As primeiras palavras do Papa Francisco

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“Se não confessamos Jesus Cristo, as coisas não avançam.”

“Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar muitas coisas, mas a não ser que confessemos Jesus Cristo, as coisa não avançam. Converteremo-nos em uma ONG que dá pena, mas não na Igreja, esposa do Senhor.”

“Quando não se caminha, se detém. Quando não se edifica sobre pedras, o que acontece? Acontece o que acontece às crianças na praia quando fazem castelos de areia, tudo cai e não há consistência.”

“Nossa vida é um caminho. Quando nos detemos, não avançamos. Caminhar sempre, em presença do Senhor, na luz do Senhor, procurando viver de modo irrepreensível é o que Deus pede a Abraão em sua promessa.”

“Mas a coisa não é tão fácil, porque ao caminhar, ao construir, ao confessar nestes tempos tão agitados, há movimentos que não são propriamente movimentos do caminho: são movimentos que nos jogam para trás.”

“Quando caminhamos sem a Cruz, quando edificamos sem a Cruz e quando confessamos a um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor, somos mundanos: somos bispos, sacerdotes, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.”

“Queria que todos, logo depois destes dias de graça, tenhamos a coragem de caminhar em presença do Senhor, com a Cruz do Senhor, de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que está sobre a Cruz, e de confessar a única glória, Cristo crucificado. E assim a Igreja irá adiante.”

Essas palavras foram tiradas da primeira homilia feita pelo Papa Francisco, diante de todos os cardeais eleitores, na Capela Sistina.

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Tomás responde: Deus opera em tudo o que opera?

Michelângelo Buonarroti (1475-1564), Deus criando o sol e a lua, Capela Sistina

Parece que Deus não opera em tudo o que opera:

1. Com efeito, não se pode atribuir a Deus nenhuma insuficiência. Por isso, se Deus opera em tudo o que opera, ele o faz de modo suficiente em cada um. Por conseguinte, seria inútil que o agente criado operasse.

2. Além disso, uma única operação não pode ser ao mesmo tempo de dois agentes, como um movimento numericamente único não pode ser de dois que são movidos. Se a operação da criatura é de Deus operando nela, não pode ser ao mesmo tempo da criatura. Assim, nenhuma criatura opera coisa alguma.

3. Ademais, diz-se que o que faz é causa da operação de seu efeito no sentido de que dá ao efeito a forma por meio da qual opera. Por conseguinte, se Deus é causa da operação das criaturas feitas por ele, isto será no sentido de que dá a elas a potência operativa. Ora, isso é no princípio, no momento em que faz a coisa. Logo, parece que a partir daí não opera na criatura que opera.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, se diz em Isaías: “Tu operaste em nós todas as nossas obras, Senhor!” (26,12).

Que Deus opera em tudo o que opera, alguns assim compreenderam: Deus, sozinho, opera imediatamente tudo, enquanto as potências criadas nada operam nas coisas. Por exemplo, o fogo não aqueceria, mas seria Deus no fogo e assim por diante. Ora, isso é impossível. Em primeiro lugar, porque dessa forma se estaria retirando da criação a ordem da causa e do causado, o que seria atribuído a uma impotência do criador, porquanto é a potência do agente que dá a seu efeito a potência de agir. Em segundo lugar, porque as virtudes operativas que se encontram nas coisas lhes teriam sido atribuídas em vão, se por elas nada seria produzido. Mais ainda: todas as coisas criadas pareceriam existir de certa maneira em vão, caso fossem destituídas de sua própria operação, uma vez que toda coisa existe por causa de sua operação. O imperfeito é sempre por causa do mais perfeito: assim também a matéria é por causa da forma, e assim a forma, ato primeiro, é por causa de sua operação, ato segundo; assim, a operação é o fim da coisa criada. É necessário pois entender que Deus age nas coisas de tal maneira que elas Leia mais deste post

Tomás responde: As almas separadas conhecem o que se faz aqui no mundo?

Michelangelo Buonarroti, O Último Julgamento (entre 1537 e 1541), Capela Sistina

Parece que as almas separadas conhecem o que se faz aqui no mundo:

1. Com efeito, se as almas separadas não conhecessem o que aqui acontece, não se ocupariam com isso. Ora, elas se ocupam, segundo consta no Evangelho de Lucas: “Tenho cinco irmãos, que se lhes transmitam essas coisas, a fim de que não venham também eles a cair neste lugar de suplícios” (16, 28). Logo, as almas separadas conhecem o que aqui acontece.

2. Além disso, acontece freqüentemente que os mortos aparecem aos vivos, quer no sono quer no estado de vigília, e os advertem a respeito do que aqui acontece. Assim Samuel apareceu a Saul. Ora, isso seria impossível se não conhecessem o que aqui acontece. Logo, conhecem o que aqui acontece.

3. Ademais, as almas separadas conhecem o que acontece entre elas. Se, portanto, não conhecessem o que acontece entre nós, é que a distância local as impediria no conhecimento; ora, isso foi anteriormente negado (artigo precedente).

EM SENTIDO CONTRÁRIO, está dito no livro de Jó: “Que seus filhos estejam na honra ou no rebaixamento, ele não tomará conhecimento de nada” (14, 21).

Por conhecimento natural, do qual agora se trata, as almas dos mortos não sabem o que aqui acontece. E a razão disso pode ser encontrada no que foi dito: a alma separada conhece os singulares ou porque está, de certo modo, determinada em relação a eles, ou por causa de um vestígio deixado por um conhecimento ou uma afeição anterior, ou então por uma disposição divina. Ora, as almas dos mortos, segundo o plano divino, e segundo sua maneira de existir, são separadas da sociedade dos vivos e incorporadas à sociedade das substâncias espirituais que estão separadas do corpo. Por isso ignoram o que acontece entre nós. Gregório dá uma explicação: “Os mortos não sabem como está organizada a vida daqueles que, depois deles, vivem na carne: a vida do espírito é bem diferente da vida da carne. Assim como as coisas corpóreas e as incorpóreas diferem em gênero, também se distinguem pelo conhecimento”. A Agostinho parece exprimir a mesma idéia quando escreve: “As almas dos mortos não estão presentes aos acontecimentos dos vivos”.

Se, porém, se fala das almas dos bem-aventurados, parece que Gregório e Agostinho sustentam opiniões diferentes. Gregório acrescenta: “Não se deve no entanto pensar Leia mais deste post

A Lei Moral, ou “Como deixar um ateu em maus lençóis”

Michelangelo Buonarroti, 1511, teto da Capela Sistina, Roma (clique para ampliar)
Leia também:
♦ A Lei Moral 2: Lewis e a lei natural
♦ A Lei Moral 3: O Esplendor da Verdade

A princípio, acreditava que uma investigação completa de uma base racional para a fé negaria os méritos da crença e reafirmaria minha posição de ateu. No entanto, determinei que examinaria os fatos, não importassem os resultados. Assim teve início um estudo rápido e confuso sobre as principais religiões do mundo. Muito do que encontrei em edições simplificadas de religiões diferentes (achei a leitura dos verdadeiros textos sacros difícil demais) deixou-me totalmente atônito, e vi poucos motivos para me lançar a uma ou outra das diversas possibilidades. Não acreditava que houvesse base racional para uma crença espiritual subjacente a qualquer uma daquelas religiões. Isso, contudo, logo mudou. Fui visitar um pastor metodista que morava na mesma rua que eu, a fim perguntar-lhe se a fé tinha algum sentido lógico. Ele escutou com paciência minhas divagações confusas (e talvez blasfemas); em seguida, apanhou um livrinho em sua prateleira, sugerindo que eu o lesse.

O livro era Cristianismo Puro e Simples (clique para baixar), de C. S. Lewis. Nos poucos dias que se seguiram Leia mais deste post

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