Redescobrindo Giotto

Giotto, dia da ascensão do evangelista João, capela Peruzzi da basílica da Santa Cruz, em Florença (clique para ampliar)

FLORENÇA, sexta-feira, 12 de março de 2010 (ZENIT.org).- Uma luz ultravioleta revelou detalhes até então desconhecidos dos afrescos de Giotto, localizados na capela Peruzzi da basílica da Santa Cruz, em Florença.

Trata-se das pinturas que recriam passagens das vidas de São João Batista e São João Evangelista, datadas de cerca do ano 1.320, onde antes só se podia ver uma sombra pálida.

Giotto, evangelista João em Patmos, capela Peruzzi da basílica da Santa Cruz, em Florença (clique para ampliar)

Graças a essa descoberta, os restauradores podem ver alguns volumes, decorações e detalhes com um surpreendente naturalismo, o que tornam essas obras Leia mais deste post

Um povo que caminha: as peregrinações

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No tímpano de Autun, na cena do Juízo Final, todos os mortos saem do túmulo nus como Adão, exceto dois peregrinos que trazem aos ombros as suas sacolas de mantimentos, uma delas marcada com a cruz da Terra Santa e a outra com a concha de Santiago. Sob a proteção desses emblemas, pode-se enfrentar o julgamento de Deus.

Todos vão ou desejam ir em peregrinação, sejam grandes ou humildes, prelados ou príncipes, artesãos ou lavradores. Nessa enorme multidão, vestida com o mesmo hábito tradicional, as classes confundem-se fraternalmente. Há também peregrinos de todas as idades, desde crianças de doze anos até octogenários, todos eles percorrendo penosas etapas. Aguardam-nos dificuldades e perigos sem conta. Em princípio, o caráter sagrado da marcha deveria protegê-los, mas são atacados por salteadores sem fé. A longa caminhada a pé, o cansaço e o frio são rudes penitências. Não há dúvida de que existem cristãos generosos que abrem aos romeiros a sua casa e a sua mesa, chegando a matar Leia mais deste post

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