O casamento e a homoafetividade

Gustave_Doré_LuxuriaGustave Doré, Almas condenadas pela luxúria (A Divina Comédia)

Leia também: Tomás responde: O pecado contra a natureza é uma espécie de luxúria?

Reflexões de Paulo Vasconcelos Jacobina, procurador regional da república e mestre em direito econômico

Por Paulo Vasconcelos Jacobina

BRASíLIA, 17 de Abril de 2013 (Zenit.org) – As uniões interpessoais de cunho sexual são questão de foro absolutamente íntimo. Nunca deveriam interessar ao Estado democrático salvo quanto a dois aspectos, que ultrapassam o plano da mera intimidade sexual:

1) a constituição de patrimônio (e neste ponto não há de fato diferença entre relacionamentos homossexuais e heterossexuais) e

2) na potencial geração natural, cuidado e criação estável de uma prole. É aqui que existe uma diferença fática entre as parelhas heterossexuais estáveis e monogâmicas, supostamente as únicas capazes de prestar este serviço à sociedade, e as outras formas de relacionamento humano, heterossexual, polissexual ou homossexual, de entre uma, duas ou mais pessoas.

O matrimônio, portanto, naquilo que respeita à regulação estatal, nunca representou intromissão ou valorização estatal de alguma forma de convivência sexual interpessoal, mas a regulamentação de patrimônio comum e prole. Trata-se de reconhecer e valorizar esta forma de viver consistente em gerar naturalmente e educar uma prole estavelmente, de modo a perpetuar os valores sociais e garantir a sobrevivência da sociedade – e do estado – por mais gerações. E que envolve ou não desejo sexual atual entre os cônjuges.

Os efeitos patrimoniais das relações de base sexual diversas da noção tradicional de matrimônio podem sempre ser licitamente regulados, bem como as relações parentais que eventualmente surgirem daí. Até aqui, concordam todos, cristãos, agnósticos, ateus, tradicionalistas ou revolucionários.

A tensão, portanto, estabelece-se apenas no fato de que há uma parcela da sociedade que, a partir de uma radicalização recente, não aceita que haja, como de fato há, uma Leia mais deste post

Tomás responde: O pecado contra a natureza é uma espécie de luxúria?

Jan Gossaert (Mabuse)(1478-1532), Adão e Eva

Resolvi colocar este artigo da Suma depois de ler o artigo “Cale-se! Para onde está indo a liberdade de expressão?“, de Chuck Colson, no Mídia Sem Máscara.

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Parece que o pecado contra a natureza não é uma espécie de luxúria:

1. Com efeito, na lista das espécies de luxúria apresentada no artigo anterior, não se menciona esse vício. Logo, o vício contra  a natureza não é uma espécie de luxúria.

2. Além disso, a luxúria opõe-se a uma virtude e, como tal, está incluída na malícia. Ora, o vício contra a natureza não está contido na malícia, mas na bestialidade, como está claro no Filósofo. Logo, o vício contra a natureza não é uma espécie de luxúria.

3. Ademais, a luxúria tem como matéria os atos dirigidos à geração humana, como se viu acima (q.53 a.2). Ora, o vício contra a natureza consiste em atos dos quais não decorre geração. Logo, o vício contra a natureza não é uma espécie de luxúria.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, enumera-se o vício contra a natureza entre as outras espécies de luxúria, quando se diz: “E não se converteram de sua impureza, de seu desregramento e de sua devassidão” (2Cor 12, 21). E a Glosa comenta: “Impureza, isto é, luxúria contra a natureza”.

Há sempre uma espécie determinada de luxúria onde houver uma razão especial de deformidades, que torne o ato sexual indecente. Isso pode ocorrer de dois modos: primeiro, quando choca com a reta razão, como é o caso de todos os vícios de luxúria; depois, quando, além disso, se opõe à própria ordem natural do ato sexual próprio da espécie humana, o que constitui o chamado vício contra a natureza. Isso pode se dar de muitas formas.

Primeiramente, se se procura a ejaculação, sem conjunção carnal, só pelo prazer sexual, o que constitui o pecado da impureza, que outros chamam de masturbação.

Em segundo lugar, se se realiza o coito com Leia mais deste post

Terapia das Doenças Espirituais

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Reuni em um único arquivo compactado as palestras do Pe. Paulo Ricardo sobre as doenças espirituais e sua cura. Padre Paulo Ricardo é famoso por suas palestras, nas quais manifesta sua perfeita comunhão com a doutrina da Igreja Católica. É também ardoroso combatente da horrível e emburrecedora “Heresia da Libertação” (em suas próprias palavras), tendo sua palestra denominada “Marxismo Cultural” alcançado ampla divulgação na internet. Quanto às doenças espirituais, os arquivos de áudio (em .mp3) estão assim divididos:

00. Doenças espirituais – Introdução
01. Filaucia
02. Três doenças fundamentais (gula/gastrimargia, vanglória/cenodoxia e avareza/filargia)
03. Gastrimargia
04. Terapia da Gastrimargia
05. Revolução Sexual e Marxismo
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