Tomás responde: As provas que Cristo apresentou demonstraram suficientemente a verdade de sua ressurreição?

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Pietro Perugino (1448-1523), Ressurreição

Parece que as provas que Cristo apresentou não demonstraram suficientemente a verdade de sua ressurreição:

1. Na verdade, após a ressurreição, Cristo nada mostrou aos discípulos que também os anjos, ao aparecer aos homens, ou não tenham mostrado, ou não tenham podido mostrar. Com efeito, frequentemente os anjos se mostraram com aparência humana aos homens e com eles falavam e se entretinham, com eles comiam, como se fossem realmente homens, como no episódio dos anjos que Abraão recebeu como hóspedes, ou do anjo que levou Tobias e o trouxe de volta. Ora, apesar disso, os anjos não tem um corpo verdadeiro unido a eles por natureza; o que é necessário para a ressurreição. Logo, os sinais que Cristo apresentou aos discípulos não foram suficientes para demonstrar sua ressurreição.

2. Além disso, Cristo ressuscitou de modo glorioso, ou seja, numa natureza humana com glória. Ora, Cristo mostrou algumas coisas aos discípulos que parecem contrárias à natureza humana, como o fato de desaparecer da vista deles, ou de entrar estando as portas fechadas. Outras, porém, parecem contrárias à glória, como, por exemplo, ter comido e bebido, ou continuar com as cicatrizes das feridas. Logo, parece que as provas não foram suficientes nem convenientes para o fim de demonstrar a fé na ressurreição.

3. Ademais, o corpo de Cristo depois da ressurreição era tal que não devia ser tocado pelo homem mortal; por isso, ele mesmo disse a Madalena: “Não me toques! Pois eu ainda não subi para o meu Pai”. Portanto, não foi conveniente que, para demonstrar a realidade de sua ressurreição, ele se expusesse a ser tocado pelos discípulos.

4. Ademais, entre os dotes de um corpo glorificado, a claridade parece ser o principal. Ora, Cristo, na ressurreição, não a demonstrou com prova alguma. Logo, parece que aquelas provas foram insuficientes para demonstrar a qualidade da ressurreição de Cristo.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, Cristo, que é a Sabedoria de Deus, “com suavidade” e de modo conveniente “dispõe todas as coisas”, como diz o livro da Sabedoria (8, 1).

tomas_respondoCristo demonstrou sua ressurreição de dois modos, ou seja, pelo testemunho e pela prova, ou sinal. Ambas as demonstrações foram suficientes em seu gênero.

Para manifestar sua ressurreição aos discípulos, ele fez uso de dois testemunhos, nenhum dos quais pode ser impugnado. O primeiro é o testemunho dos anjos, que anunciaram a ressurreição às mulheres, como se vê em todos os evangelistas. O outro é o testemunho das Escrituras, que ele próprio apresentou para demonstrar sua ressurreição, como se lê no Evangelho de Lucas (24, 25-27. 44-48).

As provas também foram suficientes para demonstrar que a ressurreição era não só verdadeira como gloriosa. Quanto a ser uma verdadeira ressurreição, ele o demonstrou, de uma parte, com relação a seu corpo, considerando três aspectos. Primeiro, que era um verdadeiro corpo sólido, não um corpo fantástico ou rarefeito, como o ar. Demonstrou isso ao deixar que seu corpo fosse tocado, quando ele próprio diz “Tocai-me, olhai; um espírito não tem carne nem ossos como vós vedes que eu tenho” (Lc 24, 39). Segundo, mostrou que Leia mais deste post

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CRISTO RESSUSCITOU!

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“Não temais! Sei que estais procurando Jesus, o crucificado. Ele não está aqui, pois ressuscitou, conforme havia dito. Vinde ver o lugar onde ele jazia, e, depressa, ide dizer aos seus discípulos: ‘Ele ressuscitou de entre os mortos, e eis que vos precede na Galiléia; é lá que o vereis’. Vede bem, eu vo-lo disse!”

Mt 28, 5-7

FELIZ PÁSCOA A TODOS!

 

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CRISTO RESSUSCITOU!

Mensagem de Páscoa de Bento XVI
“Na vossa Ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra”

CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de abril de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos a mensagem de Páscoa que Bento XVI dirigiu do balcão central da Basílica de São Pedro ao meio-dia deste Domingo da Ressurreição.

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«In resurrectione tua, Christe, coeli et terra laetentur – Na vossa Ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra» (Liturgia das Horas).

Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!

A manhã de Páscoa trouxe-nos este anúncio antigo e sempre novo: Cristo ressuscitou! O eco deste acontecimento, que partiu de Jerusalém há vinte séculos, continua a ressoar na Igreja, que traz viva no coração a fé vibrante de Maria, a Mãe de Jesus, a fé de Madalena e das primeiras mulheres que viram o sepulcro vazio, a fé de Pedro e dos outros Apóstolos.

Até hoje – mesmo na nossa era de comunicações supertecnológicas – a fé dos cristãos assenta naquele anúncio, no testemunho daquelas irmãs e daqueles irmãos que viram, primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e, depois, os misteriosos mensageiros que atestavam que Jesus, o Crucificado, ressuscitara; em seguida, o Mestre e Senhor em pessoa, vivo e palpável, apareceu a Maria de Magdala, aos dois discípulos de Emaús e, finalmente, aos onze, reunidos no Cenáculo (cf. Mc 16, 9-14).

A ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa certamente a história, mas verifica-se num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével. A luz, que encandeou os guardas de sentinela ao sepulcro de Jesus, atravessou o tempo e o espaço. É uma luz diferente, divina, que fendeu as trevas da morte e trouxe ao mundo o esplendor de Deus, o esplendor da Verdade e do Bem.

Tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar e desabrochar os rebentos nos ramos das árvores, assim também a irradiação que dimana da Ressurreição de Cristo dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo, projecto. Por isso, hoje, o universo inteiro se alegra, implicado na primavera da humanidade, que se faz intérprete do tácito hino de louvor da criação. O aleluia pascal, que ressoa na Igreja peregrina no mundo, exprime a exultação silenciosa do universo e sobretudo o anseio de cada alma humana aberta sinceramente a Deus, mais ainda, agradecida pela sua infinita bondade, beleza e verdade.

«Na vossa ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra». A este convite ao louvor, que hoje se eleva do coração da Igreja, os «céus» respondem plenamente: as multidões dos anjos, dos santos e dos beatos unem-se unânimes à nossa exultação. No Céu, tudo é paz e alegria. Mas, infelizmente, não é assim Leia mais deste post

Tomás responde: Foi conveniente ter Cristo ressurgido no terceiro dia?

Giotto di Bondone (1266-1337), A Ressurreição, Capela Scrovegni, Pádua

Leia também: Tomás responde: Havia necessidade de Cristo ressuscitar?

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Parece que não foi conveniente ter Cristo ressurgido no terceiro dia:

1. Na verdade, deve haver conformidade entre os membros e a cabeça. Ora, nós, que somos membros de Cristo, não ressurgimos da morte no terceiro dia, mas nossa ressurreição é adiada até o fim do mundo. Logo, parece que Cristo, que é nossa cabeça, não devia ressurgir no terceiro dia, mas ter sua ressurreição adiada para o fim do mundo.

2. Além disso, diz Pedro, nos Atos dos Apóstolos, que não era possível que o inferno e a morte detivessem Cristo. Ora, quando alguém está morto, a morte o detém. Logo, parece que a ressurreição de Cristo não deveria ser adiada até o terceiro dia, mas que ele deveria ressurgir imediatamente, no mesmo dia, especialmente quando a Glosa citada acima (artigo precedente) diz que “não haveria nenhuma utilidade para a efusão do sangue de Cristo se não ressurgisse logo”.

3. Ademais, parece que o dia começa com o nascer do sol, cuja presença é causa do dia. Ora, Cristo ressurgiu antes do nascer do sol, pois diz o Evangelho de João que “no primeiro dia da semana, ao alvorecer, enquanto ainda estava meio escuro, Maria de Magdala vai ao túmulo” (20, 1), e nesse momento Cristo já havia ressuscitado, como se vê a seguir: “E vê que a pedra fora retirada do túmulo”. Logo, Cristo não ressuscitou no terceiro dia.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, diz o Evangelho de Mateus: “E o entregarão aos pagãos para que o escarneçam, o flagelem, o crucifiquem e, no terceiro dia, ele ressurgirá” (20, 19).

Como foi afirmado (artigo precedente), a ressurreição de Cristo foi necessária para a instrução de nossa fé. Ora, a nossa fé diz respeito tanto à divindade como à humanidade de Cristo, pois não basta crer numa sem a outra, como está claro pelo que foi dito acima (q.36 a.4). Portanto, para que se confirmasse nossa fé a respeito da divindade dele, era preciso que ele ressuscitasse logo e que sua ressurreição não fosse adiada até o final do mundo. E para que se confirmasse a fé a respeito da verdade da humanidade e da morte dele, foi conveniente ter havido um espaço de tempo entre a morte e a ressurreição. Pois, se tivesse ressuscitado logo após a morte, poderia parecer que sua morte não fora verdadeira e, conseqüentemente, nem a ressurreição. Para manifestar, porém, a verdade da morte de Cristo, era suficiente que sua ressurreição fosse adiada até o terceiro dia, pois nesse espaço de tempo não costumam aparecer alguns sinais de Leia mais deste post

Tomás responde: Havia necessidade de Cristo ressuscitar?

Rafael Sanzio – Ressurreição de Cristo ou Ressurreição Kinnaird
Óleo sobre madeira, 52 X 44 cm, 1499-1502
Acervo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP

Parece que não era necessário ter Cristo ressuscitado:

1. Na verdade, diz Damasceno: “A ressurreição é o levantar-se por segunda vez de um animal, que se decompôs e que caiu”. Ora, Cristo não caiu pelo pecado nem seu corpo se decompôs. Logo, não lhe convinha propriamente ressurgir.

2. Além do mais, quem ressurge é alçado a uma situação mais elevada, porque levantar-se significa mover-se para cima. Ora, o corpo de Cristo, depois da morte, ficou unido à divindade e, assim, não pôde ser alçado Leia mais deste post

Christus resurrexit! Vere resurrexit!

Fra Angelico, 1437-1446, Museu de São Marcos, Florença (clique para ampliar)

CRISTO RESSUSCITOU!

VERDADEIRAMENTE

RESSUSCITOU!

Aleut: Khristus anahgrecum! Alhecum anahgrecum!
Aleut: Khris-tusax agla-gikux! Agangu-lakan agla-gikux!
Albanian: Krishti U Ngjall! Vertet U Ngjall!
Alutuq: Khris-tusaq ung-uixtuq! Pijii-nuq ung-uixtuq!
Amharic: Kristos tenestwal! Bergit tenestwal!
Anglo-Saxon: Crist aras! Crist sodhlice aras!
Arabic: El Messieh kahm! Hakken kahm!
Armenian: Kristos haryav ee merelotz! Orhnial eh harootyunuh kristosee!
Athabascan: Xristosi banuytashtch’ey! Gheli banuytashtch’ey!
Bulgarian: Hristos voskrese! Vo istina voskrese!
Byelorussian: Khrystos uvaskros! Saprawdy uvaskros!
Chinese: Helisituosi fuhuole! Queshi fuhuole!
Coptic: Pchristos aftooun! Alethos aftooun!
Czech: Kristus vstal a mrtvych! Opravdi vstoupil!
Danish: Kristus er opstanden! Ja, sandelig opstanden!
Dutch: Christus is opgestaan! Ja, hij is waarlijk opgestaan!
English: Christ is risen! Indeed He is risen!
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