Breve História da Humanidade

Fra Angelico e Filippo Lippo, Adoração dos Magos, Galeria Nacional de Arte, Washington, DC.

Por G. K. Chesterton

Na terra iluminada por aquela estrela vizinha, cujo esplendor é a ampla luz do dia, existem muitas coisas muito variadas, imóveis e móveis. Move-se entre elas uma raça que em sua relação com as outras é uma raça de deuses. Essa realidade não é diminuída mas sim realçada pelo fato de essa raça poder comportar-se como uma raça de demônios. A superioridade dela não é uma ilusão individual, como um pássaro que se veste com sua própria plumagem; é algo muito sólido e multifacetado. Isso fica demonstrado nas próprias especulações que levaram à sua negação. Que os homens, os deuses deste mundo inferior, estão ligados a ela de várias maneiras, é verdade; mas esse é outro aspecto da mesma verdade. Que eles crescem como cresce a relva e caminham como caminham os animais, é uma necessidade secundária que acentua a superioridade primária. É como dizer que um mágico deve no fim das contas ter a aparência de um homem; ou que até mesmo as fadas não poderiam dançar se não tivessem pés. Recentemente tem sido moda focar a inteligência inteiramente nessas semelhanças ligeiras e subordinadas e esquecer completamente o fato principal. Existe o costume de insistir que o homem se parece com as outras criaturas. Certo, e exatamente essa semelhança só ele pode ver. O peixe não descobre o modelo da espinha de peixe nas aves do céu, nem o elefante e o meu comparam esqueletos. Mesmo no sentido de que o homem está em harmonia com o universo, trata-se de uma universalidade absolutamente solitária. O próprio sentido de que está unido a todas as coisas é suficiente para separá-lo de todas.

Olhando a seu redor sob essa luz única, tão solitário como a chama que literalmente só ele acendeu, esse semideus ou demônio do mundo visível torna esse mundo visível. Ele vê ao seu redor um mundo de certo estilo ou tipo, que parece proceder seguindo certas normas ou pelo menos repetições. Ele observa a arquitetura verde que se constrói a si mesma sem mãos visíveis, mas se ergue formando um plano ou padrão muito exato, semelhante a um desenho já traçado no ar por um dedo invisível. Não se trata, como agora vagamente se sugere, de alguma coisa vaga. Não é um crescer ou um tatear de vida às cegas. Cada coisa procura um fim, um fim glorioso e radiante, até mesmo no caso de cada margarida ou dente-de-leão que vemos observando a superfície de um campo qualquer. Na própria forma das coisas existe algo mais que um crescimento verde: existe a finalidade da flor. É um mundo de corolas. Essa impressão, ilusória ou não, tem influenciado tão profundamente a raça de pensadores e mestres do mundo material que sua vasta maioria foi levada a assumir certa visão desse mundo. Eles concluíram, errando ou acertando, que o mundo tinha um plano, assim como a árvore parecia ter um plano; e tinha um fim e uma coroa como flor. Mas, enquanto a raça de pensadores teve a capacidade de pensar, pareceu óbvio que a admissão dessa idéia de plano trazia consigo outro pensamento mais emocionante e até mais terrível. Havia mais alguém, algum ser estranho e nunca visto, que havia desenhado essas coisas, se é que de fato elas haviam sido desenhadas. Havia uma pessoa de fora que também era um amigo: um misterioso benfeitor que existira antes e construíra os bosques e as colinas para a chegada deles, e acendera o sol nascente para o surgimento deles como um servo acende o fogo da cozinha. Ora, essa idéia de uma mente que dá sentido ao universo recebeu confirmações cada vez maiores das mentes humanas, por meio de meditações e experiências muito mais sutis e investigadoras que qualquer argumento sobre o plano externo do mundo. Mas o que aqui me interessa é manter a história nos seus termos mais simples e até mais concretos: basta dizer aqui que a maioria dos homens, inclusive os mais sábios, chegou à conclusão de que o mundo tem esse propósito final e, portanto, essa causa primeira. Mas a maioria dos homens nalgum sentido se separou dos homens mais sábios quando se passou ao tratamento dessa idéia. Passaram a existir duas maneiras de tratar delas, que entre si constituíram a maior parte da história do mundo.

A maioria, assim como a minoria, tinha essa forte sensação da presença de um segundo significado nas coisas, de um perito estranho que conhecia o segredo do mundo. Mas a maioria, a multidão ou massa humana, tendia naturalmente a tratar disso num espírito um pouco fofoqueiro. Como toda fofoca, essas fofocas continham boa parte de verdade e de falsidade. O mundo começou a contar para si mesmo fábulas sobre o ser desconhecido ou sobre seus filhos, ou servos, ou mensageiros. Algumas das fábulas podem verdadeiramente ser chamadas de histórias de comadres, no sentido de que professam ser apenas histórias remotas do começo do mundo: mitos sobre o bebê lua ou as montanhas semi-assadas. Algumas delas poderiam ser chamadas, mais de acordo com a verdade, de contos de viajantes; eram contos curiosos mas contemporâneos trazidos de certas fronteiras da experiência como curas milagrosas ou sussurros do que havia acontecido com os mortos. Muitas delas eram provavelmente contos verdadeiros, verdadeiros o suficiente para manter numa pessoa mais ou menos de bom senso a consciência de que realmente existe alguma coisa maravilhosa por trás da cortina cósmica. Mas em certo sentido isso se norteia pelas aparências, mesmo quando as aparências são chamadas de aparições. É uma questão de aparecimentos – e desaparecimentos. No máximo esses deuses são fantasmas; isto é, são vislumbres. Para a maioria de nós eles são fofocas sobre vislumbres. E para o resto, o mundo inteiro está repleto de boatos, e a maioria deles são quase confessadamente histórias de aventuras. A grande maioria dos contos sobre deuses e fantasmas e o rei invisível é contada, se não pelo amor do conto, pelo amor do tópico. São prova do eterno interesse do tema; não são prova de mais nada nem pretendem ser. São a mitologia ou a poesia que não está encadernada em livros – ou amarrada de nenhuma outra forma.

Entrementes a maioria, os sábios e pensadores, se afastara e assumira uma atividade igualmente agradável. Estavam traçando os planos do mundo: daquele mundo que todos acreditavam ter um plano. Estavam tentando estabelecer o plano com seriedade e dentro de uma escala. Fixavam-se de forma direta na mente que havia criado o misterioso mundo, considerando que tipo de mente poderia ser e qual poderia ser seu último objetivo. Alguns deles a tornaram muito mais impessoal que geralmente aparece aos olhos da humanidade; alguns a simplificaram e quase a reduziram a um vazio; poucos, muito poucos, duvidaram dela completamente. Um ou dois dos mais mórbidos imaginaram que ela pudesse ser o mal ou um inimigo; apenas um ou dois dos mais degradados da outra classe adoraram demônios em vez de deuses. Mas na maioria esses teóricos eram teístas: e eles não só viram um plano moral na natureza, mas em geral também estabeleceram um plano moral para a humanidade. Eram na maioria homens bons que realizaram um bom trabalho, e foram lembrados e reverenciados de várias maneiras. Eram escribas: e suas escrituras se tornaram mais ou menos escrituras sagradas. Eram legisladores: e sua tradição se tornou não apenas legal mas também cerimonial. Podemos dizer que receberam honras divinas no sentido de que reis e grandes capitães de certos países muitas vezes recebem honras divinas. Numa palavra, sempre que o outro espírito, o espírito da lenda e da fofoca, pôde entrar no jogo, eles foram envolvidos na atmosfera mística própria dos mitos. A poesia popular transformou sábios em santos. Mas foi só isso que ela fez. Os sábios continuaram sendo sábios, e os homens nunca de fato esqueceram que eles eram homens que só foram transformados em deuses no sentido de heróis. Divino Platão ou Divus Caesar – eram títulos e não dogmas. Na Ásia, onde a atmosfera era mais mitológica, o homem acabou sendo transformado e parecendo-se mais com um mito, porém permaneceu homem. Continuou sendo um homem de certa classe social ou de certa escola de homens, recebendo e merecendo grandes honras da humanidade. É a ordem ou a escola dos filósofos: homens que se dedicaram seriamente a descobrir a ordem através do caos aparente da visão da vida. Em vez de viverem de rumores da imaginação ou de remotas tradições e de excepcionais experiências sobre a mente e o significado da vida por trás do mundo, eles tentaram em certo sentido projetar o objetivo primário daquela mente a priori. Tentaram colocar no papel um possível plano do mundo, quase como se o mundo ainda não houvesse sido criado.

Exatamente no meio de tudo isso surge uma enorme exceção. Ela é totalmente diferente de qualquer outra coisa. É algo final como a trombeta do juízo, embora também seja uma boa-nova, ou então uma notícia que parece boa demais para ser verdadeira. É nada menos que a altissonante afirmação de que o misterioso criador do mundo visitou a terra pessoalmente. Declara-se que realmente e até bem pouco tempo atrás, ou bem no meio dos tempos históricos, de fato entrou no mundo esse ser invisível das origens, sobre o qual os pensadores criam teorias e os mitólogos transmitem seus mitos: o Homem que Criou o Mundo. A existência dessa personalidade superior por trás de todas as coisas fora de fato insinuada por todos os melhores pensadores, bem como por todas as mais belas lendas. Mas nada desse tipo fora insinuado por algum pensador ou alguma lenda. É simplesmente falso dizer que os outros sábios e heróis haviam alegado ser esse misterioso senhor e criador, com o qual o mundo havia sonhado e sobre o qual havia debatido. Nenhum deles havia jamais alegado ser algo desse tipo. Nenhuma de suas seitas ou escolas nem sequer reivindicou ter alegado algo desse tipo. O máximo que algum profeta religioso havia dito fora que ele era o verdadeiro servo desse ser. O máximo que algum visionário jamais havia dito fora que os homens talvez pudessem ter um vislumbre da glória daquele ser espiritual; ou, mais frequentemente, um vislumbre de seres espirituais inferiores. O máximo que qualquer mito primitivo jamais havia sugerido era que o Criador estava presente na Criação. Mas que o Criador estivesse presente em cenas que aconteceram logo depois dos festins de Horácio, que conversasse com coletores de impostos e oficiais do governo em detalhados momentos do dia a dia do Império Romano, que esses fatos continuassem a ser firmemente declarados por toda aquela grande civilização por mais de mil anos – eis aí algo absolutamente diferente de qualquer outra coisa da natureza. É a maior e mais chocante declaração feita pelo homem desde que ele articulou sua primeira palavra em vez de latir feito um cachorro. Seu caráter único pode ser usado como um argumento a seu favor ou contra ele. Seria fácil concentrar-se nisso e ver um caso de insanidade singular; mas essa opção reduz a religião comparada a nada mais que pó e absurdo.

O anúncio caiu sobre o mundo com uma ventania e um impetuoso avanço de mensageiros proclamando aquele portento apocalíptico; e não é nenhuma fantasia indevida dizer que eles ainda estão correndo. O que intriga o mundo, e seus sábios filósofos e imaginativos poetas, acerca dos sacerdotes e dos fiéis da Igreja Católica é que eles ainda se comportam como se fossem mensageiros. Um mensageiro não sonha com qual poderia ser sua mensagem, nem discute acerca do que ela provavelmente seria. Ele a entrega como é. Não é uma teoria nem uma fantasia, é um fato. Não é relevante para este esboço intencionalmente superficial provar em detalhes que a mensagem é um fato; só é relevante ressaltar que esses mensageiros a tratam como um fato. Tudo o que se condena na tradição católica, a autoridade, o dogmatismo e a recusa de retratar-se e modificar são apenas atributos humanos naturais de um homem com uma mensagem relacionada a um fato. Quero evitar neste último resumo todas as complexidades controversas que mais uma vez podem ofuscar as linhas simples dessa estranha história, que já chamei, em palavras que são demasiado fracas, de a mais estranha história do mundo. Simplesmente desejo sublinhar aquelas linhas principais e especialmente sublinhar onde se deve realmente traçar a grande linha. A religião do mundo, em suas proporções certas, não se divide em delicados matizes de misticismo ou de formas de mitologia mais ou menos racionais. Ela é dividida pela linha que separa os homens que levam aquela mensagem dos homens que ainda não a ouviram, ou que ainda não conseguem crer nela.

Mas quando traduzimos os termos dessa estranha história usando a terminologia mais concreta e complicada de nosso tempo, descobrimos que a história está cheia de nomes e memórias cuja familiaridade por si só significa falsificação. Por exemplo, quando dizemos que um país conta com determinado número de muçulmanos, nós de fato queremos dizer que ele conta com determinado número de monoteístas; e com isso queremos dizer que lá vive determinado número de homens, homens dentro da média daquela velha crença humana: que o soberano invisível permanece invisível. Eles a mantém juntamente com certos costumes de certa cultura e sob as leis mais simples de certo legislador, mas fariam o mesmo se seu legislador fosse Licurgo ou Sólon. Eles testificam algo que é uma verdade necessária e nobre, mas nunca foi uma verdade nova. Seu credo não é uma cor nova: é o tom neutro e normal do pano de fundo da vida multicolorida dos homens. Ao contrário dos magos, Maomé não descobriu uma nova estrela; ele teve através de sua janela particular um vislumbre do grande campo cinzento da antiga luz da estrela. Da mesma forma, quando dizemos que determinado país conta com tantos confucionistas ou budistas, queremos dizer que ele conta com determinado número de pagãos cujos profetas lhes deram uma versão diferente e bastante vaga do poder invisível, tornando-o não apenas invisível, mas também quase impessoal. Quando dizemos que eles também têm templos, ídolos, sacerdotes e festas periódicas, simplesmente queremos dizer que esse tipo de pagão é humano o bastante para admitir o elemento popular da pompa e pinturas, festas e contos de fada. Queremos dizer que os pagãos têm mais sentimento que os puritanos. Mas o que os deuses supostamente são, o que os sacerdotes são encarregados de dizer, isso não é um segredo emocionante como o tinham para anunciar aqueles mensageiros apressados do Evangelho: ninguém mais tem alguma boa-nova, pela simples razão de que ninguém tem nova alguma.

Aqueles mensageiros ganham impulso à medida que vão correndo. Séculos mais tarde, eles ainda falam como se alguma coisa houvesse acabado de acontecer. Não perderam a velocidade nem sua energia de mensageiros; mas perderam, por assim dizer, o olhar esbugalhado de testemunhas. Na Igreja Católica, que é a coorte da mensagem, ainda acontecem aqueles gestos precipitados da santidade que fala de algo rápido e recente: um sacrifício de si mesmo que assusta o mundo como um suicídio. Mas não é um suicídio: não é nada pessimista; é ainda otimista como o são Francisco das flores e dos pássaros. É algo novo no espírito como as mais novas escolas de pensamento; e está quase com certeza na véspera de novos triunfos. Pois esses homens servem a uma mãe que parece ficar mais bonita à medida que novas gerações vão surgindo e a chamam de bendita. Às vezes poderíamos imaginar que a Igreja fica mais jovem à medida que o mundo fica mais velho.

Pois esta é a última prova do milagre: que algo sobrenatural se tenha tornado natural. Quero dizer que algo tão único quando visto de fora deveria mesmo parecer universal quando visto de dentro. Não minimizei a dimensão do milagre, como alguns dos teólogos mais moderados julgam oportuno fazer. Em vez disso eu me debrucei deliberadamente naquela incrível interrupção, que foi como um golpe que partiu a própria espinha dorsal da história. Tenho muita simpatia pelos monoteístas, pelos muçulmanos, ou os judeus, para quem isso parece uma blasfêmia: uma blasfêmia que poderia sacudir o mundo. Mas ela não sacudiu o mundo: ela o consolidou. Esse fato, quanto mais o consideramos, tanto mais parecerá sólido e estranho. Considero um gesto de simples justiça para com todos os não-crentes insistir na coragem do ato de fé que deles se exige. De boa vontade e com entusiasmo concordo que é, em si mesmo, uma sugestão diante da qual poderíamos esperar que o intelecto do crente cambaleasse ao compreender sua própria crença. Mas o intelecto do crente não cambaleia; é o intelecto do não-crente que cambaleia. Podemos ver os intelectos cambaleando em todas as partes e em todas as extravagâncias da ética e da psicologia; no pessimismo e na negação da vida; no pragmatismo e na negação da lógica; procurando seus presságios em pesadelos e seus cânones em contradições; gritando de medo â vista de coisas remotas além do bem e do mal, ou sussurrando sobre estranhas estrelas onde dois mais dois são cinco. Entrementes, essa coisa única que à primeira vista parece tão exorbitante em seu esboço mantém-se sólida e sadia em sua alma. Permanece como o moderador de todas essas manais: resgatando a razão dos pragmáticos exatamente como resgatou o riso dos puritanos. Repito que deliberadamente enfatizei seu caráter intrinsecamente desafiador e dogmático. O mistério é como algo tão alarmante pode ter permanecido desafiador e dogmático, tornando-se mesmo assim perfeitamente normal e natural. Admiti sinceramente que, considerando-se o incidente em si mesmo, um homem que se diz Deus pode ser classificado com outro que se diz vidro. Mas o que se diz vidro não é um vidraceiro que faz janelas para o mundo inteiro. Ele não permanece época após época como uma figura brilhante e cristalina, em cuja luz tudo é claro como cristal.

Mas essa loucura se manteve sadia. A loucura permaneceu sadia quando todo o resto enlouqueceu. O hospício tem sido uma casa para a qual, época após época, os homens estão continuamente voltando como quem volta para o lar. Este é o enigma que permanece: que uma coisa tão abrupta e anormal ainda seja vista como algo habitável e hospitaleiro. Não me importo se o cético diz que é uma história quase inacreditável; não consigo ver como uma torre tão alta poderia permanecer de pé por tanto tempo sem fundações. Muito menos consigo ver como ela poderia tornar-se, como de fato se tornou, a casa dos homens. Se ela houvesse simplesmente aparecido e desaparecido, talvez pudesse ter sido lembrada ou explicada como o último salto do furor da ilusão, o mito extremo do último ânimo com que a mente bateu no céu e se quebrou. Mas aquela mente não se quebrou. É a única mente que permanece intacta no mundo fragmentado. Se ela fosse um erro, pareceria que esse erro mal teria durado um dia. Se fosse um mero êxtase, pareceria que esse êxtase não poderia durar uma hora. Durou por quase dois mil anos; e em seu seio o mundo tem sido mais lúcido, mais equilibrado, mais racional em suas esperanças, mais sadio em seus instintos, mais sereno e alegre diante do destino e da morte do que todo mundo de fora. Pois foi a alma da cristandade que nasceu daquele incrível Cristo: e essa alma era o bom senso. Embora não ousássemos olhar para seu rosto, poderíamos olhar para seus frutos; e por seus frutos o reconheceremos. Os frutos são sólidos e a produção é muito mais que uma metáfora; em lugar algum deste triste mundo encontram-se meninos mais felizes no alto das macieiras, ou homens formando coros mais uniformes enquanto pisam as uvas sob o clarão fixo dessa urgente e intolerante iluminação: o relâmpago eternizado como luz.

Fonte: G. K. Chesterton, O Homem Eterno, Ed. Mundo Cristão, 1ª ed.

One Response to Breve História da Humanidade

  1. Breno says:

    Fantástico texto, chorei ao final dele…bravo!

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