UT UNUM SINT – “O papel do bispo de Roma na comunhão da Igreja no primeiro milênio”

A 12ª Reunião da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica Romana realizou-se em Viena, na Áustria, uma cidade com uma longa história, uma ponte entre o Ocidente e o Oriente, com uma rica vida ecumênica. O encontro, generosa e fraternalmente organizado pela Arquidiocese Católica Romana de Viena,  deu-se no período de 20 a 27 Setembro de 2010.

Vinte e três membros católicos estiveram presentes. Todas as Igrejas Ortodoxas, com exceção do Patriarcado da Bulgária, foram representadas, ou seja, o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, o Patriarcado de Alexandria, o Patriarcado de Antioquia, o Patriarcado de Jerusalém, o Patriarcado de Moscou, o Patriarcado da Sérvia, o Patriarcado de Romênia, o Patriarcado da Geórgia, a Igreja de Chipre, a Igreja da Grécia, a Igreja da Polônia e a Igreja da Albânia e da Igreja do Tcheco e Eslováquia.

A Comissão trabalhou sob a coordenação de seus dois co-presidentes, Dom Kurt Koch e Dom Ioannes Zizioulas, metropolita de Pérgamo, assistidos pelos co-secretários, o metropolita Gennadios de Sassima (Limouris) do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, e Pe. Andrea Palmieri do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Na quarta-feira 22, na sessão plenária de abertura, a Comissão foi recebida calorosamente pelo anfitrião, o cardeal Christoph Schönborn de Viena, e por Dom Michael, Metropolita da Áustria – Patriarcado Ecumênico. Ambos enfatizaram a importância da realização do encontro em Viena, cidade que ocupa um lugar especial na Leia mais deste post

Bizâncio cismática caminha para a queda (I)

Abraço entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras I
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No dia seguinte ao cisma

Enquanto o Ocidente levantava o monumento de uma das civilizações mais fecundas que já existiram, era bem diferente o espetáculo oferecido pelo Oriente. Não que Bizâncio tivesse deixado de ser a Bizâncio que herdara as glórias de Teodósio e Justiniano, o baluarte de muralhas e de códigos que enfrentara a barbárie desordenada, a capital econômica, espiritual e ao mesmo tempo política em que palpitava o coração do mundo mediterrâneo. Mas, embora ainda digno de admiração e respeito sob muitos aspectos, o vasto Império que a dinastia macedônia acabava de dirigir com pulso tão firme já não dava, em meados do século XI, a impressão de possuir uma vitalidade profunda. O grande navio seguia o seu curso sacudido por inúmeras tempestades: o passado seria, por si só, capaz de garantir o futuro?

Um acontecimento capital acabava de abater-se pesadamente sobre o seu destino: o Cisma de 1054. O lento desentendimento que se insinuara no decorrer dos séculos entre as duas metades da Igreja tinha múltiplas causas: evolução diferente dos ritos e práticas, mais fixos e uniformes no Oriente, mais variados no Ocidente; desacordos teológicos cuja importância os dois campos aumentavam Leia mais deste post

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