Filosofia Concreta, de Mário Ferreira dos Santos – TESE 12

Tese_12

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O nada absoluto nada pode produzir, porque é impossível, não tem poder, não tem eficácia para realizar alguma coisa, pois se a tivesse não seria nada absoluto, mas sim alguma coisa.

Mas, podê-lo-á o nada relativo, o não-ser relativo?

Esta, como ainda não está no pleno exercício do ser, também não pode, enquanto tal, produzir alguma coisa, pois, se o fizesse, a eficiência, que revelaria ao produzir alguma coisa, afirmaria o seu pleno exercício de ser, e não seria, portanto, um não-ser relativo, mas um ser em ato.

Se o nada pode produzir, como se conclui por decorrência lógica, ontológica e dialética, como a expusemos em “Criteriologia”, do nosso livro Teoria do Conhecimento, o princípio de que ex-nihilo nihil, que do nada nada surge, é absolutamente verdadeiro, pois se de nada se pudesse fazer alguma coisa, ou o nada fazer alguma coisa, automaticamente não seria nada, mas alguma coisa, por revelar a eficácia de poder, e portanto, de ser.

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