A Cruz e a Justiça

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Como se sabe, a Cruz é o símbolo do cristianismo e sintetiza toda uma doutrina e mesmo a totalidade de uma cosmovisão. Chesterton dizia que ela traz em si um paradoxo: um braço estende-se na horizontal, como que querendo abraçar este mundo, enquanto que outro estende-se de baixo para cima, como que querendo transcendê-lo. No centro, o choque de ambos, e, apesar do choque, cada braço segue em seu próprio caminho, apontando para a mais estranha das soluções do paradoxo: é possível e necessário preocupar-se com o mundo em que estamos ao mesmo tempo em que é possível e necessário que se tente transcendê-lo. É possível desejar-se apenas o céu sem deixar de se atentar ao mundo; é possível amar os homens e amar apenas a Deus. Digo mais: na realidade, somente é possível amarem-se os homens caso se ame exclusivamente a Deus.

O Cristianismo (e, portanto, a civilização ocidental…

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