Chesterton: Os sete pecados capitais – Parte 2/2

“O mundo moderno tem tentado pegar os sete pecados capitais e transformá-los em virtudes, para exaltá-los e dar a eles um novo nome. Exaltamos a luxúria chamando-a de ‘amor livre’ ou ‘direitos homossexuais’. Exaltamos a avareza chamando-a de ‘oportunidade econômica’. Exaltamos a inveja chamando-a de ‘o caminho para o sucesso’. Exaltamos a ira chamando-a de ‘assertividade’. Exaltamos a preguiça chamando-a de ‘tolerância’. E exaltamos o orgulho chamando-o de ‘auto-estima’. Como Chesterton diz, ‘Uma nova filosofia geralmente significa o louvor a algum vício antigo’. O melhor para nós é tratar o pecado honestamente. Admitindo-o como pecado. E o melhor lugar para tratar disso honestamente é no confessionário.”

Chesterton: Os sete pecados capitais – Parte 1/2

Tomás responde: A avareza é a raiz de todos os pecados?

Gustave Doré (1832-1883), Os avarentos. Dante conversa com o papa Adriano V (Divina Comédia, Purgatório, Canto XIX)

Parece que a avareza não é a raiz de todos os pecados:

1. Com efeito, a avareza é o imoderado apetite das riquezas e opõe-se à virtude da liberalidade. Ora, a liberalidade não é a raiz de todas as virtudes. Logo, a avareza não é a raiz de todos os vícios.

2. Além disso, o desejo dos meios procede do desejo do fim. Ora, as riquezas, objeto da avareza, só são desejadas como meios úteis, como diz o livro I da Ética. Logo, a avareza não é a raiz de todo pecado, mas procede de outra raiz anterior.

3. Ademais, freqüentemente a avareza, também chamada cupidez, tem sua origem em Leia mais deste post

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