Chestertoninas: A saudável moralidade mística

Um anacoreta que rola sobre pedras num furor de submissão é, fundamentalmente, uma pessoa mais saudável que muitos homens soberbos de chapéus de cetim que caminham por Cheapside [rua no bairro financeiro de Londres]. Para muitos, esses homens são bons somente por um conhecimento degenerado do mal. Não estou, no momento, reivindicando, para o devoto, nada mais que esta vantagem primária: a de que embora possa, pessoalmente, estar se fazendo fraco e miserável, está, mesmo assim, fixando os pensamentos, sobretudo, numa felicidade e força gigantes, numa força que não tem limites e numa felicidade que não tem fim. Sem dúvida, há outras objeções razoáveis que podem ser levantadas contra a influência na moralidade de deuses e visões, seja na cela do monge, seja nas ruas. Mas a moralidade mística deve ter sempre esta vantagem: é sempre mais alegre. Um jovem pode evitar o vício pela lembrança contínua da doença. Pode evita-lo também pela lembrança contínua da Virgem Maria. Pode haver dúvida sobre qual método é mais razoável, ou mesmo qual é mais eficiente. Mas certamente não pode haver dúvida sobre qual é mais saudável.

G. K. Chesterton, Hereges

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One Response to Chestertoninas: A saudável moralidade mística

  1. Elio says:

    Certíssimo, Chesterton. Nos tornamos especialistas em desenvolver uma moral e uma consciências dúbias, “boas” para se “viver” num mundo habitado por crocodilos! Nosso discernimento entre o CERTO e o ERRADO é risível.

    Elio Batista Salça

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