Mudando as mentes das crianças

Crianças_doutrinaçao

Excerto de Reinventing the World — Part 2: The Mind-Changing Process) (Reinventando o Mundo — Parte 2: O Processo de Mudança da Mente):

A Dialética Hegeliana se tornou uma pedra fundamental não somente do sistema educacional global, mas do Gerenciamento da Qualidade Total (TQM) em todos os tipos de organizações governamentais, corporativas e privadas em todo o mundo. Enquanto isso, os programas de treinamento, a tecnologia de avaliação e os sistemas de rastreamento de dados que complementam e monitoram esse processo psicossocial estão se tornando cada vez mais sofisticados e intrusivos.

Nossa sociedade pós-moderna mostra os efeitos dessa ideologia revolucionária. Portanto, não deve ser surpresa para nós que uma professora da quinta-série em uma escola do ensino fundamental na região de Seattle tenha usado a intimidação para torcer a verdade absoluta de um aluno e torná-la uma opinião pessoal. Ela tinha dito para a classe completar a frase: ‘Se pudesse desejar três coisas, eu escolheria…”

Um aluno cristão escreveu “infinitamente mais desejos, encontrar Deus e que todos meus amigos sejam cristãos”. Como os desejos de cada aluno seriam colocados na parede para uma exposição promovida pela escola e que seria aberta ao público, eles tinham de ser absolutamente corretos. Mas, os desejos escritos por Mateus não foram aprovados. A professora lhe disse que seu último desejo poderia ofender aqueles que não compartilhavam de suas crenças. Mateus não queria ofender ninguém, de modo que concordou em acrescentar “se eles quiserem”. Leia mais deste post

A Psicologia e os valores

Hieronymus_Bosch_A_extracao_pedra_loucuraHieronymus Bosch, A Extração da Pedra da Loucura (1475-1480), Museu do Prado, Madrid

Em fins de agosto de 1984, realizou-se em Garderen, na Holanda, um seminário baseado numa ampla pesquisa sobre valores atuais da Europa. Nele estavam presentes as maiores autoridades mundiais em assuntos relacionados com o tema, ou seja, especialistas em Teologia, Filosofia, Moral, Medicina, Sociologia, Bioética e Biogenética. Vinham eles dos EUA, do Canadá, da Finlândia, do Japão, das Filipinas, da Indonésia, do Brasil e de diversos países da Europa.

A pesquisa, realizada em nove países europeus e cujos resultados preencheram 11 mil folhas de computador, foi compilada num livro escrito por Jean Stoezel, professor da Universidade René Descartes de Paris e trouxe informações profundamente interessantes e surpreendentes. Uma das conclusões mostra que, na realidade, o mundo atual, diferente do que se supõe, não apresenta uma mudança radical no conceito dos valores. Há muito mais uma variação de acordo com a idade do que em função da época em que vivemos. As pessoas, quando jovens, têm opiniões diferentes das que têm quando adultos. A idade de 30 anos é, em média, a época em que se operam essas mudanças. Após os 30 anos, surge, então, um outro tipo de conceito de valores, o qual em sua essência é semelhante entre os diversos povos. No que diz respeito aos valores moral-religiosos, também esses tendem a se assemelhar entre si e se aproximam do código dos Dez Mandamentos que nos foi legado por Moisés.

A pesquisa, portanto, não confirma a existência real do relativismo moral, mas expõe uma linha uniforme, que se conserva através dos tempos. O estudo, de certa forma, comprova – sem o afirmar, mas pelo que se pode deduzir dos dados que oferece – que o ser humano traz dentro de si um código ético o qual, em seu conteúdo básico, não é em função dos costumes e não depende da aprendizagem social. Ainda que os conceitos de valores tendam a mudanças na juventude, retornam a uma uniformidade na idade adulta.

Pelo método da Abordagem Direta do Inconsciente, realizou-se, com a equipe TIP, o atendimento terapêutico a aproximadamente cinco mil casos até a data mencionada desse seminário. E a experiência confirma, renovadamente, os dados que a pesquisa mencionada levantou: o homem traz em si diretrizes básicas de comportamento moral que são comuns aos homens em geral. Em bora essa moral intrínseca possa ser temporariamente perturbada por influências externas, pelo meio ambiente, pela aprendizagem e pelos costumes vigentes, conserva-se de forma autêntica no inconsciente, como que ansiando por uma redescoberta. Enquanto o homem individual não der ouvidos a este clamor interno, irá ampliando esta ansiedade, irá gerando progressivamente a angústia, a somatização, a autodestruição, encontrando dificuldades no seu relacionamento com os outros e em sua vida profissional, nunca conseguindo atingir plenamente sua saúde total e integração pessoal e social.

Isso acontece porque o homem, quando se comporta de forma contrária ao que lhe sugere seu código ético intrínseco e natural, tende a se autopunir e não se permite o Leia mais deste post

A Psicologia e a Lei Natural

Renate_JostRenate Jost de Moraes

Se falamos em bom uso da liberdade, é porque, na realidade, existe só uma direção geral para o eu-pessoal consciente e livre: a escolha dos caminhos que conduzem ao pleno desabrochar do ser humano. Na prática, isso significa uma contínua opção na escolha de valores, metas, sentido existencial. Qualquer erro nessa escolha inverte o processo de humanização e joga o homem em direção à animalização. Pois o inconsciente, embora voltado diretamente para proporcionar o agrado ao nível psicofisiológico, globalmente está orientado para o atendimento psicoespiritual do homem. É o que conhecemos na filosofia por “orientação teleológica” do ser humano: a orientação de cada nível inferior de sua estrutura para o nível imediatamente superior. E para zelar por essa ordem interna no ser humano existem no próprio inconsciente funções de autocensura e autopunição, que desencadeiam a sua ação automaticamente toda vez que o eu-pessoal permite uma inversão dos valores. Isso é um mecanismo de defesa do nível noológico, pois a inversão de valores, na hierarquia interna do ser humano, é sinônimo de processo de autodestruição do homem.

De acordo com este raciocínio, fala Chauchard, Doutor em Medicina e Ciências e considerado o maior neurofisiólogo do mundo: “Curioso paradoxo: no momento em que os filósofos modernos rejeitam a metafísica, as noções de essência e de natureza, nesta mesma ocasião os biólogos se tornam defensores da noção de natureza humana, daquilo que é ser  homo sapiens.” E prossegue, mais adiante, referindo-se a essa essência: “Há uma moral natural que depende de nossa constituição orgânica. Recusá-la é ignorância que, por sua vez, é uma falta de higiene…” (Chauchard, O Domínio de Si).

De fato, é uma falta de higiene – no sentido de que conduz à falta de saúde – negar a ética natural intrínseca do homem, pois isto leva à inversão de valores. E quando há inversão de valores, as funções inconscientes de autocensura e autopunição expressam-se por meio de sintomas de desequilíbrios psicossomáticos, os quais tendem a ser resistentes à medicação e a outros processos de tratamento. Criam-se outros grandes sofrimentos, como o medo da morte e a angústia existencial e tantos similares.

Assim a nossa terapia evidencia, a partir da experiência, certas verdades sobre a natureza humana que sobreviveram através do tempo e atravessaram milênios.

Pela autocensura inconsciente, nós próprios nos fiscalizamos com muito mais rigor do que o faz qualquer instituição externa de ordem social ou religiosa. E, se não nos apercebemos deste controle exercido em nós pelo eu-pessoal, é porque Leia mais deste post

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