Médicos ou assassinos?(2)

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“Juro por Apolo Médico, por Esculápio, por Higéia, por Panacéia e por todos os deuses e deusas, tomando-os como testemunhas, obedecer, de acordo com meus conhecimentos e meu critério, este juramento: Considerar meu mestre nesta arte igual aos meus pais, fazê-lo participar dos meios de subsistência que dispuser, e, quando necessitado com ele dividir os meus recursos; considerar seus descendentes iguais aos meus irmãos; ensinar-lhes esta arte se desejarem aprender, sem honorários nem contratos; transmitir preceitos, instruções orais e todos outros ensinamentos aos meus filhos, aos filhos do meu mestre e aos discípulos que se comprometerem e jurarem obedecer a Lei dos Médicos, porém, a mais ninguém. Aplicar os tratamentos para ajudar os doentes conforme minha habilidade e minha capacidade, e jamais usá-los para causar dano ou malefício. Não dar veneno a ninguém, embora solicitado a assim fazer, nem aconselhar tal procedimento. Da mesma maneira não aplicar pessário em mulher para provocar aborto. Em pureza e santidade guardar minha vida e minha arte. Não usar da faca nos doentes com cálculos, mas ceder o lugar aos nisso habilitados. Nas casas em que ingressar apenas socorrer o doente, resguardando-me de fazer qualquer mal intencional, especialmente ato sexual com mulher ou homem, escravo ou livre. Não relatar o que no exercício do meu mister ou fora dele no convívio social eu veja ou ouça e que não deva ser divulgado, mas considerar tais coisas como segredos sagrados. Então, se eu mantiver este juramento e não o quebrar, possa desfrutar honrarias na minha vida e na minha arte, entre todos os homens e por todo o tempo; porém, se transigir e cair em perjúrio, aconteça-me o contrário.”

As palavras acima transcritas se encontram no cerne de uma das atividades mais antigas e importantes da história humana: a medicina. Elas formam o Juramento de Hipócrates (conforme tradução de Bernardes de Oliveira no livro “A evolução da medicina até o século XIX”), que ainda hoje é feito pelos médicos do mundo inteiro. A versão mais conhecida é a da Declaração de Genebra da Associação Médica Mundial, datada de 1948, que diz:

Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade. Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos. Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes. Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza. Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra.

 
Apesar dos muitos séculos que separam as duas declarações – a versão original e sua atualização mais clássica –, há algo que se postula com muita firmeza, salta aos olhos e é impossível não notar: a Leia mais deste post

Cresce indignação dos médicos sobre o posicionamento do Conselho Federal de Medicina

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Entrevista com a médica Maria Emília, coloproctologista e membro da comissão de bioética da CNBB

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 25 de Março de 2013 (Zenit.org) – A cada dia cresce a indignação dos médicos brasileiros sobre o posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil, do dia 21 de março, a favor da “autonomia da mulher” em caso de “interrupção da gestação”, ou seja, do aborto.

A médica Maria Emília de Oliveira Schpallir Silva, graduada pela PUC de Campinas, Coloproctologista com título de especialista pela sociedade brasileira de coloproctologia e membro da comissão de bioética da CNBB, concedeu uma entrevista a ZENIT expressando a sua indignação desse posicionamento que tem a clara intenção de “fortalecer os que são favoráveis à reforma do código penal no que diz respeito ao aborto”.

Leia a entrevista completa:

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ZENIT: O Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionou a favor do aborto na quinta-feira da semana passada? A intenção é enviar para o Senado esse parecer e dar assim um maior peso para a reforma do código penal que pretende descriminalizar o aborto?

Maria Emília: Não obstante o texto frise “que não se decidiu serem os Conselhos de Medicina favoráveis ao aborto, mas, sim, à autonomia da mulher e do médico” essa afirmação é apenas um jogo de palavras e esconde a verdadeira intenção. São favoráveis à autonomia da mulher e do médico a praticar o aborto, portanto estão, sim, sendo favoráveis ao aborto.

A intenção é clara: o  parecer do CFM vai fortalecer os que são favoráveis à reforma do código penal no que diz respeito ao aborto, principalmente porque vai exercer grande influência sobre a opinião pública.

Infelizmente,  aqueles que juraram defender a vida e a postura ética, são os que usam do poder de seu título para confundir a opinião pública e legitimar o assassinato deliberado,de seres humanos vulneráveis apoiando-se em argumentos pseudoéticos.

Não é a primeira vez na história que  atrocidades são cometidas com o aval da ciência. O nazismo foi legitimado pela eugenia, considerada ciência na época. Depois chegou-se à conclusão de que se tratava de uma pseudociência em nome da qual se praticou toda sorte de arbitrariedades que feriam profundamente a dignidade humana.

ZENIT: Realmente o CFM está representando o parecer de TODOS os 27 conselhos regionais e dos 400 mil médicos do país? Então, os médicos do Brasil são abortistas?

Maria Emília: O CFM representa a classe médica porquanto foi por ela eleita, porém, da mesma forma que governantes eleitos pelo povo possam propor leis que não representem a vontade da maioria, como seria, por exemplo, a lei de descriminalização do aborto, também Leia mais deste post

O pt e o aborto

Muito embora eu tenha o firme propósito de não me desviar dos objetivos iniciais que me levaram a criar este blog, a saber, divulgar a obra, a vida e o que mais diga respeito a Tomás de Aquino, às vezes alguma exceção é admitida. É o caso do presente post. Afinal, não quero ser acusado de calar enquanto os nazistas tomam o poder e promovem a barbárie. Sou daqueles que acham que a verdadeira “idade das trevas” é a que está acontecendo agora, com a crescente paganização de nossa sociedade e a perda dos valores tão caros aos cristãos, com os conseqüentes atentados à vida, às famílias e à dignidade das pessoas. Enfim, clique aqui ou na imagem acima para ver o site “Aborto não pt não”.

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