TOMÁS DE AQUINO: ARMONÍA ENTRE FE CRISTIANA Y RAZÓN

Filippino Lippi, Triunfo de São Tomás de Aquino sobre os hereges. O filósofo está cercado por quatro figuras femininas que representam a filosofia, a astronomia, a teologia e  agramática (clique para ampliar)

Do Serviço de Informação do Vaticano, 02.06.2010:

CIUDAD DEL VATICANO, 2 JUN 2010 (VIS).-Benedicto XVI reanudó en la audiencia general de los miércoles, celebrada en la Plaza de San Pedro, las catequesis dedicadas  a los grandes santos de la Edad Media, hablando de Santo Tomás de Aquino, llamado el “Doctor Angélico” por la sublimidad de su pensamiento y pureza de vida”.

El Papa explicó que Tomás nació en torno al mil doscientos veinticinco en el seno de una familia noble, en Roccasecca (Italia), cerca de la Abadía de Montecasino. Siendo muy joven fue enviado a la Universidad de Nápoles, donde se interesó por primera vez por el pensamiento de Aristóteles y sintió la llamada a la vida religiosa.

En 1245 va a París para estudiar Teología bajo la guía de San Alberto Magno, que estima tanto a su alumno que le pide que lo acompañe a Colonia (Alemania) para la fundación de un centro teológico.

“Tomás de Aquino, a la escuela de Alberto Magno, llevó a cabo una operación de importancia capital para la historia de la filosofía y de la teología, así como de la historia y de la cultura -dijo el Papa- : estudió a fondo Leia mais deste post

A ação dos anjos sobre os homens (IV): O anjo pode agir sobre os sentidos humanos?

Giotto di Bondone (1266-1337), Vida de Cristo, Lamentação, Capela Scrovegni de Pádua, detalhe (clique para ampliar)

Parece que o anjo não pode agir sobre os sentidos humanos:

1. Com efeito, a operação dos sentidos é vital, e tal operação não provém de um princípio extrínseco. Logo, não pode ser causada por um anjo.

2. Além disso, a potência sensitiva é mais nobre que a nutritiva. Ora, parece que o anjo não pode agir sobre a potência nutritiva, nem sobre outras formas naturais. Logo, nem pode agir sobre a potência sensitiva.

3. Ademais, os sentidos movem-se naturalmente pelas coisas sensíveis. Ora, o anjo não pode agir sobre Leia mais deste post

A ação dos anjos sobre os homens (III): O anjo pode agir sobre a imaginação do homem?

Giotto di Bondone (1266-1337), Vida de Cristo, Lamentação, Capela Scrovegni de Pádua, detalhe (clique para ampliar)

Parece que o anjo não pode agir sobre a imaginação do homem:

1. Com efeito, segundo o livro da Alma, a fantasia é “um movimento realizado pelo sentido em ato”. Ora, se fosse feito por uma ação causada pelo anjo, não teria sido feita pelo sentido em ato.

2. Além disso, as formas que estão na imaginação, por serem espirituais, são mais nobres que aquelas que estão na matéria sensível. Ora, os anjos não podem imprimir Leia mais deste post

A ação dos anjos sobre os homens (II): Os anjos podem agir sobre a vontade do homem?

Giotto di Bondone (1266-1337), Vida de Cristo, Lamentação, Capela Scrovegni de Pádua, detalhe (clique para ampliar)

Parece que os anjos podem agir sobre a vontade do homem:

1. Com efeito, a propósito da passagem da Carta aos Hebreus: “Aquele que faz de seus anjos espíritos e de seus ministros chama de fogo” (1, 7), diz a Glosa: “São fogo porque têm o espírito ardente e queimam nossos vícios”. Ora, isso só é possível se podem agir sobre a vontade. Logo, os anjos podem agir sobre a vontade.

2. Além disso, Beda diz que “o diabo não inspira os maus pensamentos, mas os excita”. Já Damasceno vai mais longe, dizendo que também eles os inspiram, e acrescenta: toda malícia e as paixões imundas foram imaginadas pelos demônios e lhes foi concedido inspirá-las aos homens. Pela mesma razão, os anjos bons também Leia mais deste post

A ação dos anjos sobre os homens (I): O anjo pode iluminar o homem?

Giotto di Bondone (1266-1337), Vida de Cristo, Lamentação, Capela Scrovegni de Pádua, detalhe (clique para ampliar)

Uma vez que, como já vimos, os homens são guardados por anjos e cada homem é guardado por um anjo, resta agora saber como exatamente isso acontece, ou seja, como agem os anjos em nós, como se comunicam? Santo Tomás desenvolve o tema em quatro artigos, a saber:

1. O anjo pode iluminar o homem?

2. Os anjos podem agir sobre a vontade do homem?

3. O anjo pode agir sobre a imaginação do homem?

4. O anjo pode agir sobre os sentidos humanos?

Abaixo segue o primeiro artigo.

Parece que o anjo não pode iluminar o homem:

1. Com efeito, o homem é iluminado pela fé, tanto que Dionísio atribui a iluminação ao batismo, o sacramento da fé. Ora, a fé vem diretamente de Deus, como se diz na Carta aos Efésios: “É pela graça que vós sois salvos por meio da fé; e isso não depende de vós, é dom de Deus” (2, 8). Logo, o homem não é iluminado pelo anjo, mas imediatamente por Deus.

2. Além disso, a passagem da Carta aos Romanos que diz: “Deus lhes manifestou” (1, 19), a Glosa diz: “Não somente a razão natural foi útil manifestando aos homens as coisas divinas, mas ainda o próprio Deus lhes revelou por meio de sua obra”, ou seja Leia mais deste post

A Lei Moral 4: Há em nós uma lei natural?

Faith and Reason united, with St Thomas Aquinas teaching in the background and the inscription: “divinarum veritatum splendor, animo exceptus, ipsam juvat intelligentiam“, from Leo XIII’s encyclical Aeterni Patris (13). Painting by German painter Ludwig Seitz (1844–1908), Galleria dei Candelabri, Vatican (clique para ampliar).
Leia também:
A Lei Moral, ou “Como deixar um ateu em maus lençóis”
A Lei Moral 2: Lewis e a lei natural
A Lei Moral 3: O Esplendor da Verdade

Parece que não há em nós uma lei natural:

1. Com efeito, o homem é suficientemente governado pela lei eterna: diz Agostinho que “a lei eterna é aquela pela qual é justo que todas as coisas sejam ordenadíssimas”. Ora, a natureza não se excede nas coisas supérfluas, como não falta nas necessárias. Logo, não há uma lei natural para o homem.

2. Além disso, pela lei ordena-se o homem em seus atos para o fim, como acima se mostrou. Ora, a ordenação dos atos humanos para o fim não é pela natureza, como acontece nas criaturas irracionais, que só pelo apetite natural agem em razão do fim; mas age o homem Leia mais deste post

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