Chestertoninas: Caridade humana e caridade cristã

O general explodiu:

– Com todos os diabos! Se o senhor está pensando que vou me reconciliar com uma víbora como essa, quero lhe dizer que não sairia da minha boca uma única palavra que pudesse salvá-lo do inferno. Eu disse que poderia perdoar um duelo normal e leal, mas quanto a nojentos assassinos como esse…

O jornalista estava fora de si:

– Ele deveria ser linchado. Deveria ser queimado vivo como fazem com os negros nos Estados Unidos. E se existe mesmo essa história de queimar nos fogos eternos, é isso mesmo que…

Mallow também quis dar sua opinião:

– Por mim quero ficar o mais longe possível dele.

Lady Outram fora tomada de um acesso de tremor.

– Há um limite para a caridade humana…

O padre Brown acrescentou secamente:

– Há mesmo, e essa é a diferença real entre a caridade humana e a caridade cristã. Peço-lhes que me desculpem se não me deixei abater pelo desprezo de todos por minha falta de caridade hoje, ou pelas lições que pretenderam dar-me quanto ao perdão para todos os pecadores. E isso porque me parece que todo mundo só perdoa os pecados que não considera realmente pecados. O mundo só perdoa os criminosos quando eles cometem o que não é considerado um crime e sim apenas uma convenção. Então chegam a tolerar um duelo convencional da mesma forma que toleram um divórcio. Perdoam porque Leia mais deste post

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