Tomás responde: É lícito vingar-se?

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Parece que a vingança não é lícita, visto que:

1. Quem usurpa para si próprio o que pertence a Deus, peca, como está escrito no Livro do Deuteronômio (32, 35): “A Mim a vingança; sou Eu quem retribuo.” Logo, toda vingança é ilícita.

2. Aquele sobre quem se exerce a vingança não é tolerado. Ora, devemos tolerar os maus. Pois sobre a palavra do livro dos Cânticos: “Como um lírio entre espinhos” a Glosa comenta: “Não é bom aquele que pode tolerar os maus”. Logo, não convém vingar-se dos maus.

3. A vingança se cumpre por castigos que provocam o temor servil. Ora, como diz Agostinho, “a nova lei não é uma lei de medo, mas de amor”. Logo, pelo menos na Nova Aliança, não se deve exercer nenhuma vingança.

4. Diz-se que alguém se vinga quando consegue punir as injúrias de que foi vítima. Ora, não é lícito nem mesmo ao juiz punir aqueles que pecaram contra ele. Como diz Crisóstomo: “Aprendamos pelo exemplo de Cristo a suportar com magnanimidade as ofensas dirigidas a nós. Mas, quanto às ofensas dirigidas a Deus não devemos nem mesmo escutá-las.” Logo, a vingança parece ser ilícita.

5. Finalmente, o pecado da multidão é mais nocivo do que o pecado de um só. O livro do Eclesiástico diz: “Três coisas me causam muito medo: delação na cidade, a revolta popular e a calúnia” (26, 5-6). Ora, não se deve vingar o pecado da multidão, porque, sobre a palavra de Mateus “deixai que elas cresçam junto para não arrancar o trigo também” (13, 29-30), a Glosa explica: “não se deve excluir da comunidade nem o povo nem o príncipe”. Logo, nenhuma vingança é lícita.

Em sentido contrário, porém, de Deus só se pode esperar o que é bom e lícito. Mas deve-se esperar de Deus a vingança sobre os inimigos, pois diz o Evangelho de Lucas: “E Deus não vingaria seus eleitos que por Ele clamam noite e dia?” (18, 7) como se dissesse: “Ele o fará com toda certeza”. Por conseguinte, a vingança não é em si mesmo má e ilícita.

RESPONDO: A vingança se consuma quando se inflige ao pecador um mal de pena. Por conseguinte, na vingança deve-se levar em conta o ânimo daquele que a exerce. Porque se a intenção dele recai principalmente sobre o mal daquele de quem se está vingando, e nisto se compraz, então isto é absolutamente ilícito, porque o fato de se comprazer com o mal de outrem é da ordem do ódio, que repugna à caridade, pela qual devemos amar todos os homens. E ninguém se desculpa alegando querer o mal daquele que injustamente lhe fez mal; da mesma forma que ninguém se desculpa de odiar aqueles que o odeiam. Um homem não deve nunca pecar contra outro, sob a alegação de que este último pecou primeiro contra ele. Isto seria se deixar vencer pelo mal, coisa que o Apóstolo nos proíbe: “Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal fazendo o bem”. – Mas, se a intenção de quem se vinga visa principalmente um bem que o castigo do pecador poderá produzir, como por exemplo, sua correção, ou pelo menos sua repreensão, a tranqüilidade dos outros, a preservação da justiça e a honra de Deus, neste caso a vingança pode ser lícita, observadas as outras circunstâncias devidas.

Quanto ao exposto anteriormente deve-se dizer, portanto, que:

1. Aquele que, de acordo com sua posição, exerce a vingança contra os maus, não está usurpando para si o que é de Deus, mas está simplesmente usando de um poder que lhe foi conferido pelo próprio Deus, conforme se lê na Carta aos Romanos, a respeito do governante deste mundo: “Ele é o ministro de Deus para exercer vingança contra aquele que faz o mal”. Mas quem exerce a vingança fora da ordem estabelecida por Deus, usurpa para si o que é de Deus, e, por conseguinte, peca.

2. Os maus são tolerados pelos bons no sentido que estes suportam com paciência, na medida do possível, as injúrias pessoais; mas esta tolerância não tem cabimento no que concerne às injúrias contra Deus ou contra o próximo. Crisóstomo diz o seguinte: “É louvável suportar com paciência as injúrias pessoais. Mas permanecer insensível às injúrias contra Deus é o cúmulo da impiedade”.

3. A lei do Evangelho é uma lei de amor. Por isso, aqueles que fazem o bem por amor, os únicos aliás que pertencem de verdade ao Evangelho, não devem ficar aterrorizados pelas ameaças de castigos, mas sim, aqueles que por amor não se movem para o bem. Estes pertencem numericamente à Igreja, mas não quanto ao mérito.

4. Às vezes, a injúria contra uma pessoa recai sobre Deus e sobre a Igreja; a pessoa deve então vingar a injúria que lhe foi feita. Isto fica claro no episódio de Elias fazendo descer o fogo do céu sobre aqueles que tinham vindo prendê-lo; ou no episódio de Eliseu amaldiçoando os garotos que zombavam dele; ou no caso do Papa Silvestre, excomungando aqueles que o haviam enviado para o exílio. – Mas, quando a injúria é pessoal, é preciso tolerá-la com paciência, observadas as conveniências. Estes preceitos de paciência devem se entender de acordo com a disposição do espírito, como explica Agostinho.

5. Quando foi toda a multidão que pecou, a vingança se deve exercer sobre ela, seja em sua totalidade, como aconteceu no caso dos egípcios que, por perseguirem os filhos de Israel, foram todos afogados no Mar Vermelho, ou no caso dos habitantes de Sodoma em que todos pereceram; ou seja de maneira parcial, como no caso dos adoradores do bezerro de ouro. – Outras vezes, porém, quando se pode esperar a correção de um grande número de pessoas, a vingança deverá recair sobre alguns dos principais culpados cujo castigo amedrontará os outros, como se lê no livro dos Números (25, 4), quando o Senhor mandou enforcar os chefes para punir o pecado da multidão.

Se o pecado não foi cometido por todo o povo, mas por uma parte dele, sempre que for possível separar os maus dos bons, a vingança deverá recair apenas sobre os culpados, contanto que isto seja possível sem risco de escândalo para os outros. Do contrário, seria melhor renunciar à punição e pôr de lado a severidade.

O mesmo se deve observar com relação ao príncipe que dirige o povo. Convém ser tolerante com o pecado dele, caso não pudesse ser punido sem escândalo na multidão. A não ser que a falta do príncipe seja de tal monta que possa produzir, no seio do povo, danos morais ou temporais mais graves do que o escândalo proveniente da punição.

Suma Teológica II-II, q. 108, a. 1

Tomás responde: Existe guerra justa ou guerrear é sempre um pecado?

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Parece que guerrear é sempre um pecado, pois:

1. Não se aplica uma pena a não ser para um pecado. Ora, no Evangelho de Mateus (26, 52) o Senhor notifica com uma pena os que fazem a guerra: “Todos os que tomam a espada, pela espada perecerão”. Logo, a guerra é sempre ilícita.

2. Tudo o que é contrário a um preceito divino é pecado. Ora, guerrear é contrário a um preceito divino, pois no Evangelho de Mateus (5, 39) se diz: “Eu vos digo: não resistais ao homem mau”, e na Carta aos Romanos (12, 19): “Não vos defendais, meus amados; mas daí lugar à ira”. Logo, é sempre um pecado fazer a guerra.

3. Somente o pecado se opõe a um ato de virtude. Ora, a guerra se opõe à paz. Logo, é sempre pecado.

No entanto, Agostinho escreve: “Se a moral cristã julgasse que a guerra é sempre culpável, quando no Evangelho soldados pedem um conselho para a sua salvação, dever-se-ia responder-lhes que jogassem fora as armas e abandonassem completamente o exército. Ora, se lhes diz: ‘Não molesteis a ninguém, contentai-vos com vosso soldo’. Prescrever-lhes que se contentem com seu soldo não os proíbe combater”.

RESPONDO: Para que uma guerra seja justa, são requeridas três condições:

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Filosofia e “filosofias”

Escrito por Renan Santos

Fica, assim, claríssima a superioridade da filosofia aristotélico-tomista diante de seus irmãos menores e travessos da era moderna. Há, desde o fim da escolástica, um acovardamento da alma filosófica, um recuo impressionante da consciência, que busca deliciar-se com a contemplação de si mesma, rompendo o máximo que pode a sua familiaridade com as coisas, com o mundo, que não lhe é mais simplesmente algo obtuso e desafiador, mas insuportável e opressivo. O júbilo do pensador moderno é ser justamente esse “pensador”, esse ser que só pensa, que só conexiona idéias, por mais rasas que eles sejam, recusando-se terminantemente a saltar para o nível superior, o da compreensão, que Platão ressaltava.

Enquanto os gregos e os medievais se maravilhavam ao testemunhar o espetáculo da realidade, os modernos irão querer montar o seu próprio teatrinho, cujo acesso (mais…)

Tomás responde: A gula é pecado mortal?

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Parece que a gula não é pecado mortal, pois:

1. Todo pecado mortal contraria algum preceito do decálogo, o que não acontece no caso da gula.

2. Todo pecado mortal contraria a caridade. Ora, a gula não se opõe à caridade, nem quanto ao amor de Deus, nem quanto ao próximo.

3. Diz Santo Agostinho: “Todas as vezes que alguém toma, no comer e no beber, mais do que o necessário, saiba ele que isso ficará entre os pequenos pecados.” Ora, trata-se aí da gula. Logo, ela está classificada entre os pequenos pecados, ou seja, entre os pecados veniais.

No entanto, diz São Gregório: “Quando impera o vício da gula, perdem os homens tudo o que (mais…)

As idéias

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A descoberta

Qual o problema com que Platão tem de se haver? Com o mesmo problema que a metafísica grega vinha levantando desde Parmênides: com o problema do ser e do não-ser. Durante mais de um século, a filosofia helênica lutara para resolver a aporia de tornar compatível o ente – uno, imóvel e eterno – com as coisas – múltiplas, variáveis, perecíveis. Vimos que a filosofia pré-socrática posterior a Parmênides se constituíra em (mais…)

Tomás responde: Beber vinho é pecado?

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(Spike Jones não é certamente a pessoa mais indicada para dar conselhos relativos à ingestão de bebidas alcoólicas, mas vale a diversão)

Há razões para crer que o uso do vinho é totalmente ilícito, a saber:

1. Com efeito, sem sabedoria ninguém pode estar em condições de salvação, como diz a Escritura: “… pois Deus ama só quem habita com a Sabedoria.” (Sab 7, 28) e ainda “Os homens que te agradaram desde o princípio foram salvos pela Sabedoria”. Ora, o uso do vinho (mais…)

Tomás responde: Peca o advogado que defende uma causa injusta?

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Pode um advogado defender uma causa sabendo de antemão que é injusta? Afinal não têm todos direito a um advogado de defesa, mesmo os criminosos mais notórios? E se assim não fosse, não seriam prejudicados os advogados cristãos? Vejamos o que nos diz Tomás.

Parece que o advogado não peca defendendo causa injusta, visto que:

1. Revela-se a perícia do médico ao curar um doente em estado desesperador. Da mesma maneira se mostra a habilidade do advogado se consegue defender uma causa injusta. O médico que realiza tal cura (mais…)

Publicado em:  on 30 Outubro, 2009 at 5:49 pm Deixe um comentário
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Platão: livros para download

Tomás responde: Deve-se orar somente a Deus?

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Será verdade que, como dizem os “evangélicos”, somente se deve rezar a Deus e que não há intervenção dos santos? Vejamos o que nos diz Santo Tomás.

Em princípio, parece haver motivos para acreditar que só a Deus se deve orar, pois:

1) A oração é ato da religião, e é sabido que somente a Deus se presta culto religioso. Logo, só a Deus de deveria orar.

2) Além disso, seria inútil orar a quem desconhece a oração feita. Ora, parece que só Deus pode conhecer a oração, e assim é porque na maioria das vezes a oração é feita por ato interior, que só Deus conhece, como escreve São Paulo: “Orarei pelo espírito, orarei pela mente” (I Cor 14,15). Santo Agostinho também escreve: “Desconhecem os mortos, até os santos, as ações dos vivos, mesmo a dos seus filhos”.

3) Ademais, dirigimos as nossas orações aos santos porque eles (mais…)

Pedrinhas e estrelas

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Antes de adentrarmos nas elevadas salas da “fábrica dos céus”, observemos o que acontece numa pequena estrada de nossas periferias:

Louco – Eu sou ignorante, mas li um ou outro livro… Você não vai acreditar, mas tudo o que existe neste mundo serve para alguma coisa. Veja… pegue… aquela pedra ali, por exemplo… (Gelsomina o interrompe e pergunta desconsoladamente:)

Gelsomina – (voz fora de cena) Qual?

Louco – E… Esta, qualquer uma… (O Louco se abaixa para pegar uma pedrinha e a mostra a Gelsomina.) Bem… até isto serve para alguma coisa… até esta pedrinha.

Gelsomina – (olhando atentamente para a pedra que o Louco tem na mão) E serve para quê?

Louco – Serve… sei lá! Se soubesse, sabe o que eu seria?

Gelsomina – (voz fora de cena) Quem?

Louco – Deus, que sabe tudo. Quando nascemos. Quando morremos. Quem pode saber isso? (O Louco chega mais perto de Gelsomina.) Não… não sei para que serve esta pedrinha, mas deve servir para alguma coisa… porque se isto é inútil, então tudo é inútil… (olha para o céu)… até as estrelas. (Joga a pedrinha para o alto e volta a apanhá-la.) Pelo menos eu acredito. (Senta-se ao lado de Gelsomina e continua enternecidoJ E você também… você também serve para alguma coisa… com sua cabeça de alcachofra…

O leitor deve ter reconhecido uma das cenas mais tocantes de A estrada da vida de Federico Fellini (1954). Pagaria de bom grado o ingresso para que, em algum cineclube, esse filme pudesse ser assistido por certos cientistas que exaltam o caos e por todos os cientistas que os seguem. Não por acaso, Fellini atribui as palavras sobre o sentido das coisas ao personagem chamado “o Louco”: um artifício realmente shakespeariano, porque, afinal, “a loucura tem algum método”.

(Giovanni Reale, O Saber dos Antigos, Ed. Loyola, 2ª edição, págs 203-204)

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O apogeu da Escolástica: São Tomás de Aquino

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No coração do céu, onde reinam as Três Pessoas, ladeado por Aristóteles e Platão, tendo a seus pés Averróis vencido, enquanto um concílio reunido reconhece a sua grandeza, o corpulento dominicano, com a vista tão fixa que parece não ter olhares senão para o interior, meditativo, plana no tempo e no espaço. Foi assim que Benozzo Gozzoli o representou no célebre quadro do Louvre, e é também assim que a história da Igreja o pode representar.

Entre os estudantes que, no ano de 1248, seguiam os cursos de Alberto Magno no Studium dominicano de Colônia, não se fazia notar – a não ser pelas suas dimensões físicas – um rapaz enorme, de rosto plácido, que parecia ruminar sem parar não se sabe que ausência de pensamento. Os condiscípulos chamavam-lhe o “boi mudo”, a tal ponto a sua grande calma e a sua espantosa capacidade de ficar em silêncio lhes parecia estúpidas. Mas quando, por acaso, numa discussão, esse rochedo se movia, era para esmagar, com dez (mais…)

Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental

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Essa é uma contribuição do amigo Luiz Fernando.

Sinopse:

Neste livro, Thomas Woods mostra como toda a civilização ocidental nasceu e se desenvolveu apoiada nos valores e ensinamentos da Igreja Católica. Em concreto explica, entre outras coisas – por que o milagre da ciência moderna e de uma filosofia que levou a razão à sua plenitude só puderam nascer sobre o solo da mentalidade católica; como a Igreja criou uma instituição que mudou o mundo – a Universidade; como ela deu uma arquitetura e umas artes plásticas de beleza incomparável; como os filósofos escolásticos desenvolveram os conceitos básicos da economia moderna; como o Direito nasceu em medida do Direito canônico; como a Igreja criou praticamente todas as instituições de assistência conhecidas, dos hospitais à previdência; como humanizou a vida, ao insistir durante séculos nos direitos universais do ser humano – tanto dos cristão como dos pagãos – e na sacralidade de cada pessoa.

Veja também a página de downloads:

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Download: Suma Teológica em espanhol

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SUMA DE TEOLOGÍA

DEL ANGÉLICO DOCTOR

SANTO TOMAS DE  AQUINO

DE LA ORDEN DE PREDICADORES

PROLOGO

El doctor de la verdad  católica tiene por misión no  sólo ampliar y profundizar los  conocimientos de los iniciados, sino  también  enseñar y poner las bases a los que son  incipientes, según lo  que dice el Apóstol en 1 Cor  3,1-2: Como a párvulos en Cristo, os he dado por alimento leche para beber, no carne para masticar. Por esta  razón en la presente obra nos hemos  propuesto  ofrecer todo lo concerniente a la religión  cristiana del modo más  adecuado  posible para que pueda ser asimilado por los  que están empezando.

Hemos detectado, en efecto,  que los novicios en  esta doctrina se encuentran con  serias  dificultades a la  hora de  enfrentarse a la  comprensión de lo que  algunos han escrito hasta hoy. Unas  veces, por el número  excesivo de  inútiles cuestiones, artículos y argumentos.

Otras, por el mal método con que se les presenta lo que es  clave para su saber,  pues, en vez del orden de la disciplina, se  sigue  simplemente la exposición del  libro que se  comenta o la  disputa a que da pie tal o cual  problema concreto. Otras  veces, por la  confusión  y aburrimiento que, en los oyentes, engendran las constantes repeticiones.

Confiando en la ayuda de Dios intentaremos poner  remedio a todos esos  inconvenientes  presentando de  forma  breve y clara, si el problema a  tratar lo permite, todo lo referente a la doctrina sagrada.

BAIXE NA PÁGINA DE DOWNLOADS

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Um cristão leigo: São Luís

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Viver sob o olhar de Deus: eis o ideal que a Igreja prescreveu à sociedade medieval através de tantas dificuldades e obstáculos. E houve homens e mulheres que, sem deixarem o mundo e sem entrarem nos quadros da clerezia, souberam praticá-lo com uma sublime perfeição. Se queremos penetrar nas lições de exemplo que nos dão estes santos leigos, basta-nos considerar o mais representativo, o príncipe que, de 1226 a 1270, ocupou – e com que soberana grandeza! – o trono da França: Luís, nono de nome, que, para a história, será sempre São Luís. Nele culminam e se realizam todas as virtudes que mil e duzentos anos de cristianismo fizeram germinar no homem. Ele domina e ilumina a sua época, a ponto de falsear um pouco a perspectiva e beneficiar com os seus méritos todo o século XIII, que, no entanto, foi menos cristão que o século XII. Aos olhos da posteridade, São Luís não se tornou somente o tipo ideal de homem que a Idade Média concebeu, mas também (mais…)

Novos livros

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Novos livros na página de downloads:

Cícero:

Da República

Em “Da República” defende, como sistema político ideal, um modelo misto de aristocracia e de governo popular. Fundamentando suas idéias, analisa e discute, sob a forma de diálogo, as características do verdadeiro homem público, igualdade de direitos, injustiça, tirania, o culto da família e do lar doméstico, a dissolução dos costumes gregos e romanos.
O ponto alto encontra-se no Livro Sexto, que durante anos foi o único texto conhecido, sob o nome de O Sonho de Cipião (“Somnium Scipionis”). Nesse Livro, em estilo elegante e espiritualista defende, essencialmente, o dogma da existência de Deus e da imortalidade da alma.

Diálogo sobre a amizade

‘Não há bem maior do que a amizade’. Esta máxima vem sendo afirmada e repetida desde a Antiguidade. Mas como saber se uma amizade é de fato autêntica? Quais parâmetros éticos e morais devem reger uma relação entre amigos? Essas e outras questões já preocupavam Marco Túlio Cícero, a tal ponto que um de seus trabalhos fundamentais foi justamente o texto ‘Sobre a amizade’. Escrito em 44 a.C., este livro é um pequeno tratado no qual Cícero diz estar reproduzindo uma conversa entre Caio Fânio, Quinto Múcio Cévola e Caio Lélio, em que este último, entristecido com o falecimento de seu amigo Cipião, fala sobre a amizade. O diálogo só existe, efetivamente, em poucas passagens do texto, prevalecendo, na verdade, uma envolvente exposição de teses sobre o tema.

Dinesh D’Souza:

What’s So Great About Christianity

Em A verdade sobre o Cristianismo, Dinesh DSouza olha para o Cristianismo com um olhar interrogativo, mas trata os ateus com o mesmo ceticismo. O resultado é um livro que irá desafiar as suposições tanto de cristãos como de incrédulos e afirmar que existe, de fato, algo importante sobre o Cristianismo. Provocativo, esclarecedor, um sucessor no século 21 do livro Cristianismo puro e simples, de C. S. Lewis, A verdade sobre o Cristianismo é o livro perfeito para aquele que busca, para o cético e o cristão que desejam defender sua fé.

Ratzinger, Joseph:

Introdução ao Cristianismo

Trata-se de uma síntese do Credo. A partir de uma densa compreensão da fé, o leitor percorre artigo por artigo do Credo, adentrando-se, nas verdades do Símbolo Apostólico. A fé é um dom, mas é feita a um ser racional que pede um mínimo de inteligência de quem crê. Este texto abre caminho para a caminhada em meio às difíceis veredas da modernidade iluminista.

Outros:

O Livro Negro do Comunismo

Uma equipe de historiadores faz um balanço dos crimes cometidos sob a bandeira do comunismo – os locais, as datas, os fatos, os carrascos, as vítimas contadas às dezenas de milhões na URSS e na China, e aos milhões em pequenos países como a Coréia do Norte e o Camboja.

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Deus e a Ciência (ou Cientistas x Metafísica)

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“Não precisamos da ciência para nos dizer que o universo é de fato misterioso. Os homens sabem disso desde os primórdios da raça humana. A verdadeira e adequada função da ciência é, pelo contrário, fazer tanto quanto possível que o universo nos pareça cada vez menos misterioso. … O universo da ciência como ciência consiste exatamente naquela parte do universo total à qual, graças à razão humana, os mistérios foram retirados. … Então, como é possível que um cientista se possa sentir justificado ao designar este universo como “universo misterioso”?”
“Todos concordarão que tudo isso é muito misterioso, mas a questão permanece: será isto ciência?”
“Quando lhes perguntam por que existem tais seres organizados, os cientistas respondem: acaso. Qualquer pessoa pode executar por sorte uma jogada brilhante (mais…)

Um povo que caminha: as peregrinações

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No tímpano de Autun, na cena do Juízo Final, todos os mortos saem do túmulo nus como Adão, exceto dois peregrinos que trazem aos ombros as suas sacolas de mantimentos, uma delas marcada com a cruz da Terra Santa e a outra com a concha de Santiago. Sob a proteção desses emblemas, pode-se enfrentar o julgamento de Deus.

Todos vão ou desejam ir em peregrinação, sejam grandes ou humildes, prelados ou príncipes, artesãos ou lavradores. Nessa enorme multidão, vestida com o mesmo hábito tradicional, as classes confundem-se fraternalmente. Há também peregrinos de todas as idades, desde crianças de doze anos até octogenários, todos eles percorrendo penosas etapas. Aguardam-nos dificuldades e perigos sem conta. Em princípio, o caráter sagrado da marcha deveria protegê-los, mas são atacados por salteadores sem fé. A longa caminhada a pé, o cansaço e o frio são rudes penitências. Não há dúvida de que existem cristãos generosos que abrem aos romeiros a sua casa e a sua mesa, chegando a matar (mais…)

“O Universo Elegante” legendado

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Estou disponibilizando a primeira parte do documentário “O Universo Elegante”, baseado no livro homônimo de Brian Greene, intitulada “O Sonho de Einstein”. Alguém poderia perguntar: “Mas o que tem isso a ver com a Suma Teológica ou com a metafísica?” É muito simples. Uma das maneiras de se negar as idéias de Santo Tomás, notadamente as provas da existência de Deus, e da metafísica em geral, é negando a validade universal do princípio de causalidade, e a maneira “moderna” de se fazer isso é por meio da física quântica. É um fenômeno no mínimo muito interessante, pois a “teoria quântica” magicamente se reveste da autoridade indiscutível da “ciência”, o “princípio da incerteza” é absolutizado e torna-se lei constitutiva da realidade, mas nunca medida de nossa limitação ou incapacidade, o “caos quântico” deve ser obrigatoriamente aceito porque… bem… porque sim,oras!

De qualquer modo, o documentário é bem feito e interessante. Do livro eu recomendo a primeira parte para uma introdução à Teoria da Relatividade. É a melhor explicação da mesma para leigos que já li. Quanto ao restante da obra, a impressão que me fica é a do distanciamento gradual da realidade na tentativa de tapar os buracos da teoria. Quatro dimensões não satisfazem a equação? Coloquemos cinco, então! Também não dá? Tentemos com dez dimensões, oras! Bem, até o final do livro já contávamos com onze dimensões…

O documentário está em formato avi, e esta primeira parte tem 474 Mb. Pretendo posteriormente disponibilizar a 2ª e a 3ª partes. Está hospedado no MegaUpload.

Para baixar, clique aqui!

Para baixar a legenda em português, clique aqui!

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Deus e a Filosofia

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Prefácio

Fui educado num colégio católico francês, de onde saí, depois de sete anos de estudos, sem ter ouvido uma só vez, pelo menos tanto quanto me posso lembrar, o nome de São Tomás de Aquino. Quando chegou a altura de estudar filosofia, fui para um liceu público, cujo professor de filosofia, um discípulo tardio de Victor Cousin, certamente também nunca havia lido Tomás de Aquino. Na Sorbonne, nenhum dos meus professores sabia coisa alguma sobre a sua doutrina. Tudo o que acabei por saber foi que, se alguém fosse suficientemente louco para o ler, descobriria aí uma expressão dessa escolástica que, desde Descartes, se tinha tornado em mera arqueologia mental. Contudo, para mim a filosofia não era Descartes nem mesmo Kant (mais…)

Pange lingua

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Pange lingua gloriosi

Canta, ó língua, o mistério

Corporis mysterium,

deste Corpo glorioso,

Sanguinisque pretiosi,

e do Sangue precioso

quem in mundi pretium

(mais…)

Publicado em:  on 26 Julho, 2009 at 11:35 am Deixe um comentário
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