Reinaldo Azevedo e Santo Tomás

Fra Bartolomeo (1472-1517), Tomás de Aquino

SANTO TOMÁS

Publico mais um texto inédito para os leitores do blog, que integra O País dos Petralhas. Parece-me que tem tudo a ver com estes dias. Avaliem.

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A editora Sétimo Selo acaba de prestar um segundo bom serviço ao pensamento com a publicação de “Sobre o mal”, de Santo Tomás de Aquino, em edição bilíngüe (português e latim), com tradução de Carlos Nougué. É o primeiro de prometidos quatro tomos. A editora já publicou em agosto “Da natureza do bem”, de Santo Agostinho. É um conforto saber que a Igreja nem sempre foi pautada pela teologia zoológica de Leonardo Boff (”A águia e a galinha”) ou pelo cristianismo marxista de Frei Betto. Quem, podendo liquidar seus algozes, morre na cruz, ou o faz para nos salvar (a todos, não só aos pobres) ou é um idiota.Tomás de Aquino (1225-1274), o mais importante pensador da Igreja, foi quem abriu a porta do enigma: há matérias que estão sujeitas à investigação da ciência e do pensamento, e há aquelas que estão no domínio da fé. Basta que não se ponham umas em lugar de outras: os cristãos fundamentalistas americanos não tentarão ministrar “Desenho inteligente” na aula de biologia, e os cientistas declinam de provar o erro da Bíblia à luz de “A origem das espécies”. O que não impede um médico de rezar uma Ave-Maria, em pensamento, enquanto está com as nossas vísceras na mão. Ou uma universidade católica de estudar o genoma do macaco, notre semblable, notre frère! , mas, ainda assim, impedido de ter fé — se é que vocês me entendem. E não tem porque não pode, não porque não quer.

As referências do pensamento contemporâneo foram se acanalhando, e estamos todos nos acostumando com a burrice militante. Com o PT, ela chegou ao poder e tentou ganhar o Leia mais deste post

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