Chestertoninas: A criança, a relva e o ente

“Quando uma criança olha por uma janela e vê alguma coisa, por exemplo um canteiro verde do jardim, que vê ela ou fica ela a conhecer neste momento? Ou melhor, vê ela alguma coisa? Em volta desta questão gira toda a espécie de jogos infantis de filosofia negativa. Um brilhante cientista vitoriano deliciar-se-ia com declarar que a criança não vê relva nenhuma, mas unicamente uma espécie de névoa verde refletida no frágil espelho do olho humano. Essa amostra de racionalismo me impressionou sempre como irracional quase até à demência. Se ele não tem certeza da existência da relva que vê através do vidro de uma janela, como pode ter certeza da existência da retina, que vê através do vidro de um microscópio? Se a vista engana em um caso, por que é que não pode seguir a enganar?

Homens de outra escola respondem que a relva é uma simples impressão de verde no espírito, e que a criança não pode ter certeza senão do espírito. Declaram que ela só pode ser consciente da sua consciência, que é a única coisa de que a criança não tem consciência absolutamente nenhuma. Neste sentido, seria muito mais verdadeiro dizer que há relva e não há criança do que dizer que há uma criança consciente mas não há erva. Santo Tomás de Aquino, intervindo de súbito nesta questão infantil, diz que a criança Leia mais deste post

%d blogueiros gostam disto: