Olavo de Carvalho e Santo Tomás

“Assisti um maravilhoso DVD do filósofo Olavo de Carvalho e também li o livro que vem junto com o DVD e corresponde a transcrição da palestra. Nele o filósofo descreve o processo de ruptura entre as culturas sacra e mundana, mostrando a diferença do conceito de razão para Santo Tomás de Aquino e aquilo que compreendemos como razão hoje. Neste DVD conhecemos a descrição da estrutura de realidade segundo Santo Tomás e sua crença de que a abertura para a transcendência é condição básica para a racionalidade humana. Segundo Olavo, “a abertura para a transcendência é a alma humana. E ela não tem nada a ver com religião. Ela é um pressuposto da razão humana e um pressuposto da própria existência da religião. É imperdível e de uma racionalidade que chega a ser cortante! Em tempo: este DVD pode ser encontrado no site da Editora Ecclesiae. Trata-se de um curso de filosofia ministrado pelo Olavo de Carvalho título nº 18, ‘Santo Tomás de Aquino’.”

Fonte: Roberto Wagner Lima Nogueira

Os grandes temas da Idade Média (I): Os universais

Julián Marías
Leia também: Os grandes temas da Idade Média (II): A criação

A questão dos universais ocupa toda a Idade Média; chegou-se a dizer que toda a história da Escolástica é a da disputa em torno dos universais; isso não é correto; mas o problema está presente em todos os outros problemas e se desenvolve em íntima conexão com a totalidade deles. Os universais são os gêneros e as espécies e se opõe aos indivíduos; a questão é saber que tipo de realidade corresponde a esses universais. Os objetos que se apresentam a nossos sentidos são indivíduos: este, aquele; em contrapartida, os conceitos com que pensamos esses mesmos objetos são universais: o homem, a árvore. As coisas que temos à vista são pensadas mediante suas espécies e seus gêneros; qual a relação desses universais com elas? Em outras palavras, em que medida nossos conhecimentos se referem à realidade? Coloca-se, portanto, o problema de saber se Leia mais deste post

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