Chestertoninas: Caridade humana e caridade cristã

O general explodiu:

- Com todos os diabos! Se o senhor está pensando que vou me reconciliar com uma víbora como essa, quero lhe dizer que não sairia da minha boca uma única palavra que pudesse salvá-lo do inferno. Eu disse que poderia perdoar um duelo normal e leal, mas quanto a nojentos assassinos como esse…

O jornalista estava fora de si:

- Ele deveria ser linchado. Deveria ser queimado vivo como fazem com os negros nos Estados Unidos. E se existe mesmo essa história de queimar nos fogos eternos, é isso mesmo que…

Mallow também quis dar sua opinião:

- Por mim quero ficar o mais longe possível dele.

Lady Outram fora tomada de um acesso de tremor.

- Há um limite para a caridade humana…

O padre Brown acrescentou secamente:

- Há mesmo, e essa é a diferença real entre a caridade humana e a caridade cristã. Peço-lhes que me desculpem se não me deixei abater pelo desprezo de todos por minha falta de caridade hoje, ou pelas lições que pretenderam dar-me quanto ao perdão para todos os pecadores. E isso porque me parece que todo mundo só perdoa os pecados que não considera realmente pecados. O mundo só perdoa os criminosos quando eles cometem o que não é considerado um crime e sim apenas uma convenção. Então chegam a tolerar um duelo convencional da mesma forma que toleram um divórcio. Perdoam porque Saiba mais

Chestertoninas: A imoralidade na arte

 

“A teoria da imoralidade na arte se estabeleceu firmemente na classe artística; estão livres para produzir qualquer coisa que desejarem. São livres para escrever um poema como O Paraíso Perdido, em que  Satã conquistará Deus. Estão livres para escrever uma Divina Comédia em que o Paraíso pode estar abaixo do nível do Inferno. E  o que fizeram? Será que produziram, em geral, algo mais grandioso ou mais belo do que a criação do impetuoso gibelino católico ou do rígido mestre-escola puritano? Sabemos que produziram apenas uns poucos rondós [Tipo de verso usado na poesia inglesa que foi inventado por Algernon Charles Swinburne]. Milton não os vencia somente em sua devoção, vencia-os na própria irreverência. Em todos os livrecos de versos, não encontraremos um desafio a Deus mais sofisticado que o de Satã. Tampouco sentiremos a grandeza do paganismo da forma como aquele ardoroso cristão descrevera Faranata erguendo a cabeça em puro desdém pelo inferno. E a razão é muito clara. A blasfêmia é um efeito artístico, pois depende de uma convicção filosófica. A blasfêmia depende da crença e, com ela, definha. Caso alguém duvide disso, faça-o  tentar, com seriedade, ter pensamentos blasfemos a respeito de Thor. Penso que a família desse sujeito, ao fim do dia, o encontrará exausto.”

G. K. Chesterton, Hereges

Tomás responde: Cristo teve um corpo de carne ou terrestre?

Rembrandt, A Sagrada Família (1635)

Parece que Cristo não teve um corpo de carne ou terrestre, mas celeste:

1. Com efeito, escreve o apóstolo na primeira Carta aos Coríntios: “O primeiro homem tirado da terra é terrestre; quanto ao segundo homem ele vem do céu” (15, 47). Ora, o primeiro homem, a saber, Adão, foi feito de terra quanto ao corpo como está no livro do Gênesis. Logo, o segundo homem, ou seja, Cristo, foi do céu quanto ao corpo.

2. Além disso, segundo a primeira Carta aos Coríntios (15,50): “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”. Ora, o reino de Deus está em Cristo como em seu princípio. Logo, nele não há carne e sangue, mas antes, um corpo celeste.

3. Ademais, tudo o que é ótimo deve ser atribuído a Deus. Ora, o corpo celeste é o mais nobre entre todos os corpos. Logo, Cristo deve ter assumido esse corpo.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, o Senhor diz no Evangelho de Lucas: “O espírito não tem carnes nem ossos como vós vedes que eu tenho” (24, 39). Ora, a carne e os ossos não constam da matéria do corpo celeste, mas dos elementos inferiores. Logo, o corpo de Cristo não foi corpo celeste, mas de carne e terreno.

É claro que o corpo de Cristo não devia ser celeste pelas mesmas razões pelas quais foi demonstrado que não devia ser imaginário (art. precedente):

1. Assim como não se preservaria a verdade da natureza humana em Cristo se seu corpo fosse imaginário como afirmou Mani, assim também ela não se preservaria, se fosse celeste, como afirmou Valentino. Sendo a forma do homem algo natural, requer uma determinada matéria, a saber, carnes e ossos, que é necessário incluir na definição do homem, como ensina o Filósofo no livro VII da Metafísica.

2. Porque suprimiria a verdade daquilo que Cristo realizou no corpo. Como o corpo celeste é incorruptível e impassível, como se prova no livro I de Coelo, se o Filho de Deus houvesse assumido um corpo celeste, não teria tido verdadeiramente sede e fome, nem suportado a paixão e a morte.

3. Porque nega também a verdade divina. Já que o Filho de Deus se mostrou aos homens como tendo um corpo de carne e terreno, teria sido uma exibição de falsidade, se ele tivesse um corpo celeste. Por essa razão se diz no livro Dos Dogmas Eclesiásticos: “O Filho de Deus nasceu recebendo a Saiba mais

Chestertoninas: Sobre saúde, eficiência e mediocridade

 

“Quando tudo um povo enfraquece e se torna ineficiente, esse povo começa a falar de eficiência. Assim, também, quando o corpo de um homem começa a fraquejar, ele, pela primeira vez, começa a falar de saúde. Organismos vigorosos não falam de seus processos, mas de seus objetivos. Não há melhor prova da eficiência física de um homem do que a animação ao falar sobre uma viagem ao fim do mundo. E não há melhor prova de eficiência prática de uma nação do que a constante menção a uma viagem ao fim do mundo, uma viagem ao dia do juízo e à nova Jerusalém. E não há sinal mais claro de uma saúde debilitada do que a tendência a buscar elevados e extravagantes ideais. É no primeiro vigor da infância que tentamos alcançar a lua. Nenhum  homem enérgico das eras fortes entenderia o que queremos dizer com “trabalhar para eficiência”. Hildebrand [nome do Papa São Gregório VII, um dos maiores pontífices que a Igreja conheceu e que esteve no trono de Pedro de 1073 a 1085] teria dito que não estava empregando seus esforços para ser eficiente, mas pela Igreja Católica. Danton teria dito que não estava labutando para ser eficiente, mas pela liberdade, igualdade e fraternidade. Mesmo se o ideal de tais homens fosse o ideal de empurrar alguém escada abaixo, eles pensariam na finalidade como homens e não no processo como paralíticos. Não diriam, “Ao elevar minha perna, podereis notar que utilizando os músculos da coxa e da panturrilha, que estão em excelente forma…”. O sentimento deles foi bem diferente. Estavam tomados pela bela visão de um homem estatelado ao término dos degraus que, neste êxtase, o restante se seguia num segundo. Na prática, o hábito de generalizar e idealizar não significa, de forma alguma, fraqueza. O tempo das grandes teorias foi o tempo dos grandes resultados. Numa época de sentimentalismo e de palavras elegantes, ao final do século XVIII, os homens eram realmente robustos e eficientes. Os sentimentalistas conquistaram Napoleão. Os cínicos não conseguiram pegar De Wet [Christin Rudolph de Wet (1854-1922), político sul-africano e general bôer na Guerra dos Bôeres]. Há cem anos, nossos assuntos, fossem para o bem ou para o mal, eram tratados triunfantemente por retóricos. Agora, nossos assuntos são irremediavelmente desorganizados por homens fortes e silenciosos. E assim como o repúdio das grandes palavras e das grandes visões nos trouxe uma raça de anões na política, trouxe também uma raça de anões nas artes. Nossos políticos modernos tentam desfrutar dos méritos de César e do super-homem e alegam que são muito práticos para serem puros e muito patrióticos para serem morais. Mas o resultado de tudo isso é ter um medíocre como Ministro da Fazenda. Nossos novos filósofos artísticos exigem a mesma licença moral, clamam por uma liberdade para devastar céus e terras com sua energia; mas o resultado disso é um medíocre como poeta laureado [no caso, Alfred Austin (1835-1913)]. Não digo que não haja homens mais fortes que estes, mas será que alguém dirá que há homens mais fortes do que os de outrora, dominados pela filosofia e impregnados pela religião? Se a servidão é melhor que a liberdade, isso é uma questão a ser discutida. Mas que a servidão dos antigos fez mais que a nossa liberdade será difícil negar.”

G. K. Chesterton, Hereges

Reginaldo de Piperno

Rembrandt (1606-1669), Despedida de David e Jônatas (1642), São Petersburgo

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“Um amigo fiel é um poderoso refúgio, quem o descobriu descobriu um tesouro.” (Eclo 6, 14)

Entre todas essas testemunhas mais ou menos próximas, Reginaldo (ou Reinaldo) de Piperno (deformação de Privernum, atualmente Priverno – no Lácio meridional) merece menção especial; inúmeros testemunhos no processo de Nápoles apresentam-no como o socius continuus de Tomás. Segundo Humberto Romano, esses “companheiros que a ordem punha a serviço de seus leitores e mestres em teologia seguiam-nos por toda a parte, em viagem ou no convento, e ajudavam-nos pessoalmente na preparação de suas lições, não servindo-os como domésticos (acabamos de ver que Tomás dispunha de outra pessoa para esse tipo de tarefa), mas sim como assistentes e secretários. No presente caso as coisas iam ainda mais longe, pois, a crer em Reinaldo, ele exercia junto a Tomás o papel de uma “ama” (quase nutricis officium), a ponto de vigiar seu regime alimentar e fazê-lo comer, por temer que sua distração (abstractio mentis) fosse funesta para a sua saúde.

Essa contínua proximidade naturalmente acabaria por criar entre o mestre e seu socius laços de amizade; não é preciso muito esforço para vislumbrá-los entre Tomás e Reginaldo. A seu pedido, Tomás escreveu e lhe dedicou o Compendium theologiae, e foi bem explícito sobre seu destinatário, qualificando-o de “filho muito querido”. Segundo os catálogos de opúsculos, o De substantiis separatis e o De iudicis astrorum também foram escritos para ele. Se Reginaldo não era o único secretário de Tomás, era seu único socius permanente, e vemo-lo à sua disposição até mesmo em plena noite; alguns chegam a pensar que a colaboração entre ambos remonta à época em que Tomás se encontrava ainda em Paris. É o célebre episódio da passagem difícil do Super Isaiam, cujo sentido os santos Pedro e Paulo teriam explicado a Tomás; os editores leoninos, nisso seguindo A. Dondaine, inferem prudentemente que Reginaldo poderia estar presente junto a Tomás desde a época de redação do Super Isaiam. O fato torna-se problemático se aceitamos a sugestão feita acima de situar a redação dessa obra no período de Colônia; não se pode pensar que Tomás, na época não mais que um jovem frade, tivesse já um socius à disposição.

Esse pormenor não diminui em nada a amizade que pode ter havido entre Tomás e Reginaldo, e relata-se que Tomás teria realizado um milagre em seu favor, curando-o de Saiba mais

Chestertoninas: Bom e mau gosto

“O bom gosto, a última e mais desprezível das superstições, teve sucesso em silenciar-nos onde todos fracassaram. Sessenta anos atrás, era de mau gosto ser um ateu declarado. Então, surgiram os bradlaughitas [seguidores de Charles Bradlaugh, o mais famoso ateu militante do século XIX na Inglaterra], os últimos homens religiosos, os últimos homens a se preocuparem com Deus; mas não puderam alterar a situação. Ainda é de mau gosto ser um ateu declarado. Mas a agonia deles conseguiu apenas isto – agora é igualmente de mau gosto ser um cristão declarado. A emancipação apenas trancou o santo na mesma torre de silêncio do heresiarca.”

G. K. Chesterton, Hereges

Tomás responde: Os cismáticos tem algum poder?

Filippino Lippi, Triunfo de São Tomás de Aquino sobre os hereges

“Assim, quando se encerrava por toda parte, ao redor de 1560, esse período constituído por uma série de anos conturbados, em que se haviam tomado posições decisivas, a sorte da Reforma já não dependia do conflito de almas, mas das disputas de governos e partidos. Desde o início, a revolta espiritual de Lutero tinha desencadeado ambições temporais. Rompendo com a tutela pontifícia, os príncipes alemães, os reis escandinavos e Henrique VIII tinham aproveitado a ocasião para se apoderarem da direção das igrejas e das suas riquezas. Não era significativo que a própria palavra ‘protestantismo’, que designava o novo cristianismo – aliás, ao preço de um contra-senso – se referisse a um acontecimento essencialmente político e não religioso, ou seja, à reclamação dos dinastas e das cidades contra a reviravolta do imperador em Espira, no ano de 1529? Era bem visível a desagregação: tudo começara em ‘mística’ e acabara em ‘política’!”

Daniel-Rops,  Igreja da Renascença e da Reforma, vol.   IV

Parece que os cismáticos têm algum poder:

1. Com efeito, Agostinho diz: “Assim como em seu retorno à Igreja aqueles que foram batizados antes de deixa-la não são batizados de novo, assim também aqueles que voltam e que tinham sido ordenados antes de deixá-la não são ordenados de novo”. Ora, a ordem é um poder. Logo, os cismáticos conservam um certo poder porque permanecem ordenados.

2. Além disso, segundo Agostinho: “Aquele que está separado pode conferir os sacramentos, assim como pode recebê-los”. Ora, o poder de conferir os sacramentos é o maior dos poderes. Logo, os cismáticos, que estão separados da Igreja, têm um poder espiritual.

3. Ademais, o Papa Urbano II diz que: “aqueles que foram consagrados por bispos ordenados segundo o rito católico, mas separados da Igreja romana pelo cisma e que voltam à unidade da Igreja conservando suas respectivas ordens, ordenamos serem recebidos com misericórdia, desde que se recomendem por sua vida e sua ciência”. Ora, isso seria impossível se um poder espiritual não permanecesse entre os cismáticos. Logo, os cismáticos têm um poder espiritual.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, Cipriano escreve numa carta: “Aquele que não observa nem a unidade do espírito nem a paz da união e se separa do vínculo da Igreja e do colégio sacerdotal, não pode ter nem o poder nem as honras do episcopado”.

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Há dois poderes espirituais: o poder sacramental e o poder jurisdicional. O poder sacramental é aquele que é conferido por uma consagração. Todas as consagrações da Igreja são imutáveis, enquanto perdurar a coisa consagrada; como acontece até com as coisas inanimadas; assim, um altar uma vez consagrado só será consagrado de novo se for destruído. Por isso tal poder, segundo sua essência, permanece naquele que o recebeu por consagração enquanto permanecer vivo, mesmo se cair no cisma ou na heresia. Isto se evidencia por não ser ele novamente consagrado ao retornar à Igreja. Como, porém, um poder inferior não deve passar ao ato a não ser movido por um poder superior, como se vê até nas coisas da natureza, assim, em consequência, tais homens perdem o uso de seu poder e não lhes é mais permitido usá-lo. No entanto, se o usarem, seu poder produz efeito no campo sacramental pois nele o homem age apenas como instrumento de Deus; por isso os efeitos sacramentais não são anulados por alguma falta existente naquele que confere o sacramento.

Quanto ao poder de jurisdição, é conferido por simples investidura humana. Tal poder não se recebe de modo imutável. E não subsiste nos cismáticos e nos hereges. Por isso não podem nem absolver, nem excomungar, nem dar indulgências, nem fazer coisa alguma desse gênero; se o fazem, nada acontece.

Portanto, quando se diz que esses homens não têm poder espiritual, entenda-se do segundo poder; mas se se refere ao primeiro, não se trata da essência de tal poder, mas de seu uso legítimo.

Com isso, estão respondidas as objeções.

Suma Teológica II-II, q.39, a.3

Chestertoninas: O temor de Deus

“O temor de Deus, que é o princípio da sabedoria, e que por isso pertence aos princípios, e que se sente no frio das primeiras horas antes da alvorada da civilização; o sopro que vem da selva, e rodopia em turbilhão, e quebra os deuses de pedra; o poder ante o qual as nações do Oriente se prostram, rastejantes; o sopro à frente do qual os profetas primitivos correram nus e aos gritos, simultaneamente proclamando o seu deus e dele fugindo; o temor que está enraizado, com razão, nos princípios de toda a religião, verdadeira ou falsa: o temor do Senhor que é princípio mas não fim de toda a sabedoria.”

G. K. Chesterton, Santo Tomás de Aquino

Tomás responde: O cisma é um pecado especial?

Iluminura do séc. XIV onde Dante vê, horrorizado, os semeadores de escândalo e cismáticos percorrendo a vala onde, a cada volta, são cortados ao meio por um diabo

Parece que o cisma não é um pecado especial:

1. Com efeito, diz o papa Pelágio, o cismo “soa a ruptura”. Ora, todo pecado causa uma ruptura. Está escrito em Isaías (59,2): “Vossos pecados vos dividiram de vosso Deus”. Logo, o cisma não é um pecado especial.

2. Além disso, são considerados cismáticos aqueles que não obedecem à Igreja. Ora, em todos os seus pecados o homem desobedece aos preceitos da Igreja, pois, segundo Ambrósio, o pecado é “uma desobediência aos mandamentos celestes”. Logo, todo pecado é um cisma.

3. Ademais, a heresia nos separa da unidade da fé. Portanto, se o cisma implica uma divisão, parece não se diferenciar do pecado de infidelidade como um pecado especial.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, Agostinho distingue entre cisma e heresia, quando diz: “O cismático tem as mesmas crenças e os mesmos ritos que os outros; só se compraz na separação da congregação. O herege, porém, tem opiniões que o afastam do que a Igreja Católica crê”. Portanto, o cisma é um pecado especial.

Segundo Isidoro, chamou-se com o nome de cisma “a cisão dos ânimos”. Ora, a cisão opõe-se à unidade. Por isso se diz que o pecado de cisma se opõe diretamente e por si à unidade. Com efeito, assim como na natureza, o que é acidental não constitui a espécie, assim também na moral. O que é intencional é essencial, enquanto o que está fora da intenção existe como acidental. Por isso o pecado de cisma é propriamente um pecado especial, pelo fato de alguém tender a se separar da unidade realizada pela caridade. A caridade une não somente uma pessoa a outra pelo laço do amor espiritual, mas ainda toda a Igreja na unidade do Espírito. Chamam-se, portanto, cismáticos propriamente ditos aqueles que por si mesmos e intencionalmente se separam da unidade da Igreja, que é a unidade principal. A união articular entre os indivíduos é, pois, ordenada à unidade da Igreja, da mesma forma que a organização dos diversos membros no corpo natural é ordenada à unidade do corpo inteiro.

Ora, pode-se considerar a unidade da igreja de duas maneiras: na conexão ou na comunhão recíproca dos membros da Igreja entre si; e, além disso, na ordenação de todos os membros da Igreja a uma única cabeça. Segundo a Carta aos Colossenses (2, 18-19): “Inchado pelo sentido de sua carne e não se mantendo unido à cabeça, da qual todo o corpo, por suas articulações e ligamentos, recebe alimento e coesão para realizar seu crescimento em Deus”. Ora, esta Cabeça é o próprio Cristo, do qual o soberano pontífice faz Saiba mais

Chestertoninas: Filosofia e “filosofias”

“Ora, vale a pena notar que esta é a única filosofia construtiva. De quase todas as outras filosofias se pode dizer, com toda a verdade, que os seus adeptos procedem contrariamente ao que pensam, ou não fazem nada. Nenhum cético procede como tal, assim como não procede fatalmente nenhum fatalista. Todos, sem exceção, procedem segundo o princípio de que é possível supor o que não é possível crer. Nenhum materialista, persuadido de que as suas resoluções são obras do barro, sangue e hereditariedade, hesita em tomar as suas resoluções por si mesmo. Nenhum cético, que crê que a verdade é subjetiva, tem nenhuma hesitação em considera-la objetiva.

Por isso a obra de Tomás de Aquino possui uma qualidade construtiva que não existe em quase nenhum dos sistemas cósmicos posteriores. Porque ele já está construindo uma casa, enquanto os especuladores mais recentes se encontram ainda na fase de experimentar os degraus de uma escada de mão, a mostrar a irremediável fragilidade dos tijolos mal cozidos, a analisar quimicamente o nível de bolha de ar, e comumente questionando até a possibilidade de fabricar as ferramentas com que se há de construir a casa. Tomás de Aquino está muito à frente deles, muito além do que se costuma imaginar quando se diz que um homem está à frente do seu século; está séculos adiante do nosso. Lançou uma ponte sobre o abismo da primeira dúvida e encontrou a realidade para além – e sobre ela começou a edificar. A maior parte das filosofias modernas não são filosofia, mas dúvida filosófica, isto é, dúvida sobre a possibilidade de haver filosofia.”

G. K. Chesterton, Santo Tomás de Aquino

Tomás responde: O herege, que não crê em um artigo da fé, pode ter fé informe nos outros artigos?

Gustaf Vasakyrkan, “Os santos triunfam sobre a heresia“, Estocolmo

Parece que o herege, que não crê em um artigo da fé, pode ter fé informe nos outros artigos:

1. Com efeito, o intelecto natural do herege não é mais potente que o do católico. Ora, o intelecto do católico para crer qualquer artigo da fé deve ser ajudado pelo dom da fé. Logo, parece que nem os hereges podem crer alguns artigos da fé sem o dom da fé informe.

2. Além disso, como a fé contém muitos artigos, assim também, uma mesma ciência, por exemplo, a geometria, contém muitas conclusões. Ora, um homem pode ter ciência de certas conclusões geométricas, ignorando outras. Logo, o homem pode ter fé em alguns artigos da fé, não crendo, porém, em outros.

3. Ademais, assim como o homem obedece a Deus para crer artigos de fé, assim também, para observar os mandamentos da lei. Ora, o homem pode ser obediente acerca de alguns mandamentos, mas não acerca de outros. Logo, também pode ter fé em alguns artigos e não em outros.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, como o pecado mortal contraria a caridade, assim também descrer um artigo contraria a fé. Mas, a caridade não permanece no homem depois do pecado mortal. Logo, nem a fé, em quem não crê num artigo.

O herege que descrê de um artigo de fé não tem o hábito da fé, nem da fé formada nem da fé informe. E a razão disso é que a espécie de qualquer hábito depende da razão formal do objeto. Se esta desaparece, desaparece também a espécie do hábito. O objeto formal da fé é a verdade primeira manifestada nas Sagradas Escrituras e na doutrina da Igreja. Por isso, aquele que não adere como a uma regra infalível e divina à doutrina da Igreja, que procede da verdade primeira revelada nas Sagradas Escrituras, não tem o hábito da fé, mas aceita as verdades da fé de modo diferente que pela fé. Como alguém que tivesse em sua mente alguma conclusão sem conhecer o meio que serve para demonstrá-la; é evidente que não tem dela ciência, mas somente uma opinião.

Ora, é claro que quem adere à doutrina da Igreja como à regra infalível, dá seu assentimento a tudo o que a Igreja ensina. Ao contrário, se do que ela ensina, aceitasse como lhe apraz, umas coisas e não outras, já não aderiria à doutrina da Igreja como regra infalível, mas à própria vontade. E assim é claro que o herético que descrê pertinazmente um artigo não está disposto a seguir em Saiba mais

Perseguição hoje: Atentados a igrejas matam 40 na Nigéria

Chega a 40 o número de mortos em ataques a igrejas na Nigéria

Ataques a bomba atingiram igrejas durante celebrações de Natal no país.
Porta-voz de grupo islâmico Boko Haram assumiu a autoria dos atentados.

 Da France Presse

Ataques a bomba contra igrejas durante as celebrações de Natal mataram 40 pessoas neste domingo na Nigéria, em meio à crescente violência, reivindicada por um grupo islâmico.

A seita islamita Boko Haram assumiu a autoria do atentado contra uma igreja de Madalla, perto da capital, Abuja, que matou 35 pessoas, enquanto três novas explosões foram registradas em igrejas do país, uma delas na igreja evangélica da cidade de Jos (centro), na qual morreu um policial que vigiava o templo, e em Damaturu, onde quatro pessoas faleceram.

“Somos responsáveis por todos os ataques dos últimos dias, inclusive a bomba na igreja de Madalla”, disse, em declarações por telefone, um porta-voz da Boko Haram, Abul Qaqa.

“Continuaremos lançando ataques como estes no norte do país nos próximos dias”, advertiu a fonte.

Homens olham para dentro de um carro que explodiu próximo a uma igreja católica em Abuja, capital da Nigéria, neste domingo (25) (Foto: AFP)Homens olham para dentro de um carro que explodiu próximo a uma igreja católica em Abuja, capital da Nigéria, neste domingo (25) (Foto: AFP)

Segundo o padre Christopher Bard, a explosão em Madalla aconteceu ao final da missa de Natal.

O ministro do Interior, Caleb Olubolad, que visitou uma das igrejas atacadas, disse que “é como se ocorresse uma guerra interna no país”. “Devemos estar realmente à altura e enfrentar a situação”.

Na quinta e na sexta-feiras, confrontos entre o grupo, que promove a criação de um Estado islâmico na Nigéria, e forças de ordem no nordeste do país deixaram 100 mortos.

Vaticano
Segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o ataque foi fruto de um “ódio cego e absurdo”.

“O atentado contra a igreja na Nigéria, precisamente no dia de Natal, manifesta infelizmente mais uma vez um ódio cego e absurdo que não tem nenhum Saiba mais

Perseguição hoje: Três catequistas assassinados na Índia

Três pessoas foram detidas por matar catequista católico
Número de mortos em Kandhamal, na Índia, sobe para três em 2011

Kandhamal,Índia, sexta-feira, 23 de dezembro de 2011(ZENIT.org) -Três pessoas foram presas por ligação com a morte de um catequista católico e ativista dos direitos humanos, morto no estado de Orissa, na Índia, no início desta semana.

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O arcebispo John Barwa de Cuttack-Bhubaneswar, na Índia, disse à Ajuda à Igreja que Sofre, que a prisão foi feita pela ligação com a morte de Rabindra Parichha, cujo corpo foi encontrado em Parichha Bhanjanagar em no distrito de Kandhamal no domingo, 18 de Dezembro.

Rabindra Parichha, 47, foi o terceiro catequista morto este ano em Kandhamal, no estado de Orissa - que foi cenário de ataques contra cristãos em 2008, onde 54 mil fiéis ficaram desabrigadas após o incêndio de 4.640 casas.

O arcebispo Barwa disse: “A polícia prendeu três pessoas ligadas com o caso e radicais Hindus poderiam estar por trás do assassinato.”

O Arcebispo, que ensinou o Sr. Parichha quando estudante, prestou homenagem ao catequista assassinado.

Ele disse a AIS: “Pariccha era um excelente trabalhador no campo social, em favor dos direitos dos Dalit”; referindo-se ao trabalho de Parichha com o grupo social mais desfavorecido no país - que era conhecido como “Os intocáveis”. O Sr. Parichha trabalhou no Centro de Apoio Legal Orissa.

De acordo com a agência de notícias Fides, fontes locais informaram que o catequista deixou a casa da família depois de receber o telefonema de um vizinho.

Após uma busca infrutífera pelo mesmo, a família do Sr. Parichha avisou a polícia, que encontrou o corpo na manhã seguinte, pelas vias de Kabi Samrat Upendra Bhanja College.

A garganta do Sr. Parichha tinha sido cortada e havia ferimentos de faca nas mãos e no estômago.

Por John Newton e Javier Fariñas

Perseguição hoje – Iraque: sequestro, depredação, assassinato

Iraque: cancelada a missa da vigília em muitas cidades
Na proximidade do Natal se intensificam os ataques aos cristãos

ROMA, quinta-feira, 22 de dezembro, 2011 (ZENIT.org) – Monsenhor Louis Sako, Arcebispo católico-caldeu de Kirkuk, norte do Iraque, declarou à Ajuda à Igreja que Sofre que os cristãos estão assustados com os recentes ataques.

O bispo disse que não será possível celebrar a Missa da meia-noite por causa do alto risco para a segurança dos fiéis (todas as liturgias do tempo do Natal serão celebradas durante o dia) e que os cristãos não mostrarão decorações de Natal fora das suas casas.

“A Missa do Galo para a véspera de Natal – disse o arcebispo Sako – foi cancelada em Bagdá, Mosul e Kirkuk, devido aos contínuos ataques terroristas contra os cristãos e do ataque contra a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ocorrido dia 31 de outubro, em que 57 pessoas foram mortas”.

De acordo com o arcebispo de Kirkuk, a segurança no país está se tornando cada vez mais precária, como resultado da retirada das tropas dos EUA no início deste mês.
Monsenhor Sako argumentou, no entanto, que a situação está dramaticamente marcada por contrastes de poder político entre sunitas e xiitas.

As declarações do arcebispo foram precedidas por um grande número de incidentes no norte da província do Curdistão, antes considerada “segura”, tendo atraído muitos cristãos do Sul.
Em Erbil, a capital do Curdistão, um cristão de 29 anos, Sermat Patros, foi seqüestrado na tarde do passado 12 de dezembro.

Na semana anterior, entre 2 e 5 de Dezembro, mais ou menos 30 lojas de propriedade dos cristãos foram queimadas em Zakho, na província curda de Dohuk, perto da fronteira com a Turquia. Muitas das lojas assaltadas vendem álcool e foi relatado que as violências são consequência da condenação contra as vendas de licores, proclamada durante as orações da sexta-feira.

Além destes incidentes, destacamos o assassinato de dois esposos cristãos, Adnan Elia Jakmakji e Raghad al Tawil, ocorridas num tiroteio a bordo de seu carro em Mossul, norte do Iraque, no passado 13 de dezembro. Segundo o que foi relatado, o casal foi deliberadamente observado e assassinado.

Ajuda à Igreja que Sofre tem exortado os cristãos de todo o mundo para orarem pelos seus irmãos iraquianos, durante todo o tempo do Natal, um sinal de solidariedade.

Perseguição hoje: Cristã acusada de blasfêmia no Paquistão

Paquistão: saúde mental de Asia Bibi corre perigo
Diretor da Fundação Masihi informa sobre a situação da acusada

LAHORE (Paquistão), quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 (ZENIT.org) – Asia Bibi, uma mulher cristã acusada de blasfêmia contra Maomé e condenada à morte em novembro de 2010, precisa de cuidados médicos urgentes para não sucumbir a graves transtornos mentais.

O alarme sobre a situação foi lançado pela agência Fides (20 de dezembro), que coletou as últimas declarações do diretor da Fundação Masihi (MF), Haroon Barkat Masih, que presta assessoria jurídica e material para a mulher, presa desde 9 de junho de 2010. Conforme relatado pela Agência Fides, Asia Bibi precisa de “um completo exame médico”.

Uma delegação internacional da fundação pôde atender Bibi nesta segunda-feira (19) na prisão de Sheikpura, para verificar suas condições, oferecer palavras de consolação e enviar saudações de Natal. Condenada à morte em primeira instância em 7 de novembro de 2010, o processo de recurso ainda está pendente na Alta Corte de Lahore.

No final da visita, a fundação divulgou uma declaração dramática. “Por causa do seu isolamento, Asia Bibi, 46 anos, parece consideravelmente mais velha, tem a pele Saiba mais

What Child is This? (c/ tradução)

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What Child Is This?

Que criança é essa?

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What child is this who, laid to rest

Que criança é essa que, colocado a descansar

On Mary’s lap, is sleeping?

No colo de Maria, está dormindo?

Whom angels greet with anthems sweet,

Que os anjos saúdam docemente com cânticos,

While shepherds watch are keeping?

Enquanto pastores continuam Saiba mais

Perseguição hoje: Cristão preso no Paquistão por acusação falsa

Outro cristão acusado de blasfêmia no Paquistão
A arquidiocese de lahore negou os relatos

LAHORE, sexta-feira, 16 de dezembro de 2011(ZENIT.org)- A Arquidiocese de Lahore no Paquistão, negou os relatos de que um católico de 24 anos teria queimado páginas do Alcorão.

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As alegações de que Khuram Masih destruiu parte do livro sagrado muçulmano são infundadas – e muitos relatos da mídia sobre o caso são imprecisos – disse um porta-voz da arquidiocese à Fundação Católica Ajuda a Igreja que Sofre.

O porta-voz afirmou que Masih, preso no dia 6 de dezembro, foi falsamente acusado por sua namorada Hindu, com quem estava convivendo “fora do casamento”, pois seus pais se opuseram fortemente ao matrimônio.

De acordo com a arquidiocese, a família do proprietário muçulmano da casa em que o casal estava morando, pressionou a jovem mulher – a chantageando depois que ela não quis se converter ao islamismo, ameaçando-a com o apedrejamento por “viver em pecado”.

Disse que ela seria morta se não cooperasse; a namorada Hindu do Sr Masih foi forçada a chamar a polícia e acusá-lo de queimar páginas do Alcorão para ferver o chá sobre o fogo.

A polícia, que não Saiba mais

Perseguição hoje: Cristãos só podem entoar cantigas de natal com permissão da polícia

Malásia: Cristãos só podem entoar cantigas de natal com permissão da Polícia

ROMA, 19 Dez. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- Os cristãos de duas igrejas da Malásia rechaçaram a exigência da Polícia, que através de uma nota, informou que só poderão cantar canções de natal em templos e lares com autorização.

Conforme informou esta quinta-feira a agência Fides, duas igrejas de Klang, nos subúrbios de Kuala Lumpur (Malásia), receberam uma nota da Polícia pedindo nomes e dados das pessoas que cantam canções de natal, já que, segundo as autoridades, requer-se uma autorização prévia para poder fazê-lo dentro dos seus templos e lares.

O Presidente da Conferência Episcopal, Dom Paul Tan Chee Ing, disse à Fides que se a Polícia segue exigindo “estes requisitos burocráticos”, o país estará em “um estado policial”.

Nesse sentido, o diretor do semanário diocesano “Herald”, Pe. Andrew Lawrence, explicou à agência vaticana que o ocorrido “é uma interpretação estrita das normas vigentes sobre o exercício de atividades de culto e a liberdade de religião. A polícia tem uma confusão total. Depois dos protestos dos cristãos, os representantes do governo negaram a Saiba mais

Perseguição hoje: “Ecofeminista” sabota trabalho com cristãos

Ecofeminista sabota iniciativa solidária de uma universidade canadense por trabalhar com cristãos

TORONTO, 16 Dez. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- Em um novo caso de intolerância religiosa, uma socióloga “ecofeminista” peruano-canadense pôs em risco um importante programa solidário da Brock University no Canadá que favoreceu a mais de cem mil peruanos pobres nos últimos sete anos e que também atuou ajudando os desfavorecidos no Brasil.

A controvertida socióloga Ana Isla, professora assistente da universidade, mobilizo o Centro de Estudos da Mulher da Brock para deter o projeto Solidarity Experiences Abroad (SEA, Experiências Solidárias Internacionais), devido a que surgiu por iniciativa do encarregado de pastoral católica da universidade.

Isla, conhecida no campus de Brock por seu discurso radical de intolerância anti-religiosa, fez circular desde o final de novembro uma carta entre professores e administratadores da Brock University com uma série de graves acusações sem provas contra o programa solidário que conta com o apoio das autoridades educativas.

Ante esta agressiva campanha, 200 alunos e ex-alunos participantes de SEA, enviaram cartas de apoio ao programa universitário nas que desmentem categoricamente as alegações de Ana Isla.

Desde sua criação em 2004, como um programa não confessional, o SEA permitiu que mil estudantes da Brock e outras 16 universidades “desenvolvessem suas carreiras em Saiba mais

Chestertoninas: A tirania da especialização

“Teorias gerais são desprezadas em todos os lugares; a doutrina dos Direitos do Homem é posta de lado juntamente com a doutrina do Pecado Original. O ateísmo, aos olhos do mundo atual, é muito teológico. A revolução é, em grande parte, um sistema; a liberdade é, em grande parte, uma limitação. Não teremos generalizações.  O Sr Bernard Shaw resumiu a situação num perfeito epigrama: “A regra de ouro é que não há regra de ouro”. Tendemos cada vez mais a discutir detalhes em arte, política e literatura. A opinião de um homem sobre os bondes tem importância; sua opinião sobre Botticelli tem importância; sua opinião sobre todas as coisas não tem importância. Pode se mudar de opinião e explorar milhões de objetos, mas não deve encontrar aquele objeto estranho, o universo, pois se o fizer, terá uma religião, e estará perdido. Tudo tem importância, exceto tudo.”

G. K. Chesterton, Hereges

Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, Igreja, Teologia, Filosofia

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