundo na matéria. Ora, consta que o advogado pode utilizar tais astúcias, assim como é lícito ao soldado lutar armando emboscadas.

RESPONDO: É ilícito cooperar com o mal, aconselhando, ajudando ou consentindo de qualquer modo, pois, de certo modo, quem aconselha e coopera, de certo modo pratica. E o Apóstolo (São Paulo) declara: “São dignos de morte não só os que cometem o pecado, mas ainda quem aprova os que o cometem.” (Rm 1, 32) Ora, é evidente que o advogado dá ajuda e conselho àquele cuja causa patrocina. Logo, se defende uma causa de cuja injustiça está ciente, peca, sem dúvida, gravemente, e está obrigado a reparar o dano causado injustamente à parte adversa por sua assistência ao cliente. Porém se defende uma causa injusta na ignorância, tendo-a por justa, estará escusado, na medida em que a ignorância pode escusar.

Quanto aos argumentos antes expostos deve-se dizer, portanto, que:

1. Empreendendo o tratamento de um enfermo em estado desesperador, o médico não comete injustiça contra ninguém; o advogado, ao invés, aceitando a defesa de uma causa injusta, lesa a parte contra a qual vai pleitear. Logo, a comparação não é válida, pois embora pareça merecer louvores pela perícia de sua arte, peca contra a justiça, abusando de seu talento a serviço do mal.

2. Quanto ao segundo, deve-se dizer que o advogado que, a princípio, julga a causa justa e descobre no decurso do processo que é injusta, não deve traí-la, passando a ajudar a parte adversa ou lhe revelando os segredos do seu cliente. Mas pode e deve abandonar a causa, ou pode levar seu cliente a desistir ou a entrar em composição, sem prejuízo para o adversário.

3. Quanto ao 3º, deve-se dizer que como já foi explicado, ao soldado ou ao chefe do exército é lícito, numa guerra justa, usar de astúcia, dissimulando prudentemente os seus planos. Não, porém, recorrer à falsidade fraudulenta; pois “mesmo para com o inimigo havemos de guardar a lealdade”, como lembra Túlio. Portanto, ao advogado que defende uma causa justa, é lícito ocultar prudentemente o que poderia prejudicar o seu processo, mas não lhe é permitido, porém, usar de falsidade.

Fonte: Suma Teológica, II-II, q. 71, a.3

“A verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade? Meritíssimo, deve estar havendo algum engano: eu contratei um advogado!”

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Publicado em: on 30 Outubro, 2009 at 5:49 pm Deixe um comentário
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Platão: livros para download

Tomás responde: Deve-se orar somente a Deus?

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Será verdade que, como dizem os “evangélicos”, somente se deve rezar a Deus e que não há intervenção dos santos? Vejamos o que nos diz Santo Tomás.

Em princípio, parece haver motivos para acreditar que só a Deus se deve orar, pois:

1) A oração é ato da religião, e é sabido que somente a Deus se presta culto religioso. Logo, só a Deus de deveria orar.

2) Além disso, seria inútil orar a quem desconhece a oração feita. Ora, parece que só Deus pode conhecer a oração, e assim é porque na maioria das vezes a oração é feita por ato interior, que só Deus conhece, como escreve São Paulo: “Orarei pelo espírito, orarei pela mente” (I Cor 14,15). Santo Agostinho também escreve: “Desconhecem os mortos, até os santos, as ações dos vivos, mesmo a dos seus filhos”.

3) Ademais, dirigimos as nossas orações aos santos porque eles estão unidos a Deus. Mas muitos dos que estão neste mundo ou no purgatório estão fortemente unidos a Deus pela graça, e, no entanto, a eles não dirigimos nossas orações. Então, nem aos santos deveríamos dirigi-las.

A isso, nos ensina Tomás:

É possível orar a alguém de dois modos:

1) Para que ele mesmo conceda o que se pede.

2) Para que consiga o que se pede de outro.

Pelo primeiro modo, só a Deus dirigimos a oração, porque todas as nossas orações devem ter por objeto conseguirem para nós a graça e a glória, e ambas só Deus pode conceder, como se lê no Salmo 83, 12: “Deus dará a graça e a glória”.

Porém, pelo segundo modo dirigimos as orações aos anjos e aos santos, não para que Deus as conheça mediante eles, mas para que devido aos seus pedidos e méritos, as nossas orações sejam eficazes. É por isso que se lê no livro do Apocalipse que “O perfume do incenso, isto é, da oração dos santos, subiu para Deus” (8, 4). Isto evidencia-se também pelo modo com que a Igreja ora. Pedimos à Santíssima Trindade que seja misericordiosa para conosco, mas aos santos pedimos que orem por nós.

Assim, podemos responder à objeções iniciais dizendo que:

1) Ao orar somente prestamos culto religioso àquele de quem desejamos conseguir alguma coisa pela oração, porque assim reconhecemos que é o autor dos bens que recebemos. Porém, não prestamos culto religioso a quem é apenas intercessor junto de Deus.

2) Os mortos, considerando-se a sua condição natural, desconhecem o que acontece neste mundo, sobretudo os sentimentos do coração. Porém, como escreve São Gregório, aos bem-aventurados lhes é manifestado no Verbo o que convém que eles conheçam daquilo que se passa a nosso respeito, e mesmo o que se refere aos sentimentos do coração. Sobretudo convém à excelência deles conhecerem os pedidos que lhes são feitos pela oração vocal ou pela oração interior. Por isso, conhecem os pedidos que lhes fazemos por revelação divina.

3) Finalmente, deve-se dizer que os que estão neste mundo ou no purgatório ainda não gozam da visão do Verbo, para que possam conhecer o que pensamos e falamos. Por isso, não lhes pedimos os seus sufrágios em nossas orações.

Fonte: Suma Teológica, II-II, q. 83, a.4

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Pedrinhas e estrelas

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Antes de adentrarmos nas elevadas salas da “fábrica dos céus”, observemos o que acontece numa pequena estrada de nossas periferias:

Louco – Eu sou ignorante, mas li um ou outro livro… Você não vai acreditar, mas tudo o que existe neste mundo serve para alguma coisa. Veja… pegue… aquela pedra ali, por exemplo… (Gelsomina o interrompe e pergunta desconsoladamente:)

Gelsomina – (voz fora de cena) Qual?

Louco – E… Esta, qualquer uma… (O Louco se abaixa para pegar uma pedrinha e a mostra a Gelsomina.) Bem… até isto serve para alguma coisa… até esta pedrinha.

Gelsomina – (olhando atentamente para a pedra que o Louco tem na mão) E serve para quê?

Louco – Serve… sei lá! Se soubesse, sabe o que eu seria?

Gelsomina – (voz fora de cena) Quem?

Louco – Deus, que sabe tudo. Quando nascemos. Quando morremos. Quem pode saber isso? (O Louco chega mais perto de Gelsomina.) Não… não sei para que serve esta pedrinha, mas deve servir para alguma coisa… porque se isto é inútil, então tudo é inútil… (olha para o céu)… até as estrelas. (Joga a pedrinha para o alto e volta a apanhá-la.) Pelo menos eu acredito. (Senta-se ao lado de Gelsomina e continua enternecidoJ E você também… você também serve para alguma coisa… com sua cabeça de alcachofra…

O leitor deve ter reconhecido uma das cenas mais tocantes de A estrada da vida de Federico Fellini (1954). Pagaria de bom grado o ingresso para que, em algum cineclube, esse filme pudesse ser assistido por certos cientistas que exaltam o caos e por todos os cientistas que os seguem. Não por acaso, Fellini atribui as palavras sobre o sentido das coisas ao personagem chamado “o Louco”: um artifício realmente shakespeariano, porque, afinal, “a loucura tem algum método”.

(Giovanni Reale, O Saber dos Antigos, Ed. Loyola, 2ª edição, págs 203-204)

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O apogeu da Escolástica: São Tomás de Aquino

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No coração do céu, onde reinam as Três Pessoas, ladeado por Aristóteles e Platão, tendo a seus pés Averróis vencido, enquanto um concílio reunido reconhece a sua grandeza, o corpulento dominicano, com a vista tão fixa que parece não ter olhares senão para o interior, meditativo, plana no tempo e no espaço. Foi assim que Benozzo Gozzoli o representou no célebre quadro do Louvre, e é também assim que a história da Igreja o pode representar.

Entre os estudantes que, no ano de 1248, seguiam os cursos de Alberto Magno no Studium dominicano de Colônia, não se fazia notar – a não ser pelas suas dimensões físicas – um rapaz enorme, de rosto plácido, que parecia ruminar sem parar não se sabe que ausência de pensamento. Os condiscípulos chamavam-lhe o “boi mudo”, a tal ponto a sua grande calma e a sua espantosa capacidade de ficar em silêncio lhes parecia estúpidas. Mas quando, por acaso, numa discussão, esse rochedo se movia, era para esmagar, com dez (mais…)

Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental

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Essa é uma contribuição do amigo Luiz Fernando.

Sinopse:

Neste livro, Thomas Woods mostra como toda a civilização ocidental nasceu e se desenvolveu apoiada nos valores e ensinamentos da Igreja Católica. Em concreto explica, entre outras coisas – por que o milagre da ciência moderna e de uma filosofia que levou a razão à sua plenitude só puderam nascer sobre o solo da mentalidade católica; como a Igreja criou uma instituição que mudou o mundo – a Universidade; como ela deu uma arquitetura e umas artes plásticas de beleza incomparável; como os filósofos escolásticos desenvolveram os conceitos básicos da economia moderna; como o Direito nasceu em medida do Direito canônico; como a Igreja criou praticamente todas as instituições de assistência conhecidas, dos hospitais à previdência; como humanizou a vida, ao insistir durante séculos nos direitos universais do ser humano – tanto dos cristão como dos pagãos – e na sacralidade de cada pessoa.

Veja também a página de downloads:

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Download: Suma Teológica em espanhol

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SUMA DE TEOLOGÍA

DEL ANGÉLICO DOCTOR

SANTO TOMAS DE  AQUINO

DE LA ORDEN DE PREDICADORES

PROLOGO

El doctor de la verdad  católica tiene por misión no  sólo ampliar y profundizar los  conocimientos de los iniciados, sino  también  enseñar y poner las bases a los que son  incipientes, según lo  que dice el Apóstol en 1 Cor  3,1-2: Como a párvulos en Cristo, os he dado por alimento leche para beber, no carne para masticar. Por esta  razón en la presente obra nos hemos  propuesto  ofrecer todo lo concerniente a la religión  cristiana del modo más  adecuado  posible para que pueda ser asimilado por los  que están empezando.

Hemos detectado, en efecto,  que los novicios en  esta doctrina se encuentran con  serias  dificultades a la  hora de  enfrentarse a la  comprensión de lo que  algunos han escrito hasta hoy. Unas  veces, por el número  excesivo de  inútiles cuestiones, artículos y argumentos.

Otras, por el mal método con que se les presenta lo que es  clave para su saber,  pues, en vez del orden de la disciplina, se  sigue  simplemente la exposición del  libro que se  comenta o la  disputa a que da pie tal o cual  problema concreto. Otras  veces, por la  confusión  y aburrimiento que, en los oyentes, engendran las constantes repeticiones.

Confiando en la ayuda de Dios intentaremos poner  remedio a todos esos  inconvenientes  presentando de  forma  breve y clara, si el problema a  tratar lo permite, todo lo referente a la doctrina sagrada.

BAIXE NA PÁGINA DE DOWNLOADS

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Um cristão leigo: São Luís

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Viver sob o olhar de Deus: eis o ideal que a Igreja prescreveu à sociedade medieval através de tantas dificuldades e obstáculos. E houve homens e mulheres que, sem deixarem o mundo e sem entrarem nos quadros da clerezia, souberam praticá-lo com uma sublime perfeição. Se queremos penetrar nas lições de exemplo que nos dão estes santos leigos, basta-nos considerar o mais representativo, o príncipe que, de 1226 a 1270, ocupou – e com que soberana grandeza! – o trono da França: Luís, nono de nome, que, para a história, será sempre São Luís. Nele culminam e se realizam todas as virtudes que mil e duzentos anos de cristianismo fizeram germinar no homem. Ele domina e ilumina a sua época, a ponto de falsear um pouco a perspectiva e beneficiar com os seus méritos todo o século XIII, que, no entanto, foi menos cristão que o século XII. Aos olhos da posteridade, São Luís não se tornou somente o tipo ideal de homem que a Idade Média concebeu, mas também (mais…)

Novos livros

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Novos livros na página de downloads:

Cícero:

Da República

Em “Da República” defende, como sistema político ideal, um modelo misto de aristocracia e de governo popular. Fundamentando suas idéias, analisa e discute, sob a forma de diálogo, as características do verdadeiro homem público, igualdade de direitos, injustiça, tirania, o culto da família e do lar doméstico, a dissolução dos costumes gregos e romanos.
O ponto alto encontra-se no Livro Sexto, que durante anos foi o único texto conhecido, sob o nome de O Sonho de Cipião (“Somnium Scipionis”). Nesse Livro, em estilo elegante e espiritualista defende, essencialmente, o dogma da existência de Deus e da imortalidade da alma.

Diálogo sobre a amizade

‘Não há bem maior do que a amizade’. Esta máxima vem sendo afirmada e repetida desde a Antiguidade. Mas como saber se uma amizade é de fato autêntica? Quais parâmetros éticos e morais devem reger uma relação entre amigos? Essas e outras questões já preocupavam Marco Túlio Cícero, a tal ponto que um de seus trabalhos fundamentais foi justamente o texto ‘Sobre a amizade’. Escrito em 44 a.C., este livro é um pequeno tratado no qual Cícero diz estar reproduzindo uma conversa entre Caio Fânio, Quinto Múcio Cévola e Caio Lélio, em que este último, entristecido com o falecimento de seu amigo Cipião, fala sobre a amizade. O diálogo só existe, efetivamente, em poucas passagens do texto, prevalecendo, na verdade, uma envolvente exposição de teses sobre o tema.

Dinesh D’Souza:

What’s So Great About Christianity

Em A verdade sobre o Cristianismo, Dinesh DSouza olha para o Cristianismo com um olhar interrogativo, mas trata os ateus com o mesmo ceticismo. O resultado é um livro que irá desafiar as suposições tanto de cristãos como de incrédulos e afirmar que existe, de fato, algo importante sobre o Cristianismo. Provocativo, esclarecedor, um sucessor no século 21 do livro Cristianismo puro e simples, de C. S. Lewis, A verdade sobre o Cristianismo é o livro perfeito para aquele que busca, para o cético e o cristão que desejam defender sua fé.

Ratzinger, Joseph:

Introdução ao Cristianismo

Trata-se de uma síntese do Credo. A partir de uma densa compreensão da fé, o leitor percorre artigo por artigo do Credo, adentrando-se, nas verdades do Símbolo Apostólico. A fé é um dom, mas é feita a um ser racional que pede um mínimo de inteligência de quem crê. Este texto abre caminho para a caminhada em meio às difíceis veredas da modernidade iluminista.

Outros:

O Livro Negro do Comunismo

Uma equipe de historiadores faz um balanço dos crimes cometidos sob a bandeira do comunismo – os locais, as datas, os fatos, os carrascos, as vítimas contadas às dezenas de milhões na URSS e na China, e aos milhões em pequenos países como a Coréia do Norte e o Camboja.

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Deus e a Ciência (ou Cientistas x Metafísica)

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“Não precisamos da ciência para nos dizer que o universo é de fato misterioso. Os homens sabem disso desde os primórdios da raça humana. A verdadeira e adequada função da ciência é, pelo contrário, fazer tanto quanto possível que o universo nos pareça cada vez menos misterioso. … O universo da ciência como ciência consiste exatamente naquela parte do universo total à qual, graças à razão humana, os mistérios foram retirados. … Então, como é possível que um cientista se possa sentir justificado ao designar este universo como “universo misterioso”?”
“Todos concordarão que tudo isso é muito misterioso, mas a questão permanece: será isto ciência?”
“Quando lhes perguntam por que existem tais seres organizados, os cientistas respondem: acaso. Qualquer pessoa pode executar por sorte uma jogada brilhante (mais…)

Um povo que caminha: as peregrinações

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No tímpano de Autun, na cena do Juízo Final, todos os mortos saem do túmulo nus como Adão, exceto dois peregrinos que trazem aos ombros as suas sacolas de mantimentos, uma delas marcada com a cruz da Terra Santa e a outra com a concha de Santiago. Sob a proteção desses emblemas, pode-se enfrentar o julgamento de Deus.

Todos vão ou desejam ir em peregrinação, sejam grandes ou humildes, prelados ou príncipes, artesãos ou lavradores. Nessa enorme multidão, vestida com o mesmo hábito tradicional, as classes confundem-se fraternalmente. Há também peregrinos de todas as idades, desde crianças de doze anos até octogenários, todos eles percorrendo penosas etapas. Aguardam-nos dificuldades e perigos sem conta. Em princípio, o caráter sagrado da marcha deveria protegê-los, mas são atacados por salteadores sem fé. A longa caminhada a pé, o cansaço e o frio são rudes penitências. Não há dúvida de que existem cristãos generosos que abrem aos romeiros a sua casa e a sua mesa, chegando a matar (mais…)

“O Universo Elegante” legendado

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Estou disponibilizando a primeira parte do documentário “O Universo Elegante”, baseado no livro homônimo de Brian Greene, intitulada “O Sonho de Einstein”. Alguém poderia perguntar: “Mas o que tem isso a ver com a Suma Teológica ou com a metafísica?” É muito simples. Uma das maneiras de se negar as idéias de Santo Tomás, notadamente as provas da existência de Deus, e da metafísica em geral, é negando a validade universal do princípio de causalidade, e a maneira “moderna” de se fazer isso é por meio da física quântica. É um fenômeno no mínimo muito interessante, pois a “teoria quântica” magicamente se reveste da autoridade indiscutível da “ciência”, o “princípio da incerteza” é absolutizado e torna-se lei constitutiva da realidade, mas nunca medida de nossa limitação ou incapacidade, o “caos quântico” deve ser obrigatoriamente aceito porque… bem… porque sim,oras!

De qualquer modo, o documentário é bem feito e interessante. Do livro eu recomendo a primeira parte para uma introdução à Teoria da Relatividade. É a melhor explicação da mesma para leigos que já li. Quanto ao restante da obra, a impressão que me fica é a do distanciamento gradual da realidade na tentativa de tapar os buracos da teoria. Quatro dimensões não satisfazem a equação? Coloquemos cinco, então! Também não dá? Tentemos com dez dimensões, oras! Bem, até o final do livro já contávamos com onze dimensões…

O documentário está em formato avi, e esta primeira parte tem 474 Mb. Pretendo posteriormente disponibilizar a 2ª e a 3ª partes. Está hospedado no MegaUpload.

Para baixar, clique aqui!

Para baixar a legenda em português, clique aqui!

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Deus e a Filosofia

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Prefácio

Fui educado num colégio católico francês, de onde saí, depois de sete anos de estudos, sem ter ouvido uma só vez, pelo menos tanto quanto me posso lembrar, o nome de São Tomás de Aquino. Quando chegou a altura de estudar filosofia, fui para um liceu público, cujo professor de filosofia, um discípulo tardio de Victor Cousin, certamente também nunca havia lido Tomás de Aquino. Na Sorbonne, nenhum dos meus professores sabia coisa alguma sobre a sua doutrina. Tudo o que acabei por saber foi que, se alguém fosse suficientemente louco para o ler, descobriria aí uma expressão dessa escolástica que, desde Descartes, se tinha tornado em mera arqueologia mental. Contudo, para mim a filosofia não era Descartes nem mesmo Kant (mais…)

Pange lingua

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Pange lingua gloriosi

Canta, ó língua, o mistério

Corporis mysterium,

deste Corpo glorioso,

Sanguinisque pretiosi,

e do Sangue precioso

quem in mundi pretium

(mais…)

Publicado em: on 26 Julho, 2009 at 11:35 am Deixe um comentário
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Lauda Sion

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“Lauda, Sion, Salvatorem, lauda ducem et pastorem in hymnis et canticis.

“Louva, Sião, o Salvador, louva o guia e o pastor com hinos e cantares.

Quantum potes, tantum aude: quia major omni laude, nec laudare sufficis.

Quanto possas, tanto o louva, porque está acima de todo o louvor e nunca o louvarás condignamente.

Laudis thema specialis, panis vivus et vitalis hodie proponitur.

(mais…)

Cadernos: “A Existência de Deus”

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Caderno_01

Voltando ao estudo da Suma Teológica, disponibilizo agora o primeiro “Caderno”, denominado “A Existência de Deus”. Trata-se de um projeto de publicar partes da Suma divididos por questões, temas ou tratados específicos. Este primeiro trata da segunda questão da primeira parte, que compreende três artigos:

1. A existência de Deus é evidente por si mesma?
2. É possível demonstrar a existência de Deus?
3. Deus existe? (onde se encontram as famosas cinco vias)

Cada artigo contém:

♦ Um pequeno resumo esquemático com as objeções seguidas das respectivas respostas para facilitar, o “sed contra” e o corpo do artigo com as notas da Suma editada pela Loyola.

♦ O texto integral.

O documento possui ainda um índice com links para as diversas partes que o compõem e também links dos diversos termos utilizados por Santo Tomás para o vocabulário.

Caderno_01
Clique para baixar em pdf

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G. K. Chesterton, beato?

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Chesterton

(clique para ampliar)

Paolo Gulisano explica as virtudes do escritor britânico
Por Antonio Gaspari

ROMA, quarta-feira, 15 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Gilbert Keith Chesterton, o escritor inglês inventor da figura do célebre padre-investigador Pe. Brown, e e autor de numerosos textos de (mais…)

Um afresco florentino

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Andrea da Firenze, frescoes, Spanish Chapel, Sta Maria Novella(clique para ampliar)

Um afresco florentino

Numa das paredes da sala do capítulo, no convento dominicano de Santa Maria Novella, em Florença, há um afresco diante do qual a maioria dos visitantes passa apressadamente e que, no entanto, se presta a uma inesgotável reflexão. Intitulam-no “os cães de Deus”, por causa dos molossos malhados de branco e negro que, na parte inferior do quadro, combatem uma horda de lobos. Na verdade, (mais…)

Novos livros para baixar

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LIVROS

A. D. Sertillanges

A Vida Intelectual

Agostinho, Santo

Confissões

La Ciudad de Dios

O Livre Arbítrio

Aristóteles

Metafísica, Ética a Nicômaco e Política

Política

Retórica

Tópicos

C. S. Lewis

Além do Planeta Silencioso (Trilogia de Ransom – 1)

(mais…)