Bizâncio cismática caminha para a queda (I)

Abraço entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras I
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No dia seguinte ao cisma

Enquanto o Ocidente levantava o monumento de uma das civilizações mais fecundas que já existiram, era bem diferente o espetáculo oferecido pelo Oriente. Não que Bizâncio tivesse deixado de ser a Bizâncio que herdara as glórias de Teodósio e Justiniano, o baluarte de muralhas e de códigos que enfrentara a barbárie desordenada, a capital econômica, espiritual e ao mesmo tempo política em que palpitava o coração do mundo mediterrâneo. Mas, embora ainda digno de admiração e respeito sob muitos aspectos, o vasto Império que a dinastia macedônia acabava de dirigir com pulso tão firme já não dava, em meados do século XI, a impressão de possuir uma vitalidade profunda. O grande navio seguia o seu curso sacudido por inúmeras tempestades: o passado seria, por si só, capaz de garantir o futuro?

Um acontecimento capital acabava de abater-se pesadamente sobre o seu destino: o Cisma de 1054. O lento desentendimento que se insinuara no decorrer dos séculos entre as duas metades da Igreja tinha múltiplas causas: evolução diferente dos ritos e práticas, mais fixos e uniformes no Oriente, mais variados no Ocidente; desacordos teológicos cuja importância os dois campos aumentavam Leia mais deste post

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