Tomás responde: A estultice se opõe à sabedoria?

tomas_respondoA palavra stultitia (estultice) parece vir de stupor (estupor). Por isso Isidoro disse: “O estulto é aquele que, por estupor, não se mexe”. A estultice difere da fatuidade, como se diz no mesmo lugar, por comportar um embotamento do coração e obscurecimento dos sentidos, enquanto a fatuidade implica uma total privação de sentido espiritual. Por isso, é exato opor a estultice à sabedoria. “Com efeito, diz Isidoro, ‘sábio’ (sapiens) vem de sabor (sapor) porque, assim como o gosto é capaz de distinguir o sabor dos alimentos, assim também o sábio é capaz de discernir as realidades e as causas”. Por isso, é claro que a estultice se opõe à sabedoria como a eu contrário, enquanto a fatuidade se lhe opõe como sua pura negação. O fátuo é desprovido do sentido do julgamento; o estulto tem este sentido mas embotado, enquanto o sábio o tem sutil e penetrante.

Suma Teológica II-II Q46 A1

Dilma, a Hipócrita

As Duas Vidas de Dilma

Dilma fica com inveja de Cristina Kirchner e desanda a falar besteira sobre a Igreja Católica e sobre o papa. Minha Nossa Senhora de Forma Geral!

Lamentáveis as declarações da presidente Dilma Rousseff sobre a Igreja e o papa Francisco. Ficou com inveja de Cristina Kirchner. O páreo, a depender da área, é duro. Vejam a violência que as duas praticaram contra o Paraguai no caso do Mercosul. O tratado do bloco recusa o ingresso de ditaduras. Jogaram fora a democracia paraguaia e acolheram a ditadura venezuelana. Em certos quesitos, as duas se juntam como massa negativa. O resultado é inferior à soma das partes. Antes que trate das batatadas da hora, cumpre lembrar um pouquinho a trajetória recente do binômio “Dilma-Igreja”, sempre destacando que a presidente brasileira tem uma boa maneira de se preservar de críticas como esta: dispensando-se de tratar de assuntos sobre os quais não entende nada. A Presidência da República, com seu vasto palco para enganos e desenganos laicos, deveria lhe bastar. Seria prudente abster-se dos temas religiosos. Ou, então, que vá estudar o tema.

Dilma, na vida adulta, nunca foi católica. Pode ter sido na infância e na primeira juventude por influência da família. Depois de taludinha, suas opções foram outras. Como ela já deu mostras de se orgulhar do seu passado, não vai se importar se eu lembrar que, em vez de se ajoelhar no altar do Cristo, preferiu os da Polop e da VAR-Palmares, duas organizações terroristas. Era da área de inteligência. Que se saiba, nunca matou ninguém, mas as organizações de que ela era um dos “seres inteligentes” mataram, sim. Em tempo de Comissão da Verdade, preferem fingir que isso é mentira. Mas é verdade! Com efeito, isso nada tem a ver com a essência do cristianismo.

Dilma_aborto

Em entrevista, Dilma já declarou que reza quando o avião balança — “uma rezadinha”, ela disse. É o que chamo de Teologia da Cumulonimbus. Ainda candidata dos primeiros dias, foi ao programa de Datena, chamou Nossa Senhora de “deusa” — fundando, então, o politeísmo cristão! — e se disse devota dessa entidade. O entrevistador, querendo puxar papo para ver se a conversa rendia, indagou: “De qual Nossa Senhora?”. Ela não hesitou: “Ah, de Leia mais deste post

Tomás responde (a Dilma): toda hipocrisia é sempre um pecado?

RESPONDO: Como foi dito, a virtude da verdade exige que nos mostremos por sinais exteriores tais quais somos na realidade. Ora, os sinais exteriores não se reduzem apenas às palavras, mas a atos também. O fato de alguém, por palavras, manifestar alguma coisa diferente daquilo que pensa, contraria a virtude da verdade, pois é da ordem da mentira. Da mesma maneira, contrariamos também a virtude da verdade quando, por intermédio de sinais que são atos ou coisas, nos mostramos diferentes daquilo que realmente somos no fundo de nós mesmos, e é isto o que se chama propriamente de simulação. Assim, a simulação é propriamente uma mentira constituída por sinais dos atos externos. Não importa que alguém minta por palavras ou por qualquer outro ato, como acima foi dito. Desta forma, assim como toda mentira é pecado, segue-se também que toda simulação é pecado.

Obs: Tomás usa a palavra “simulação” (simulatio) onde, no título, utilizei a palavra “hipocrisia” (hypocrisis), pois esta me parece mais adequada ao vídeo acima. A troca se justifica em função do artigo seguinte (A hipocrisia é a mesma coisa que a simulação?), no qual Sto. Tomás escreve: “Portanto, pode-se dizer que a hipocrisia é uma simulação; não porém uma simulação qualquer, mas só aquela em que alguém simula ser outra pessoa, como o pecador que quer se fazer passar por justo”.

Fonte: ST II-II, 111, 1

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