Terroristas sírios crucificam cristãos. O Papa chora.

cristãos-cruficiados-480x359

Pesssoas observam homem crucificado em Raqqa, na Síria, por terroristas islâmicos

O papa Francisco confessou ter chorado ao saber da notícia de que alguns cristãos tinham sido crucificados na Síria nos últimos dias, disse nesta sexta-feira durante a homilia da missa que realiza a cada manhã em sua residência no Vaticano. “Eu chorei quando vi nos meios de comunicação a notícia de que cristãos tinham sido foram crucificados em certo país não cristão”, explicou o papa em referência ao acontecimento durante a guerra civil síria.

Citando passagens da Bíblia e a perseguição dos primeiros cristãos, o papa acrescentou que “hoje também há gente assim, que, em nome de Deus, mata e persegue”. Em relação à perseguição, Francisco lembrou que “existem países em que você pode ser preso apenas por levar o Evangelho”. Há poucos dias, o site da Rádio Vaticano publicou as declarações de uma freira, a irmã Raghida, que tinha estado na Síria e denunciou que cristãos estavam sendo crucificados em povoados ocupados por grupos de muçulmanos extremistas.

Crucificados
Nesta quarta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, entidade civil sediada em Londres, divulgou imagens que seriam de cristãos crucificados publicamente na cidade de Raqqa, no norte da Síria. A imprensa internacional não conseguiu provar a autenticidade das fotos nem quando teriam ocorrido as crucificações. Também não está claro se os homens foram mortos antes ou durante a crucificação.

Segundo a entidade, as mortes teriam sido obra do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), um grupo extremamente radical que sofre ataques inclusive de outras milícias muçulmanas que não concordam com suas ações. Ainda segundo o Observatório Sírio, os homens crucificados teriam realizado ataques com granada contra um dos militantes do grupo no início deste mês. Em uma faixa amarrada em torno de um dos homens mortos há a mensagem em árabe: “Este homem lutou contra os muçulmanos e jogou uma granada neste lugar”.

No início deste ano, os cristãos de Raqqa foram informados pelos rebeldes extremistas de que eles teriam de começar a pagar um “imposto de proteção”. Sua liberdade de culto também foi controlada drasticamente pelos membros do EIIL, que proibiram os cristãos de exibir símbolos religiosos fora das igrejas, orar em público, badalar sinos em templos, entre outras restrições.

Por Reinaldo Azevedo

Perseguição hoje: Perseguição e assassinato na Síria

Assassinam a um cristão na Síria e confirmam ultimato de muçulmanos contra essa minoria

ROMA, 13 Jun. 12 (ACI/EWTN Noticias) .- O cristão Maurice Bitar foi assassinado por um franco-atirador ao sair da sua casa no Qusayr, perto da cidade do Homs (Síria), onde a população cristã se viu obrigada a fugir depois do ultimato de uma facção armada de muçulmanos das forças opositoras.

Conforme informou a agência vaticana Fides, a coordenação do exército de libertação sírio do Qusayr se diz “transtornado pela notícia” do ultimato e o rechaça, afirmando que “não é responsável e não o compartilha de maneira nenhuma”.

Entretanto, dois sacerdotes católicos que recentemente fugiram do Qusayr confirmaram ter ouvido sobre o ultimato anunciado e ter abandonado a cidade “junto com muitas famílias de refugiados”.

“A situação nesta zona é insustentável e está exposta à anarquia total, os cristãos se enfrentam a uma dura realidade: ou unir-se à oposição, envolvendo seus jovens, ou ser vítimas de perseguições, discriminações e violência”, assinalou uma fonte da agência Fides.

Do mesmo modo, indicou-se que numerosos observadores na Síria e no exterior confirmaram que as forças opositoras estão encaminhando-se para uma ideologia sunita extremista. “Os bandos e grupos militares que operam de forma independente, fora da coordenação do Exército de Libertação da Síria, são numerosos”.

Finalmente, informou-se que depois do ultimato alguns cristãos optaram por permanecer no Qusayr, expondo-se a riscos consideráveis.

%d blogueiros gostam disto: