Tomás responde: Devem ser adoradas de algum modo as relíquias dos santos?

Ampola com sangue do Beato João Paulo II

Parece que não devem ser adoradas de modo algum as relíquias dos santos:

1. Com efeito, não devemos fazer nada que possa ser ocasião de erro. Ora, adorar as relíquias dos mortos parece cair no erro dos pagãos, que rendiam culto aos mortos. Logo, não devem ser honradas as relíquias dos santos.

2. Além disso, parece uma tolice venerar um objeto insensível. Ora, as relíquias dos santos são insensíveis. Logo, é tolice venerá-las.

3. Ademais, um corpo morto não é da mesma espécie do que um corpo vivo; e, por conseguinte não parece ser numericamente o mesmo. Parece, pois, que depois da morte de um santo, o seu corpo não deve ser adorado.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, diz o livro dos Dogmas eclesiásticos: “Cremos que devem ser adorados com sinceridade os corpos dos santos, e principalmente as relíquias dos bem-aventurados mártires, como se fossem os membros de Cristo”. E acrescenta logo depois: “Se alguém for contra esta doutrina, não é cristão, mas seguidor de Eunômio e de Vigilâncio”.

Agostinho afirma: “Se a roupa e a aliança de um pai, ou outras coisas parecidas, são tanto mais apreciadas pelos filhos quanto maior é o seu amor pelos pais, de modo algum devem ser desprezados os corpos que, sem dúvida, são para nós muito mais familiares e intimamente unidos do que qualquer roupa que vistamos; pois os corpos pertencem à natureza mesma do homem”. É evidente que quem ama uma pessoa, depois de sua morte, venera tudo o que fica dela; não só o corpo ou as partes dele, mas também objetos exteriores, por exemplo, as roupas ou coisas semelhantes. É, pois, evidente que devemos ter veneração pelos santos de Deus como membros de Cristo, filhos e amigos de Deus e intercessores nossos. E, portanto, em memória deles, devemos venerar dignamente qualquer relíquia deles, principalmente os seus corpos, que foram templos e órgãos do Espírito Santo, que habitou e agiu neles, e que devem ser configurados ao corpo de Cristo pela glória da ressurreição. Por isso, o próprio Deus honra como convém as suas relíquias, pelos Leia mais deste post

Tomás responde: Deve-se adorar a mãe de Deus com adoração de latria?

Theotokos de Vladimir (séc. XII), também conhecido como Nossa Senhora de VladimirVirgem de Vladimir ou Vladimirskaya (Russo: Владимирская Богоматерь), é um dos mais venerados ícones ortodoxos. A “Theotokos” que significa literalmente “Portadora de Deus” ou alternadamente Mãe de Deus, é considerada como a protetora da Rússia. O ícone encontra-se na galeria Tretyakov, Moscou.

Parece que se deve adorar a mãe de Deus com adoração de latria, pois:

1. Parece que a mesma honra deve ser tributada ao rei e à mãe de rei, como afirma o livro dos Reis: “Foi colocado um trono para a mãe do rei e ela se sentou à sua direita” (I Re 2, 19). E Agostinho diz: “É justo que o trono de Deus, o leito nupcial do Senhor do céu e o tabernáculo de Cristo estejam lá onde se encontra o próprio Cristo”. Ora, Cristo é adorado com adoração de latria. Logo, também sua mãe.

2. Além disso, afirma Damasceno que “a honra à mãe remete ao filho”. Ora, o Filho é adorado com adoração de latria. Logo, a mãe também.

3. Ademais, a mãe de Cristo esteve mais unida a ele do que a cruz. Ora, a cruz é adorada com adoração de Leia mais deste post

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