A arquitetura românica

Veja também: A arquitetura gótica

Catedral de Santiago de Compostela

(clique nas imagens para ampliar)

Das mãos fecundas dos mestres-de-obras saíram formas cuja história constitui talvez o capítulo mais apaixonante de toda a história da arte. No entanto, para o historiador da Igreja, será indiferente descrever os templos onde os fiéis da Idade Média oravam e os aspectos de que a casa de Deus se revestia para eles? Lembremo-nos de que são numerosas as que ainda hoje nos abrigam, e as nossas orações sobem muitas vezes até as mesmas abóbadas que ouviram rezar os cristãos do tempo de São Bernardo e São Luís.

No dobrar do ano mil, saindo da crisálida carolíngia, espalhara-se por quase todas as terras outrora governadas pelo grande imperador um estilo arquitetônico bem característico. Não era em nada uma arte “primitiva”, mas, pelo contrário, uma arte repleta de reminiscências, em que se acentuavam as mais díspares influências, de Roma, de Bizâncio, do Oriente asiático, do Islã, das estepes citas e sármatas. Pouco a pouco, todos esses elementos foram absorvidos, digeridos, e impuseram-se formas novas, que se designam com o nome de primeira arte românica. No ano mil, ou imediatamente a seguir, Saint-Philibert de Tournus (928-1019), a abadia de Sainte-Foy em Conques (1030-1080) e Saint-Hilaire de Poitiers (1045-1080) foram admiráveis modelos.

Abadia de Sainte-Foy em Conques

Os mais recentes estudos sobre as origens da arte românica prestam uma atenção particular a um conjunto de igrejas que datam desse período e que se repartem ao longo de uma faixa de países que vai da Catalunha à Suíça, passando pela Sabóia, Lombardia e Borgonha. Maciços e atarracados na sua maioria, esses edifícios são construídos com uma curiosa armação de blocos de pedra irregulares, e, no exterior, ornamentam-se com um friso de pequenos arcos cegos na parte inferior das cornijas. Esta ornamentação foi denominada “lombarda” porque o seu centro principal de difusão foi o norte da Itália. Parece, no entanto, que o impulso mais vivo a esta “primeira arte românica” foi dado pela Catalunha, onde a igreja abacial de Santa Maria de Ripoll (consagrada em 1031) atinge já o monumental.

Santa Maria de Ripoll

É que a ambição dos construtores começou a crescer bem cedo. Os primeiros edifícios românicos tinham sido modestos, mas ampliam-se a partir de meados do século XI. As naves alongam-se e tornam-se imensas. Durante algum tempo, caminha-se na direção da igreja de planta circular, imitada de Bizâncio ou do Panteão romano. A Capela Palatina de Aix-la-Chapelle, hoje desaparecida, é um magnífico exemplo disso, mas há edifícios bem mais modestos em solo francês que ainda conservam essa lembrança, como a delicada e pequena igreja de Germigny-les-Prés ou a de Ottmarsheim, na Alsácia. A primeira Saint-Bénigne de Dijon (por volta de 900) foi também uma rotonda. Esta planta foi abandonada quase em toda parte, até o dia em que os cruzados viram no Oriente as mesquitas redondas e os templários se instalaram na famosa mesquita de Omar em Jerusalém. O Templo de Paris e o de Londres, hoje destruídos, eram igrejas circulares, como são as igrejas dos templários que subsistem em Laon, Metz, Montmorillon e Segóvia. No entanto, constituem uma exceção.

Ottmarsheim

O tipo que prevaleceu foi inspirado na basílica, mais cômodo para abrigar grandes multidões: uma nave central flanqueada por naves laterais. Simples, sólidas, essas primeiras naves da tradição românica irradiam já uma impressão de poder calmo, que o estilo há de conservar sempre. O uso do transepto, isto é, da nave transversal que corta perpendicularmente a nave principal e dá ao conjunto a forma de cruz, já empregado nas antigas basílicas, bem como um rudimento de corredor em torno da abside (o deambulatório), em breve davam ao edifício perspectivas mais complexas e jogos de luzes e sombras mais sutis. A nave tenderá também a alargar-se, a elevar-se, ao mesmo tempo em que as torres e campanários – que existiam a muitos séculos, muitas vezes isolados do edifício – se incorporam à igreja e se integram na sua fachada, contribuindo para lhe dar uma soberana majestade.

Foi então que surgiu, derivado do próprio aumento das dimensões, o delicado problema técnico da cobertura. O meio mais simples de cobrir uma nave era, evidentemente, colocar vigas apoiadas numa e noutra parede, vigas que podiam ficar a descoberto ou disfarçadas com forros. Este modo de cobertura não foi totalmente abandonado. A antiga basílica de São Pedro de Roma, até o tempo de Bramante, era um edifício com cinco naves com estruturas e telhamento de madeira, e numerosas basílicas da Cidade Eterna oferecem ainda hoje o espetáculo desses tetos de madeira ornamentados com suntuosas decorações. O defeito desse sistema era duplo: não permitia que a nave fosse alargada como se desejava e, além disso, um amontoado de madeira seca era um excelente convite para as chamas. Era bem conhecido um outro processo de cobertura – o da abóbada de pedra que os romanos tinham recebido do Oriente e utilizado bastantes vezes. Nos tempos carolíngios, fora empregado sob formas ainda rudimentares: pequenas abóbadas baixas como as de Jouarre, Vénasque e Saint-Laurent de Grenoble, ou do tipo cul-de-four (abóbada esférica) do batistério de Poitiers. Foi este processo que os mestres-de-obras e os monges arquitetos dos séculos XI e XII adotaram cada vez mais deliberadamente.

Saint Hilaire – Poitiers

Abobadar é ajustar pedras, previamente talhadas, de forma que, retirados os andaimes, essas pedras se sustentam pelo seu próprio peso. O processo é dispendioso: quinze a dezoito vezes mais caro do que a cobertura de madeira, mas protege completamente o edifício do fogo. Dois tipos de abóbada herdados dos romanos foram utilizados principalmente pelos arquitetos românicos: a abóbada de berço, que é exatamente um semicilindro, e a abóbada de arestas, que se define matematicamente como o resultado da intersecção de duas abóbadas de berço, podendo-se dizer mais simplesmente que é feita de quatro compartimentos abaulados, que pelas bases se apóiam sobre suportes, o que diminui a pressão. O terrível defeito da abóbada românica é que esse enorme amontoado de pedras talhadas pesa muitíssimo; mesmo reforçando-a com nervuras salientes para distribuir a pressão, essa massa tende sempre a desnivelar as paredes. A igreja da abadia do Bec desmoronou três vezes em cem anos! O único meio de evitar tais acidentes era reforçar as paredes, fazê-las tão pesadas e grossas que pudessem suportar bem aquelas toneladas de calcário ou de granito. Mas dando às paredes espessuras tão prodigiosas – um metro e meio, dois metros -, como abrir nelas os vãos para as portas e janelas e assegurar a iluminação da nave? Os mestres-de-obras da época românica esforçaram-se por encontrar a solução para esse problema, levando em conta ambas as exigências.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abóbada de berço

e

Abóbada de aresta

 

No entanto, não se deve considerar a abóbada como o elemento decisivo da arquitetura românica. Outras soluções puderam ser encontradas ou conservadas. Veremos que os admiráveis mestres-de-obras do românico da Normandia, tão audaciosos, se recusaram sempre a utilizar a abóbada, embora as suas esplêndidas naves parecessem reclamá-la. No sul, onde ainda se erguiam templos romanos, termas e aquedutos, houve muitos que se filiaram à escola dos mestres que haviam realizado essas obras-primas. Por outro lado, havia muito tempo que o Ocidente buscava ensinamentos no Oriente bizantino. Foi assim que um setor inteiro, em vez de cobrir as suas naves com vigas ou abóbadas, erigiu – em Périgueux, em Souillac, em Angoulême – cúpulas que, sob o céu da França, evocam estranhamente Santa Sofia e os Santos Apóstolos de Constantinopla ou São Marcos de Veneza, ao mesmo tempo que em Puy apresentam uma forma completamente diferente, que faz pensar em influências muçulmanas.

Houve, portanto, entre 1000 e 1200, uma época de pesquisas apaixonantes, de prodigiosa animação no trabalho criador. Depois da primeira onda da igreja abacial de Cluny (1088-1109), de Conques (1030-1080), da Trinité de Caen (1062-1083), de Saint-Étienne de Caen (1064-1087), de Saint-Sernin de Toulouse (1076-1119), que repercutiu em Colônia (1065), Spira (1030-1106), Lincoln (1072-1092), Pisa (1063-1118), houve uma segunda, mais poderosa ainda, que se lançou sobre Vézelay (1104-1132), Saint-Lazare de Autun (1120-1178), Saint-Front de Périgueux (1120-1173), Salamanca (1120-1178), Parma (1130-1150) e Worms (1171-1234). Todas as lições do passado ou de países longínquos, tudo o que os peregrinos, os mercadores e, mais tarde, os cruzados tinham visto, era agora estudado e readaptado.

Saint-Lazare de Autun

Saint-Front de Périgueux

Não nos devemos admirar, portanto, de que, ao contrário da sua irmã gótica, cuja unidade de formas nos impressiona, a arquitetura românica tenha sido extraordinariamente diversa. A unidade existe, sim, mas é interior, secreta, transcende as próprias formas; é uma unidade de alma, que faz reconhecer à primeira vista, como irmãos e contemporâneos, monumentos completamente diferentes na aparência. O românico torna-se um estilo de pesquisas; só quando o arco ogival se impuser, adaptando-se a todos os planos e a todas as dimensões, é que deixará de haver necessidade de se encontrar outra coisa.

Assim, sob a denominação de arquitetura românica, alinham-se edifícios que não se assemelham em nada. É um entretenimento para os arqueólogos dividi-los em escolas. Quantas? Sete, dizia Arcisse de Caumont; quinze, respondia Anthume de Saint-Paul, ao passo que Viollet-le-Due hesitava entre sete, quinze e treze, e outros falavam até em vinte e quatro. Será preciso repartir esses edifícios por regiões, conforme a disposição da nave principal e das laterais, ou ainda segundo o tipo de cobertura? São prazeres de especialistas. Digamos apenas, com um historiador que era um artista (Louis Gillet), que, no concerto da fé e de entusiasmo que se eleva da Cristandade nesta época, “cada província lança a sua estrofe original e a sua vizinha repete-a como um eco”.

Temos a Auvergne, a Auvergne de Notre-Dame Du Pont em Clermont, de Saint-Julien de Brioude, de Saint-Paul d’Issoire, de Saint-Nectaire, d’Orcival, agrupando num território exíguo tantas obras-primas, com as suas naves centrais com abóbadas de berço, flanqueadas por abóbadas de aresta nas naves laterais, com a luz indireta que se filtra através das tribunas, a sua poderosa torre sobre o cruzeiro da nave, os seus materiais de uma coloração sonora – arenito, lavas, basaltos, calcários e arcóseos -, e, para quem vê de fora, o complexo ordenado das capelas, das cúpulas e das massas em volta do campanário central, todo esse equilíbrio ascendente que faz pensar nas próprias montanhas do país.

Saint-Julien de Brioude

Temos o Poitou e seus arredores, Anjou, Angoumois, em parte a Guyenne, a pátria das belas abadias de Sainte-Radegonde e de Saint-Hilaire de Poitiers, de Saint-Eutrope de Saintes, de Fontevraut, e também de Saint-Savin, de Aulnay e dessa jóia, Notre-Dame-la-Grande, onde a carga da abóbada de berço é aliviada pelo seu traçado em degraus e pelo emprego de arcos salientes, onde as abóbadas laterais se elevam quase à altura da central e onde, sobretudo, a extraordinária exuberância das esculturas, próxima da dos grandes monumentos da Índia, confere a todo o edifício o aspecto de não se sabe bem que cofre oriental.

Temos depois o Languedoc, que para esses efeitos abrange uma imensa região, até o Loire e até Portugal e Espanha, e que recebe de todas as regiões vizinhas elementos arquitetônicos que transpõe para o seu material preferido, o tijolo, utilizando-os com um sentido de harmonia, um gosto pela simplicidade e pela luz verdadeiramente sublimes. No Languedoc encontram-se algumas jóias da escultura da época, como Moissac.

Lembremos também a Provença, a estreita zona onde se reúnem Saint-Trophime de Arles, Saint-Gilles Du Gard, Saint-Guillem Le Désert, Saint-Victor de Marselha, Montmajour e Maguelonne, bem como a igreja fortificada de Saintes-Maries, monumentos cuja beleza austera reside na própria simplicidade da planta, na rudeza campestre dos pilares, nos tetos planos, em tudo aquilo que se adivinha de profundamente enraizado no passado, de ligado a uma velha tradição.

Saint-Gilles Du Gard

E surge, por outro lado, a Borgonha, a pátria das grandes audácias, cujos filhos, clunicenses e depois cistercienses, lançarão a semente pela Cristandade inteira, essa Borgonha que, adiantando-se ao seu tempo, eleva as suas naves tanto quanto pode, estende-as ao máximo – 171 metros em Cluny -, multiplica-as até ao excesso, procura à força de habilidade técnica que sejam iluminadas por extensas zonas de luz, apesar de todos os obstáculos, e pontilha o céu com tantas torres sólidas e tantos campanários que não se sabe se eles exaltam apenas a glória de Deus ou o orgulho dos homens. Na Borgonha, além da sua obra-prima – Cluny -, podemos admirar ainda as suas filhas e êmulas, Autun, Paray-le-Monial, Saulieu, Bourbon-Lancy, Beune, Saint-Bénigne de Dijon, Pontaubert e a rara maravilha, ereta sobre a sua colina: La Madeleine de Vézelay. Evocamos já a mais estranha das escolas românicas, essa que, no Périgord e bastante longe à sua volta, dissemina os zimbórios das suas cúpulas, que não cobrem apenas o cruzeiro da nave, mas repetem-se ao longo de todo o edifício: é a escola de Saint-Front e de Saint-Étienne de Périgueux, de Cahors, de Souillac, prolongada até Angoulême e Saintes. Que nota original, de exotismo e tradicionalismo simultaneamente, esta província não empresta ao concerto do românico!

La Madeleine de Vézelay

E quanto à Normandia, essa poderosa rival da Borgonha, com as suas igrejas abaciais de Jumièges, de Caen, de Fécamp, de Saint-Pierre-sur-Dives, as suas igrejas e catedrais de Évreux, de Ouistreham, se lhe falta audácia perante o problema da abóbada e continua fiel à cobertura de vigas, ao menos dá exemplo das naves muito altas, cheias de luz, da grandiosa torre central com múltiplos andares, do transepto e desse admirável tipo de fachada com empena central flanqueada por torres, que irá impor-se depois em tantas obras-primas: em Jumièges ou em Saint-Étienne, como em Vézelay ou Paray-le-Monial, já se pressente o gótico; está ali como que em gestação.

Por fim, é preciso reservar um lugar especial, tanto pela sua importância histórica e religiosa como artística, a esse grupo de igrejas magnificamente estruturadas, de dimensões consideráveis, que balizam o caminho da peregrinação dos Jacquots: Saint-Martial de Limoges, Saint-Martin de Tours (destruída), Saint-Sernin de Toulouse, Conques e, para terminar, a sua filha da Espanha, meta sagrada dos peregrinos.

A diversidade do estilo românico que se observa através da França encontra-se em todos os outros países. Na Espanha, por exemplo, se Santiago de Compostela ou Santo Isidoro de Leão lembram de forma impressionante Saint-Sernin de Toulouse, Nossa Senhora de la Sierra, perto de Segóvia, parece uma igreja borgonhesa, São Vicente de Ávila equipara-se aos edifícios do centro da França, mas o claustro da catedral de Gerona é irmão do de Saint-Trophime de Arles.

Saint-Sernin de Toulouse

Estas influências misturam-se freqüentemente com elementos autóctones e daí saem formas novas. Assim acontece na Itália, país privilegiado do românico, que, durante séculos, resistirá ao gótico. Que variedade nessa arquitetura! É “lombarda” em Santo Ambrósio de Milão, São Zenão de Verona e nas catedrais de Parma e de Módena, numa simplicidade que se mostra tão evidentemente tradicional; é viva, exuberante de mármore ao sul dos Apeninos, na abadia de Fiesole e em San Miniato de Florença, cobrindo as suas fachadas, em Pisa e em Lucca, com essas rendas de colunetas e arcadas ligeiras que lhes dão um ar tão gracioso; é nua em Roma, onde se constroem no século XIII basílicas quase tão despojadas como no século V; mas gloriosa, amante da cor e das belas pedras no sul da Itália, onde as influências lombardas se combinam com as bizantino-árabes da Sicília.

Enquanto na Inglaterra o estilo normando desembarca com os conquistadores do duque Guilherme e reverbera nesses esplendores que são Lincoln, Winchester, Durham, Chester e Canterbury, para depois se diversificar conforme as regiões e as épocas; enquanto na Noruega penetra por Santa Maria de Bergen, fazendo concorrência à técnica da madeira dos velhos carpinteiros “vikings”, na Alemanha erguem-se – provenientes ao mesmo tempo de antigas tradições carolíngias e de influências lombardas – essas catedrais estranhas que diríamos sem rosto, visto que nelas encontramos duas absides postas frente a frente, esses edifícios enormes onde as torres maciças se estendem como braços múltiplos, onde as naves despojadas rivalizam com as da Normandia, essas catedrais ao mesmo tempo tão robustas e tão carregadas de poesia, sobretudo quando o arenito rosado lhes dá a sua estranha coloração. De Worms, de Mogúncia, de Spira, sempre ao longo do Reno e mais longe ainda, esta arte, de uma poderosa originalidade, projetar-se-á em direção à Tournai dos belos campanários, à bela Bamberg, à Saxônia, à Polônia, à Dinamarca e à Suécia.

Tal foi o românico, essa primeira testemunha da arte medieval na sua grandeza. Convirá, como se faz tantas vezes, compará-lo com o gótico? Talvez seja, formalmente, menos perfeito; no entanto, escapa ao perigo que ameaçará o seu sucessor: o da aridez, o de uma pureza demasiado matemática para nos comover sempre. É menos impetuoso, mas traz em si um miraculoso sentido dos volumes; é menos harmonioso, mas impõe a idéia de um crescimento orgânico, e sente-se nele a seiva criadora em pleno movimento. Da complexidade das heranças seculares e das influências locais, soube fazer surgir um sistema coerente, banhado numa nova harmonia, em que a ornamentação – o afresco, o vitral e a escultura – engrandece a beleza das massas e das linhas. Profundamente religiosa, esta arquitetura, por assim dizer horizontal, faz-nos pensar na meditação religiosa de um monge; corresponde a uma espiritualidade totalmente interior e tem a fé como virtude dominante. Se esta arte se viu ultrapassada, não foi porque tivesse fracassado nas suas tentativas, mas porque, tecnicamente, o esforço que desenvolveu preparou os homens para encontrarem novas soluções, e também porque, na sua moderação, já não correspondia ao impulso de uma Cristandade em pleno vigor, segura de si, e que queria exprimir na pedra a sua virtude predileta: a esperança, que eleva o homem acima de si mesmo e o aproxima de Deus.

 

(Daniel-Rops, A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, Quadrante, págs 400-407)

Veja também: A arquitetura gótica

 

 

 

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9 Responses to A arquitetura românica

  1. Francesco Pavan disse:

    Esse ignorante desse Gabriel nunca leu sobre nada! Essa afirmação foi precária e simplória. Peuqena? pequena é a cabeça do infeliz que escreveu o comentário. Me admiro ver alquém a dizer que a arquitetura românica é pequena , ela que até hoje é conservada através das igrejas, catedrais e santuários, juntamente a outras edificações de grande importância no cenário nacional e mundial, como alguns palácios do Brasil, a própria Casa Branca e certas mansões em torno do globo, como se modernizassem o estilo.Sem contar na influência da românica na arquitetura moderna. sendo que a mesma não se encontra só em Roma, se é o que o ignorante quis expressar. Mas também, em Portugual, França, Toda a Itália, Espanha, Alemanha e dentre outros.

  2. Gabriel disse:

    samuel disse:
    3 maio, 2011 às 8:54 am
    as imagens desses monumentos romanicos são deslumbrantes,os romanos sim sabiam construir,não e como hoje////////////// A arquitetura Românica quando começou o Império Romano já havia sido extinto. A arquitetura Românica foi introduzida, para fins de poder se proteger de ataques, pois a Europa estava em um momento de muitas guerras. E sendo que o seu período foi durante os séculos IX E XIII d.C.. Não podemos nos confundir com outros estilos, pois a arquitetura romanica ela foi muito pequena, e existe poucos exemplares dela vivos.

  3. gabrielly disse:

    adorei influencia o estudo é lindo essas igrejas, facinantes e tao interesante.

  4. gabi disse:

    adorei

  5. isis Andrade Meneses disse:

    Na minha opnião essa pesquisa deveira ser melhor !

  6. Anônimo disse:

    amei amei.

  7. samuel disse:

    as imagens desses monumentos romanicos são deslumbrantes,os romanos sim sabiam construir,não e como hoje

  8. Didio Rocha Loures disse:

    Um conteúdo para ser apreciado com uma leitura calma e introspectiva.As imagens falam mais que o texto.São maravilhosas expressões estéticas.

  9. Andrea disse:

    Interessante mas,não gostei muito não pois a linguagem é ruim

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