O apogeu da Escolástica: São Tomás de Aquino

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No coração do céu, onde reinam as Três Pessoas, ladeado por Aristóteles e Platão, tendo a seus pés Averróis vencido, enquanto um concílio reunido reconhece a sua grandeza, o corpulento dominicano, com a vista tão fixa que parece não ter olhares senão para o interior, meditativo, plana no tempo e no espaço. Foi assim que Benozzo Gozzoli o representou no célebre quadro do Louvre, e é também assim que a história da Igreja o pode representar.

Entre os estudantes que, no ano de 1248, seguiam os cursos de Alberto Magno no Studium dominicano de Colônia, não se fazia notar – a não ser pelas suas dimensões físicas – um rapaz enorme, de rosto plácido, que parecia ruminar sem parar não se sabe que ausência de pensamento. Os condiscípulos chamavam-lhe o “boi mudo”, a tal ponto a sua grande calma e a sua espantosa capacidade de ficar em silêncio lhes parecia estúpidas. Mas quando, por acaso, numa discussão, esse rochedo se movia, era para esmagar, com dez Leia mais deste post

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